domingo, 7 de febrero de 2010

Lição Bíblica

2 Tessalonicenses 2.1-17
1 Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos
2 a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor.
3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,
4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
5 Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?
6 E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.
7 Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;
8 então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.
9 Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,
10 e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
11 É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,
12 a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.
13 Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade,
14 para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.
15 Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
16 Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça,
17 consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra.

Uma séria questão causava inquietação nos tessalonicenses. O dia do Senhor já havia chegado? As suas tribulações podiam levá-los a crer em tal coisa, e os falsos mestres afirmavam que isto era um fato. Não, contesta o apóstolo. Esse dia deve ser precedido por três acontecimentos: (1) nossa reunião com o Senhor; (2)a apostasia da falsa igreja e dos judeus; (3) o surgimento do anticristo, chamado de "o homem da iniqüidade, o filho da perdição" (v. 3), "o iníquo" (v. 8). Estes nomes enfatizam, por contraste, as características do Senhor Jesus: justiça, salvação e completa obediência a Deus.

Neste período terrível, um poder enganoso enviado como castigo cegará a mente dos homens: eles não deram crédito à verdade, mas então darão à mentira. "O mistério da iniqüidade" (v. 7) já está em ação, acrescenta o apóstolo (comparar com 1 João 2:18). Só "aquele que agora o detém" (v. 7), o Espírito Santo, é que faz barreira à plena manifestação do mal no mundo. Quando Ele tiver deixado a terra juntamente com a igreja, então a iniqüidade não conhecerá mais freio algum. Mas que contraste entre esse poder de Satanás (vv. 1-12) e a obra de nosso Deus e Pai! (vv. 13-17). Ele nos amou, nos escolheu para salvação e nos chamou para a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Não deixemos de Lhe render ações de graças agora mesmo (vv. 13; 1:3).

sábado, 6 de febrero de 2010

Lição Bíblica

2 Tessalonicenses 1.1-12

1 Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo,
2 graça e paz a vós outros, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo.
3 Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando,
4 a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,
5 sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;
6 se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam
7 e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,
8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.
9 Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder,
10 quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho).
11 Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé,
12 a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
As perseguições das quais os tessalonicenses eram vítimas lhes haviam aumentado a fé, fazendo-lhes abundar em amor e manifestar sua paciência. O que, pois, lhes faltava e por que o apóstolo julgou necessário dirigir-lhes esta segunda epístola? Aqui a esperança não é mencionada, tampouco o gozo do Espírito Santo (comparar 1 Tessalonicenses 1:3,6). Paulo coloca ante eles as verdades convenientes para reanimar estes sentimentos em seus corações. O triunfo de seus perseguidores e seus próprios sofrimentos não são mais que temporários: "O Senhor, Deus que dá a paga, certamente lhe retribuirá" (Jeremias 51:56). Esta "paga", tanto dos fiéis como dos ímpios, ocorrerá no dia do Senhor. Está ligada à Sua gloriosa manifestação. A mesma penalidade - "eterna destruição" - alcançará os pagãos que voluntariamente permanecem na ignorância de Deus e aqueles que são cristãos só de nome mas "não obedecem ao evangelho" (v. 8). Ao mesmo tempo, os santos - "todos os que creram" - serão vistos na companhia do Senhor, associados à Sua admirável glória (v. 10; Mateus 13:43). Mas a vontade de Deus e a oração do apóstolo é que, desde já, o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado em cada um dos que Lhe pertencem.

viernes, 5 de febrero de 2010

Lição Bíblica

1 Tessalonicenses 5.12-28
12 Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam;
13 e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros.
14 Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.
15 Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos.
16 Regozijai-vos sempre.
17 Orai sem cessar.
18 Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
19 Não apagueis o Espírito.
20 Não desprezeis as profecias;
21 julgai todas as coisas, retende o que é bom;
22 abstende-vos de toda forma de mal.
23 O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
25 Irmãos, orai por nós.
26 Saudai todos os irmãos com ósculo santo.
27 Conjuro-vos, pelo Senhor, que esta epístola seja lida a todos os irmãos.
28 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.

O final da epístola ensina qual deve ser o nosso comportamento entre os irmãos, para com todos os homens, em relação a Deus e, por fim, na Igreja. Em suma, nossa vida inteira está encerrada nestas curtas exortações. Se é uma questão de regozijar, que seja sempre; de orar, que seja sem cessar; de dar graças, que seja em tudo. A fé nos permite agradecer ao Senhor mesmo pelas coisas que nos parecem penosas. Orar sem cessar é permanecer em Sua comunhão, o que será também nossa salvaguarda contra o mal sob todas as suas formas (v. 22). Aquele que nos resgatou completamente - espírito, alma e corpo - exige também a santidade de todo o nosso ser (4:3). As manchas do espírito e do coração, embora invisíveis, são tão temíveis como as do corpo. Peçamos ao Senhor, que é fiel, que nos conserve íntegros e irrepreensíveis, semelhantes a Ele, para o momento da grande reunião. Na verdade, nenhum pensamento é mais apropriado para nos santificar que o do retorno do Senhor Jesus (leia 1 João 3:3). Esta inestimável promessa se encontra mencionada no fim de cada um dos cinco capítulos desta epístola. Não a percamos de vista. Até então, que "a graça de nosso Senhor Jesus Cristo" seja com cada um de nós.

jueves, 4 de febrero de 2010

Lição Bíblica

1 Tessalonicenses 5.1-11
1 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva;
2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite.
3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.
4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa;
5 porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas.
6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios.
7 Ora, os que dormem dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam.
8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;
9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,
10 que morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele.
11 Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo.

Se para Seus redimidos a vinda do Senhor significa a entrada no gozo eterno, para os incrédulos é o sinal de uma "repentina destruição" (v. 3; Lucas 17:26-30). Bem-aventurada esperança para uns, total e terrível surpresa para outros! Infelizmente, na prática, a diferença está longe de ser tão nítida! Alguns "filhos da luz" ocultam sua candeia "debaixo do alqueire, ou da cama" (Marcos 4:21). Eles estão dormindo, e a sonolência espiritual é um estado que se assemelha à morte. E qual é a causa? Geralmente é a falta de sobriedade. Embriagar-se é fazer dos bens terrenos um uso que supera ao que se necessita (ver Lucas 12:45-46). E quando um homem está adormecido acerca dos interesses celestiais e bem acordado acerca dos interesses terrenos, como pode desejar o retorno do Senhor? Nós, que somos do dia, "não durmamos como os demais" (v. 6), "que não têm esperança" (4:13), por temor de sermos surpreendidos pela repentina chegada de nosso Senhor. Voltemos a ler as sérias palavras do Senhor no capítulo 24 de Mateus e no capítulo 13 de Marcos... E façamos com freqüência esta pergunta a nós mesmos: "Gostaria que o Senhor me encontrasse fazendo o que estou fazendo, ou dizendo ou pensando?"

miércoles, 3 de febrero de 2010

Lição Bíblica

1 Tessalonicenses 4.9-18
9 No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros;
10 e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais
11 e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos;
12 de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.
13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.
14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.
15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.
16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;
17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.
18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.

Não é necessário cumprir obras extraordinárias para servir "o Deus vivo e verdadeiro" (1:9). Acima de tudo, é requerido que o cristão viva tranqüilamente e se aplique fielmente a cumprir sua tarefa cotidiana (v. 11). Pronto chegará ao fim de seu trabalho! Ao som da conhecida voz do Senhor, cada um colocará de lado sua ferramenta para ir a Seu encontro e estar para sempre com Ele. O arrebatamento dos crentes é o primeiro ato da vinda do Senhor Jesus (o segundo será Seu glorioso retorno com eles: 3:13). Ele virá para buscá-los para Si mesmo, não deixando a ninguém mais esta responsabilidade e este gozo. Este gozo deverá ser a porção de cada redimido e seu presente consolo quando acontecer de um dos seus entes queridos chegar a "dormir". Como a morte já foi vencida - embora não destruída -, os mortos em Cristo simplesmente "dormem" (4:13-15; João 11:11-13). Estes despertarão, como Lázaro - mas para sempre -, mediante a palavra de ordem do Príncipe da vida. Então, em perfeita ordem e do mesmo modo que Ele deixou a terra, os que estiverem vivos serão "arrebatados juntamente com eles" para ir ao Seu encontro no ar (v. 17; Filipenses 3:20). Será a nossa geração que verá este maravilhoso evento, esperado por tantas gerações? Tudo aponta para isto. Talvez será esta noite. Amigo leitor, você está preparado?

martes, 2 de febrero de 2010

Lição Bíblica

1 Tessalonicenses 3.11-13
11 Ora, o nosso mesmo Deus e Pai, e Jesus, nosso Senhor, dirijam-nos o caminho até vós,
12 e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco,
13 a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.


1 Tessalonicenses 4.1-8
1 Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais;
2 porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus.
3 Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição;
4 que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra,
5 não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;
6 e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador,
7 porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.
8 Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.

Não são as nossas provas que devem mover-nos a esperar pelo Senhor, mas sim o nosso amor! Sua vinda "com todos os seus santos" (v. 13) é o grande pensamento que deve reger todo o nosso comportamento. Somos santos aos olhos de Deus por meio da perfeita obra de Cristo (Hebreus 10:10). Mas ao mesmo tempo somos exortados a firmar nosso coração na santidade prática (3:13); ela é a expressa vontade de Deus para cada um dos Seus (4:3). Um crente deve particularmente cuidar-se para permanecer puro (v. 4). Ao considerar seu corpo um instrumento de prazer, peca em primeiro lugar contra si mesmo: às vezes arruína sua saúde, e sua consciência perde a sensibilidade diante do mal e trabalha impropriamente, como o ponteiro de uma bússola danificada.

Ele também pode prejudicar grandemente outras pessoas (v. 6; Hebreus 13:4). Quantas vidas destruídas, mentes e corpos corrompidos e lares arruinados pagaram o preço da vaidade de uma conquista e alguns momentos de prazer! Finalmente, a impureza, sob todas as suas formas, é pecado contra Deus, como disse Davi no Salmo 51:4: "Pequei contra ti, contra ti somente". O nosso corpo não mais nos pertence; ele se tornou templo do Espírito que Deus nos deu (v. 8; 1 Coríntios 6:18-20). O Espírito Santo requer uma habitação santa. Conservar nosso corpo íntegro e irrepreensível (5:23) é honrar a Aquele que nele habita.

lunes, 1 de febrero de 2010

Lição Bíblica

1 Tessalonicenses 3.1-10
1 Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós, pareceu-nos bem ficar sozinhos em Atenas;
2 e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos,
3 a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto;
4 pois, quando ainda estávamos convosco, predissemos que íamos ser afligidos, o que, de fato, aconteceu e é do vosso conhecimento.
5 Foi por isso que, já não me sendo possível continuar esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor.
6 Agora, porém, com o regresso de Timóteo, vindo do vosso meio, trazendo-nos boas notícias da vossa fé e do vosso amor, e, ainda, de que sempre guardais grata lembrança de nós, desejando muito ver-nos, como, aliás, também nós a vós outros,
7 sim, irmãos, por isso, fomos consolados acerca de vós, pela vossa fé, apesar de todas as nossas privações e tribulação,
8 porque, agora, vivemos, se é que estais firmados no Senhor.
9 Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus,
10 orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?

Duas vezes Satanás impediu que Paulo voltasse a Tessalônica (2:18). Deus permitiu esta situação para que fossem manifestados tanto os afetos do apóstolo como a fidelidade dos tessalonicenses. Então "o tentador" (v. 5), utilizando outra arma, suscitou contra eles grandes tribulações. Paulo lhes havia advertido que não só essas provas eram inevitáveis, mas que os tessalonicenses estavam "designados para isto" (v. 3; João 15:20; 16:33). Por essa razão, Paulo permanecia indiferente? Pelo contrário! O que lhe preocupava não eram as tribulações dos tessalonicenses, mas sim a firmeza da fé que eles cultivavam (1 Tessalonicenses 3:2, 5-7,10). Esta é uma lição para nós, que facilmente nos detemos diante das circunstâncias exteriores - como dificuldades materiais, enfermidades etc. - e perdemos de vista o estado interior do crente! "Não podendo suportar mais" (vv. 1, 5), o apóstolo enviou Timóteo para fortalecê-los e animá-los. Paulo foi consolado e regozijou-se em meio de sua própria tribulação como conseqüência das notícias recebidas. Porque longe de abalar a fé desses jovens crentes, a prova a havia fortalecido. Do mesmo modo, os climas mais severos geralmente forjam as raças mais resistentes. Uma vez mais, Satanás havia feito uma obra enganosa para si, segundo Provérbios 11:18: "O perverso recebe um salário ilusório".

viernes, 8 de enero de 2010

Lição Bíblica

A maioria dos jovens se sente ansiosa para desfrutar os privilégios dos adultos. Em troca, não importa a esses jovens continuar, às vezes durante toda a sua vida, num estado espiritual infantil. Os vv. 13 a 16 descrevem o crescimento harmonioso do corpo de Cristo, do qual fazemos parte. Este crescimento é resultado do desenvolvimento de cada crente. É só no Senhor Jesus que a "perfeita varonilidade" atinge a sua completa estatura. Cristo é em Si mesmo uma "plenitude" (v. 13; 1 João 2:13). Em troca, uma criança, por falta de estabelecimento na verdade, permanece vulnerável a todo tipo de erro. Quão perigoso é esse estado! Assim vemos em que trevas morais e espirituais o mundo está imerso por ignorar a Deus (vv. 17-19). Nós, que fomos ensinados segundo a verdade que é em Jesus, mostremos, por meio de nossa conduta, como temos "aprendido a Cristo" (v. 20). A nossa doutrina, ou antes a nossa maneira de viver, é uma Pessoa. Cristo ensina a Si mesmo. "Estude-O muito", dizia um ancião crente "e viva-O!"

Do mesmo modo que uma pessoa troca uma roupa por outra, nós nos despojamos do velho homem e nos vestimos do novo (vv. 22-24). A nossa roupa não passa despercebida. Qual é a nossa vestimenta aos olhos dos outros? É a roupa manchada do velho homem ou, antes, certa semelhança moral com o Senhor Jesus? (Atos 4:13).

jueves, 7 de enero de 2010

Lição Bíblica

Efésios 4.1-12

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
4 há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;
5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.
7 e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.
8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.
9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido às regiões inferiores da terra?
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
"Jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus. Atendei por vós..." (Atos 2:27-28). Estas palavras de Paulo aos anciãos da igreja de Éfeso correspondem às duas divisões da epístola aos Efésios. Do capítulo 1 ao 3, o apóstolo acaba de expor o maravilhoso conselho de Deus. "Rogo-vos, pois...", prossegue ele, mostrando nos capítulos 4 a 6 o comportamento que é apropriado a uma vocação tão elevada (1 Tessalonicenses 2:12). O que deve caracterizar este chamado, em primeiro lugar, é o oposto de um espírito de superioridade: humildade e mansidão, com longanimidade em amor, no vínculo da paz. Assim como há uma mesma esperança de nossa vocação, há um mesmo Espírito que une os membros de um mesmo corpo (porém os homens têm fundado numerosas igrejas e cada uma conta os seus membros). Sob a autoridade de um Senhor é-nos ensinada uma fé cristã, e um batismo confere o nome e a responsabilidade do cristão (mas os homens falarão do batismo de sua religião!). Finalmente, um mesmo Deus e Pai, de quem tudo e todos procedem, tem sobre nós Seus direitos divinos.

O Senhor, como Homem glorificado, subiu acima de todos os céus depois de haver descido à morte. Agora Ele distribui aos Seus os vários dons de Sua graça. Temos nos submetido a Ele?

miércoles, 6 de enero de 2010

Lição Bíblica

Efésios 3.13-21

13 Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, pois nisso está a vossa glória.
14 Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai,
15 de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra,
16 para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior;
17 e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor,
18 a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade
19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.
20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,
21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!
Esta nova oração do apóstolo é dirigida ao "Pai" de nosso Senhor Jesus Cristo (v. 14; comparar 1:16-17). Que "aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quando pedimos, ou pensamos" (v. 20) conceda o desejo do apóstolo com respeito a cada um de nós. Que nos faça compreender algo de Sua glória, a qual é, em todo o sentido, insondável e eterna. Porém, por mais maravilhosas e infinitas que sejam as perspectivas dessa glória, não fixam nem retêm nossas afeições. Eis por que o apóstolo acrescenta aqui sem transição: "e conhecer o amor de Cristo...". Suponhamos que de repente eu seja transportado à corte de um soberano; sem dúvida ficarei deslumbrado e me sentirei como um peixe fora d'água. Mas se encontro ali o meu melhor amigo, e ele é a pessoa mais importante dessa corte, imediatamente me sentirei feliz e à vontade. Ocorre o mesmo com a glória: é a glória do Senhor Jesus, a quem amamos.

Peçamos, com o apóstolo, que o Seu Espírito fortaleça o nosso "homem interior". Se Cristo habita em nós (v. 17), nada menos que "toda a plenitude de Deus" nos encherá (v. 19; Colossenses 2:9-10), e com ela o poder, o amor, a fé e o entendimento. Queridos amigos, o Pai nos fez um lugar em Sua casa (capítulos 1 e 2). Temos feito um lugar para o Senhor Jesus em nosso coração?

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miércoles, 4 de noviembre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 14.1-18
1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões.
2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes;
3 quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.
4 Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster.
5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.
6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.
7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.
8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor.
9 Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
10 Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.
11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.
12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.
13 Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.
14 Eu sei e estou persuadido, no Senhor Jesus, de que nenhuma coisa é de si mesma impura, salvo para aquele que assim a considera; para esse é impura.
15 Se, por causa de comida, o teu irmão se entristece, já não andas segundo o amor fraternal. Por causa da tua comida, não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu.
16 Não seja, pois, vituperado o vosso bem.
17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
18 Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.
O livro de Atos nos mostra como os crentes vindos do judaísmo tinham dificuldade de libertar-se das formas exteriores de sua religião. Há muitos crentes na cristandade atual que atribuem extrema importância às práticas exteriores: abstenção de carnes, observância de festas santas. Não os critiquemos! Não tenho o direito de duvidar de que um cristão não esteja fazendo isso "para o Senhor" (v. 6), do qual é um servo responsável. De maneira geral, o hábito de julgar os outros é sempre a prova de que eu não conheço o meu próprio coração. Porque se estou verdadeiramente consciente do meu próprio horror e do sentimento da graça de Deus que me suporta, todo o espírito de superioridade desaparece de meu pensamento. Será que posso levantar -me como juiz, quando eu mesmo um dia prestarei contas de meus atos diante do tribunal de Deus (v. 10), ainda que desde já eu esteja justificado? Não apenas devo eximir-me de julgar o próximo, mas principalmente devo tomar cuidado para não escandalizá-lo com o meu comportamento. Sou exortado a abster-me de qualquer coisa que possa destruir (o contrário de edificar) outro crente. O versículo 15 me dá o decisivo argumento para isso: o irmão é "aquele a favor de quem Cristo morreu".

martes, 3 de noviembre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 13.1-14
1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
2 De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.
3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,
4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.
5 É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.
6 Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço.
7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.
8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.
9 Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
10 O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.
11 E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.
12 Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
13 Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes;
14 mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.
Estar sujeito às autoridades é estar sujeito a Deus, que as estabeleceu, a menos que o que elas exijam esteja em evidente contradição com a vontade de Deus (Atos 4:19; 5:29). O cristão, que se beneficia da segurança e dos serviços públicos mantidos pelo Estado, deve comportar-se como um bom cidadão, pagar devidamente os impostos (v. 7), respeitar as leis e os regulamentos: polícia, alfândega etc...

"A ninguém fiqueis devendo cousa alguma" (v. 8) é uma exortação para não ser esquecida. Temos somente uma dívida, - o amor - impossível de ser pago, porque é a resposta ao amor - infinito amor - de Deus por nós. Além disso, a palavra amor resume todas as instruções deste capítulo: amor pelo Senhor (1 Pedro 2:13); por nossos irmãos e por todos os homens.

Um motivo essencial para ser fiel e reanimar nosso coração é que "vem a manhã" (Isaías 21:12). Enquanto durar a noite moral deste mundo, o crente é exortado a revestir-se "das armas da luz" (v. 12; Efésios 6:13). Sim, revestir-se do próprio Senhor Jesus Cristo, ou seja, fazê-LO visível em nossa vida. Queridos irmãos, despertemos, pois não é tempo de fraqueza. O Senhor está voltando!

lunes, 2 de noviembre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 12.9-21
9 O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.
10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
11 No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor;
12 regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes;
13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade;
14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
15 Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.
16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.
17 Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens;
18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens;
19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
20 Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.
21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
O assunto dos versículos 1 a 8 é o nosso serviço diante de Deus; os versículos 9 a 16 enumeram principalmente os deveres para com os nossos irmãos, enquanto do versículo 17 ao 21 o tema é a nossa responsabilidade com todos os homens. Cada uma dessas exortações, nas quais devemos meditar, encontra aplicação em nossa vida diária, pois a autoridade da Palavra se estende tanto à nossa vida familiar como ao nosso trabalho, tanto aos dias da semana como aos domingos, tanto aos dias alegres como aos tristes (v. 15). Não existe uma única circunstância em que não possamos ou não devamos comportar-nos como cristãos.

O versículo 11 encoraja-no a ser ativos. Contudo, os diversos serviços postos diante de nós: beneficência, hospitalidade (v. 13)... devem ser resumidos na expressão do versículo 12: "servindo ao Senhor" (e não à nossa reputação).

Alegrar-se com os que se alegram e ter compaixão dos humildes (v. 16), suportar com paciência as injustiças e os ultrajes (vv. 17-20) são coisas contrárias à nossa natureza, porém é dessa forma que a vida de Cristo se manifestará em nós, tal como se manifestou nEle (1 Pedro 2:21-23). Fazer o bem é a única resposta ao mal que nos é permitida, e também o único modo de superá-lo.

domingo, 1 de noviembre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 12.1-8
1 Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
2 E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,
5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,
6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;
8 ou o que exorta faça -o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.
Até aqui temos visto o que Deus fez por nós. Os capítulos 12 ao 15 nos ensinam o que Ele espera de nós. O Senhor adquiriu todos os direitos sobre nossa vida. Apresentemos o que Lhe pertence: nosso corpo, como sacrifício vivo (em contraste com as vítimas mortas do culto judaico) a fim de que Ele possa agir através de nós. Porém, antes de servi-LO, é necessário que a nossa mente transformada compreenda a vontade do Senhor (ler Colossenses 1:9-10). Qualquer que sejam as aparências, tal vontade é sempre boa, agradável e perfeita (pesemos estas palavras)... pelo simples fato de que é Sua vontade (v. 2; João 4:34). Também é necessário que controlemos e julguemos nossos pensamentos, de maneira que sejam pensamentos de humildade e não de egoísmo, sãos e não manchados.

Os versículos de 6 a 8 enumeram alguns dons "segundo a graça": o de profecia, o de serviço, o de ensino, o de exortação, o de contribuição, o de administração... Todas essas atividades, você pode dizer, não me diz respeito; elas são para os cristãos mais velhos e experientes. Pois bem, a última mencionada no versículo 8 (a misericórdia) certamente é para você - quem quer que seja ou qualquer que seja sua idade - assim como a generosidade, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2 Coríntios 9:7).

sábado, 31 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 11.16-36
16 E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.
17 Se, porém, alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira,
18 não te glories contra os ramos; porém, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz, a ti.
19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.
20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.
21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará.
22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
23 Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo.
24 Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!
25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.
26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.
27 Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados.
28 Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas;
29 porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
30 Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora, alcançastes misericórdia, à vista da desobediência deles,
31 assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida.
32 Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.
33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro?
35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?
36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!
Para ilustrar respectivamente a posição de Israel e dos gentios, o apóstolo usa a figura de uma "oliveira", que representa o povo judeu. Parte de seus ramos foram quebrados "pela sua incredulidade" (v. 20) e em seu lugar foram enxertados ramos provenientes da oliveira brava dos gentios. Todos sabemos que um jardineiro faz o contrário: enxerta na árvore silvestre os ramos da espécie que ele espera cultivar. Esta introdução dos gentios no tronco de Israel "contra a natureza" enfatiza a imensa graça que colocou a nós, que não somos judeus, numa posição de beneficiários das promessas feitas a Abraão. Orgulhar-nos disso diante do mundo produziria grandes e sérias conseqüências (v. 20)!

Chegará o momento, logo após o arrebatamento dos crentes, que a cristandade apóstata terá sua vez de ser julgada; depois disso todo o remanescente de Israel será salvo por seu grande Libertador (v. 26).

Os gentios não tinham nenhum direito originalmente; Israel perdeu os seus direitos ; todos estavam, pois, no mesmo estado irremediável, sem nenhum outro recurso a não ser a misericórdia divina. O apóstolo se detém com adoração diante desses planos insondáveis, "da profundidade da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus" (v. 33).

viernes, 30 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 11.1-15
1 Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
2 Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo:
3 Senhor, mataram os teus profetas, arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida.
4 Que lhe disse, porém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal.
5 Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça.
6 E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.
7 Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos,
8 como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje.
9 E diz Davi: Torne-se-lhes a mesa em laço e armadilha, em tropeço e punição;
10 escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e fiquem para sempre encurvadas as suas costas.
11 Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes.
12 Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!
13 Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério,
14 para ver se, de algum modo, posso incitar à emulação os do meu povo e salvar alguns deles.
15 Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?
Apesar de sua incredulidade, Israel não fora definitivamente rejeitado. O próprio apóstolo era uma prova do que a graça ainda poderia fazer por um judeu rebelde (v. 1). No passado, Elias se enganou pensando que todo o povo tinha se afastado do Senhor. Em seu desânimo, ele até mesmo "insta perante Deus contra Israel" (v. 2). Mas que graça há na "resposta divina": "Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram joelhos diante de Baal" (v. 4)! Em todas as épocas o Senhor tem reservado para Si mesmo um remanescente fiel que nega inclinar-se diante dos ídolos do mundo. Será que fazemos parte desse grupo atualmente (v. 5)?

Após muitos chamados, Israel finalmente tornou-se cego, resultando na bênção dos gentios. Porém, o ardente desejo do apóstolo era o seguinte: que a inveja do povo judeu em relação aos novos beneficiários da salvação (inveja pela qual ele mesmo tanto havia sofrido: Atos 13:45; 17:5; 22:21-22), os incitasse a buscar a graça que até aquele momento haviam desprezado tão enfaticamente (v. 14; 10:19).

Que todos os que virem as bênçãos de Deus em nossa vida também desejem buscar o Deus que concede essas bênçãos!

jueves, 29 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 10.1-13
1 Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos.
2 Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.
3 Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.
4 Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.
5 Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela.
6 Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo;
7 ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos.
8 Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos.
9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.
11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido.
12 Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam.
13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
O amor do apóstolo pelo seu próprio povo manifesta-se de maneira excelente: pelas orações (v. 1). Este também é nosso primeiro dever para com os não-convertidos que estão ao nosso redor. Paulo sabia, por experiência própria, que um homem pode ter "zelo por Deus" e, contudo, andar por um caminho completamente errado. Muitas obras, apesar de generosas e sinceras, estão destinadas ao fracasso porque não são feitas "com entendimento" (v. 2), ou seja, não estão de acordo com o pensamento divino. E isso é ainda mais verdadeiro quando se trata dos esforços inúteis empregados por muitas pessoas que querem ganhar o céu, quando é apenas necessário aprender a palavra que está "perto de ti" (v. 8). É como um homem que cai num precipício querendo subir por seus próprios esforços em vez de confiar na corda que a equipe de resgate joga ao alcance de suas mãos.

Os versículos 9 e 10 nos recordam que a fé do coração e a confissão da boca são inseparáveis. Pode-se até duvidar da conversão de quem não tem ânimo para confessá-la.

O versículo 22 do capítulo 3 diz que "não há distinção" frente ao pecado. Todos são culpados. O versículo 12 deste capítulo diz que "não há distinção" em relação à salvação. Todos podem obtê-la. O Senhor é suficientemente rico para responder às necessidades de todos os que O invocam.

miércoles, 28 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 9.19-33
19 Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?
20 Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?
21 Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?
22 Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição,
23 a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão,
24 os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?
25 Assim como também diz em Oséias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada;
26 e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.
27 Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.
28 Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve;
29 como Isaías já disse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.
30 Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé;
31 e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.
32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,
33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.
Em sua ousada incredulidade, os homens se permitem julgar a Deus com base em seus próprios padrões. Alguns podem dizer: "Já que Deus só fará o que quiser, de que Ele poderá acusar-nos? Não importa o que se faça, se uma pessoa está predestinada, será salva, mais cedo ou mais tarde. E se ela não for eleita, nenhum esforço alterará o seu destino final". Desse falso ponto de vista derivam muitas outras questões, tais como: "Ele não é injusto por ter escolhido uns e outros não? Conhecendo de antemão o destino dos perdidos, por que Ele os criou? Como um Deus bom pode condenar uma pessoa ao inferno?". Este capítulo nos ensina que Deus não preparou nenhum vaso de desonra ou de ira (v. 21); pelo contrário, Ele os suportou - e ainda suporta - "com muita longanimidade". São os próprios pecadores que,eles mesmos, se preparam incansavelmente para a perdição eterna.

Uma coisa é certa: Deus chamou vocês, todos vocês que têm em suas mãos a Palavra de Deus. Ele quer fazer de vocês vasos de misericórdia. Somente nosso desprezo pode impedir que Ele realize em nossa vida o Seu plano de amor (1 Timóteo 2:4).

martes, 27 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 9.1-18
1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:
2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração;
3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.
4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;
5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!
6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;
7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.
8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.
9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.
10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.
11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama),
12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.
13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.
14 Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!
15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.
16 Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.
17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.
18 Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.
Os capítulos 1 a 8 nos lembram a história do filho pródigo : seu pecado havia abundado, mas a graça havia superabundado. Vestido com um manto de justiça, ele não se tornou um empregado na casa paterna, mas daquele momento em diante usufruiu um relacionamento livre e pleno com seu pai (Lucas 15:11-32).

Do capítulo 9 até o 11, o assunto será tipificado pelo filho mais velho, ou seja, o povo judeu, com seus privilégios naturais e também com sua inveja. Tal qual o pai naquela parábola, o apóstolo deseja que Israel entenda o que é a graça soberana. Ela não está ligada às vantagens hereditárias. Todos os descendentes de Abraão não eram filhos da promessa. O profano Esaú, por exemplo, apesar de ser irmão gêmeo de Jacó, não pôde herdar a sua parte da bênção. Deus pronunciou a respeito dele a terrível sentença: "Porém me aborreci de Esaú" (v. 13). Será que Seu amor acabou antes de todos os outros recursos? Basta pensar nas lágrimas de Jesus sobre a Jerusalém corrompida (Lucas 19:41), dor que encontra eco pungente nas palavras do apóstolo dos versículos 2 e 3. Reafirmamos: não são os direitos de nascimento que asseguram a salvação pela graça. E isto é endereçado especialmente a vocês, filhos de pais cristãos.

lunes, 26 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 8.31-39
31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
36 Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Tal esclarecimento dos eternos planos divinos deixa o redimido sem palavras. Toda a pergunta que ele poderia fazer já encontrou a resposta perfeita! Deus está com ele; que inimigo se arriscaria a tocá-lo agora? Deus o justifica; quem se atreveria a acusá-lo? O único que poderia acusá-lo - Cristo - tornou-se o seu Soberano Intercessor! E o que Deus poderia recusar - um Deus que nos deu Seu Filho, o maior de todos os dons? Este Deus "não nos dará graciosamente com ele todas as cousas" (v. 32), e até mesmo as provações, se assim for necessário (v. 28)?. Podemos até ter a impressão de que elas nos separam do amor de Cristo, ao nos fazer murmurar e desanimar. Ao contrário! "Todas estas coisas" nos permitem experimentar a excelência e a força desse amor. Qualquer que seja a forma da provação - tribulação, angústia, perseguição -, em todos os casos a infinitamente variada graça do Senhor se manifestará de maneira diferente: apoio, consolação, ternura, perfeita simpatia etc. A cada tipo de sofrimento, corresponde um tipo particular de amor. E, quando tivermos terminado a nossa jornada neste mundo, então permaneceremos para toda a eternidade como objetos do amor de Deus.

domingo, 25 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 8.22-30
22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.
23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.
24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera?
25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.
27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Neste mundo, manchado pelo pecado, reinam a injustiça, o sofrimento e o medo. O homem tem subjugado toda a criação, ultimamente inclusive o cosmos, para servir à sua vaidade e à sua corrupção (vv. 20-21). Os suspiros de todos os oprimidos sobem até o grande Juiz (Lamentações 3:34-46). Nós também suspiramos em nosso "corpo de humilhação" (Filipenses 3:21). Sentimos o peso do pecado que nos cerca e, além disso, temos de julgar a nós mesmos continuamente (v. 13). Nossa fraqueza é grande: não sabemos como orar nem o que pedir. Outra função do Espírito Santo é interceder por nós em uma linguagem que só Deus entende (v. 27). Não sabemos o que realmente é bom para nós, mas o versículo 28 assegura que tudo o que nos acontece tem sido preparado por Deus e faz parte de "Seu propósito", do qual Cristo é o centro. Porque foi para dar a Seu Filho companheiros na glória que Deus de antemão conheceu, predestinou, chamou, justificou e glorificou a esses seres, anteriormente miseráveis e perdidos, e a quem agora Ele está preparando para o destino celestial (v. 29). Que sublime cadeia de planos divinos que liga a eternidade passada com a eternidade futura e dá sentido ao tempo presente!

sábado, 24 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 8.12-21
12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.
13 Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.
14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.
16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.
18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.
19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.
20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,
21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Já não somos devedores à carne (v. 12), esse credor insaciável e cruel, pois nos tornamos filhos de Deus, e nosso Pai não admite que sejamos escravos dela. Ele mesmo pagou tudo o que devíamos, a fim de que fôssemos livres e dependêssemos somente dEle.

Antigamente, um escravo romano podia ser libertado e, em casos excepcionais, até ser adotado por seu dono com todos os direitos sobre a herança. Esta era uma frágil figura do que Deus faz por Suas pobres criaturas caídas, corrompidas e rebeldes. Ele não apenas lhes dá o perdão, a justificação e a completa libertação, mas também faz delas membros de Sua própria família. E elas são seladas pelo Seu Espírito, através do qual os filhos estabelecem sua relação com o Pai. "Papá" ("Aba", em hebraico) é geralmente a primeira palavra inteligível que um bebezinho fala (vv. 15-16; 1 João 2:13).

Além desta convicção que Ele nos dá, o Espírito nos ensina a fazer morrer as obras da carne, ou seja, a não deixar que elas se manifestem (v. 13). Ao nos deixarmos guiar pelo Espírito, então seremos conhecidos como filhos de Deus (v. 14; Mateus 5:44,45), enquanto esperamos ser revelados como tais a toda a criação (v. 19).

viernes, 23 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 8.1-11
1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,
4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.
6 Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz.
7 Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.
8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça.
11 Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.
Uma maravilhosa paz sucede os tormentos do capítulo 7. Como culpado, aprendi que não há mais condenação para mim: estou em Cristo Jesus, o lugar da perfeita segurança. Como desventurado homem (cap. 7:12), sem forças para fazer o bem, descobri um poder chamado "a lei do Espírito da vida", que me liberta de uma vez por todas da "lei do pecado e da morte", ou seja, de seu domínio. Tais são as duas grandes verdades que eu compreendi pela fé.

O mais hábil escultor, ainda que disponha das melhores ferramentas, é incapaz de esculpir alguma coisa em madeira bichada. Deus, figuradamente, é o hábil escultor, e a lei é a boa ferramenta (cap. 7:12). Mas a lei, por melhor que seja, é ineficaz e fraca para trabalhar numa "carne" rebelde, corrompida e roída pelo verme do pecado (vv. 3 e 7). Nós estávamos "na carne" (v. 9), forçados a agir segundo a sua vontade. Mas, da conversão em diante, estamos em Cristo Jesus, andando "segundo o Espírito" (v. 4).

É bem verdade que, embora não estejamos mais "na carne", a carne está em nós. Mas, depois que cremos, o próprio Espírito de Deus vem habitar em nós como o verdadeiro Dono da casa. A carne - o "velho homem" -, o antigo proprietário, está presente agora apenas como um indesejável locatário, confinado em um quarto. Ela já não tem nenhum direito... mas eu tenho de vigiar e não abrir a porta para ele.

jueves, 22 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 7.12-25
12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.
14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.
16 Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
17 Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim.
18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.
19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.
20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim.
21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim.
22 Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
23 mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros.
24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.
Estes versículos são comparados com os esforços inúteis de um homem que caiu na areia movediça. Cada movimento que ele faz para sair, afunda-o mais ainda. Ao ver-se perdido, ele finalmente grita por socorro. Moralmente, esta figura ilustra a história de muitos filhos de Deus, logo após sua conversão. O apóstolo coloca-se no lugar de um crente qualquer (se ele não fosse crente, por um lado não passaria por essas lutas, e por outro não encontraria seu prazer na lei de Deus; v. 22). Ele nos descreve seu completo desespero: "Ah! Em vez de progredir, eu me sinto cada vez pior. Descobri passo a passo que eu estava 'debaixo do pecado' (cap. 3:9), que ele 'reinou' sobre mim (cap. 5:21), que me dominava (cap. 5:21), que 'me faz prisioneiro' (cap. 7:23) e 'habita em mim' (cap. 7:17 e 20), tal qual uma enfermidade insidiosa que tomou conta dos meus órgãos vitais. Quem me livrará deste corpo de morte? Reconheço que sou incapaz, não tenho forças; estou disposto a recorrer a Outro. E Jesus me toma pela mão".

Uma experiência dolorosa, porém necessária! A partir do momento em que eu não espero nada mais de mim mesmo, eu posso esperar tudo de Cristo.

miércoles, 21 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 7.1-11
1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus.
5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.
6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.
7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
A lei não apenas reprova os atos maus que cometi, mas também julga minha natureza pecadora, por exemplo, minha incapacidade de amar a Deus e ao meu próximo como ela ordena. O pecado me coloca, pois, inexoravelmente, debaixo da condenação da lei de Deus... Nós, porém, fomos libertados da lei da mesma forma que fomos libertados do pecado: pela morte (ou seja, minha morte com Cristo; v. 4). Quando morre um homem culpado, a justiça humana não pode mais mantê-lo na prisão.

Então a lei é uma coisa má? "De modo nenhum", exclama novamente o apóstolo (v. 7). Se estou em um museu e pego um objeto exposto, posso não ter consciência de estar cometendo uma infração. Mas, ao contrário, sou absolutamente culpado se houver um cartaz escrito: "Não toque". Porém, ao mesmo tempo, esse cartaz despertará o desejo dos visitantes de tocar o objeto. É essa natureza orgulhosa do homem que o leva a infringir todos os regulamentos para afirmar sua independência. Assim, pela lei, Deus me surpreende em flagrante delito de desobediência e põe em evidência a cobiça que está dentro de mim, para me convencer completamente do pecado.

martes, 20 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 6.15-23
15 E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum!
16 Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?
17 Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;
18 e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
19 Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.
20 Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça.
21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.
22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;
23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Não há nada que o homem valorize mais do que a sua liberdade. Contudo, ela é uma completa ilusão. Alguém escreveu: "A livre vontade não é mais que uma escravidão ao diabo". Contudo, o homem somente percebe isso após a conversão. "Todo o que comete pecado é escravo do pecado...", ensinava o Senhor Jesus. Mas Ele acrescentou: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:34, 36). Somos livres... mas não para fazer nossa vontade: isso seria colocar-nos debaixo da mesma escravidão! Basta-nos já termos feito "naquele tempo" (v. 21) a vontade do homem pecador, e saber que a conseqüência desse trabalho para Satanás, o impostor, requereu um trágico salário: a morte, que Cristo suportou em nosso lugar (v. 23). Não! Se somos livres, é para servir a Deus e obedecer-Lhe de coração (v. 17; 2 Coríntios 10:5).

lunes, 19 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 6.1-14
1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?
2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?
3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.
5 Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,
6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;
7 porquanto quem morreu está justificado do pecado.
8 Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,
9 sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.
10 Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.
11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;
13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.
Então é muito fácil! - dizem alguns - já que a graça é superabundante, e nossas injustiças servem para realçá-la, aproveitemos para satisfazer todos os caprichos de nossa vontade carnal (vv. 1 e 15). Mas será que nós podemos imaginar o filho pródigo (Lucas 15:11 a 32), depois de ter experimentado a amorosa acolhida dada por seu pai, querendo novamente voltar ao país distante, onde tanto havia sofrido, e dizendo: "Agora sei que serei bem recebido em minha casa todas as vezes que eu quiser voltar"? Não, tal pensamento não é o de um verdadeiro filho de Deus. Primeiramente, porque ele sabe o que tão grande graça custou ao seu Salvador e teme entristecê-LO. Além disso, o pecado deve perder todo o atrativo para ele. De fato, um cadáver não pode mais ser atraído por prazeres e tentações. Minha morte com Cristo (v. 6) acaba com toda a força e a autoridade do pecado sobre mim. Que maravilhosa redenção!

Os versículos 13 a 18 do capítulo 3 confirmavam que todos os membros do homem (sua língua, seus pés, seus olhos) eram "instrumentos de iniqüidade" a serviço do pecado (v. 13). Contudo, no momento da conversão, esses mesmos membros mudam de proprietário e se transformam em "instrumentos de justiça" para serem usados por Aquele que tem todos os direitos sobre o homem.

domingo, 18 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 5.12-21
12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.
13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.
14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.
15 Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos.
16 O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação.
17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.
18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida.
19 Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça,
21 a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Para um crente que se converte em seu leito de morte, a epístola poderia acabar no versículo 11. A questão dos seus pecados foi resolvida; ele está apto para a glória de Deus. Porém, para o crente que continua vivo sobre a terra, existe um incômodo problema: permanece dentro dele a velha natureza, o pecado, o qual é capaz de produzir, como antes, frutos corrompidos. Será que ele corre o risco de perder a salvação? O que segue, do capítulo 5:12 ao capítulo 8, ensina como Deus resolveu a questão: Ele condenou não só os meus atos, mas também a natureza perversa que os produz, o "velho homem" (cap. 6:6). Suponhamos que um impressor pouco consciente, na composição da matriz de um livro, deixasse passar erros graves que mudasse completamente o sentido dos pensamentos do autor. Esses erros se reproduziriam na impressão tantas vezes quanto fosse o número de exemplares publicados. A melhor encadernação não mudaria nada. Para que o texto voltasse a ser fiel, teria de ser impressa uma nova edição a partir de uma nova matriz. O primeiro Adão é como essa matriz adulterada, de maneira que o número de homens é o mesmo que o número de pecadores. Deus, porém, não quer melhorar a raça adâmica. Ele ressuscitou da morte um novo homem, Cristo, e nos deu a Sua vida.

sábado, 17 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 5.1-11
1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.
3 E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança;
4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.
5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.
6 Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.
8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.
9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
10 Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;
11 e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.
Redimido, justificado, o cristão resplandece de alegria (v. 1). A paz com Deus é de agora em diante sua porção inestimável. Ele está reconciliado com o Soberano Juiz através do mesmo ato que deveria atrair a cólera divina para sempre: a morte de Seu Filho! (v. 10). Verdadeiramente, o amor de Deus é incomparável com qualquer outro tipo de amor. Ele amou os pobres humanos - que não eram nada dignos de amor - antes que dessem o menor passo em direção a Ele. Deus os amou quando ainda eram fracos e ímpios (v. 6), pecadores (v. 8) e inimigos (v. 10; 1 João 4:10, 19). Agora este mesmo amor é derramado em nosso coração.

Frente ao mundo, que se orgulha de vantagens presentes e passageiras, o crente, longe de sentir-se envergonhado (v. 5), pode gloriar-se em seu maravilhoso futuro: a glória de Deus (v. 2). E além disso, por mais paradoxal que seja, ele é capaz de encontrar alegria nas suas tribulações, pois elas produzem frutos preciosos (vv. 3-4) que tornam sua esperança ainda mais real e ardorosa. "E não isto apenas..." (v. 11): podemos gloriar-nos nos dons, porém acima de tudo nAquele que os dá, ou seja, em Deus mesmo e em nosso Senhor Jesus Cristo.

viernes, 16 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 4.1-12
1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.
3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.
4 Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.
5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.
6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:
7 Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;
8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.
9 Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça.
10 Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.
11 E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça,
12 e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
Se uma escada é muito curta para alcançar um objeto colocado em local bastante alto, um homem que está um degrau acima não terá mais facilidade para alcançá-lo que outro que está um degrau abaixo. Lemos no capítulo anterior (3:22) que não há diferença: tanto gentios como judeus não alcançaram a glória de Deus. Ninguém tem acesso a ela pela escada da justiça própria, pois esta sempre será insuficiente. Uma prova disso é que mesmo Abraão (v. 3) e Davi (v. 6), que inquestionavelmente estariam no topo da escada das obras, não foram justificados por Deus pelas obras. E, se até mesmo eles não foram justificados, como nós o seríamos? Para demonstrar definitivamente que a salvação pela graça não tem nenhuma relação com as pretensões carnais nem com a "jactância" (3:27) do povo judeu, os versículos 9 e 10 recordam que o patriarca Abraão foi justificado pela fé antes do símbolo da circuncisão (Gênesis 15:6; 17:24). No momento em que Deus o justificou, ele estava na mesma posição dos pagãos.

Para ser salvo, o homem deve primeiramente reconhecer-se culpado, ou seja, deve concordar com a sentença divina mencionada no capítulo anterior. Deus justifica o ímpio e somente a ele (v. 5; Mateus 9:12).

jueves, 15 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 3.19-31
19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus,
20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;
22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção,
23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.
28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
29 É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,
30 visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.
31 Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
Diante do tribunal de Deus, toda a boca está agora calada. Os acusados, sem exceção, são culpáveis (v. 19). "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (v. 23). A terrível sentença "Certamente morrerás", pronunciada por Deus antes da queda do homem (Gênesis 2:17), agora é confirmada: "Porque o salário do pecado é a morte" (cap. 6:23). Para o incrédulo, gentio ou judeu, o julgamento é definitivo, e o tribunal diante do qual ele comparecerá um dia é uma terrível realidade (Apocalipse 20:11-15). Porém, há um Advogado que intervém a favor daqueles que O elegem pela fé, tanto judeus como gentios. Ele não procura minimizar os pecados que eles têm cometido, como freqüentemente fazem os advogados nos tribunais humanos. Ao contrário, Ele assume a defesa e diz: "A sentença é justa, mas já foi executada ; a dívida está paga; uma morte - a minha própria morte - pagou o terrível preço pelos seus pecados".

Sim, a justiça de Deus foi satisfeita, pois um crime expiado não pode ser punido pela segunda vez. E se Deus é justo em condenar os pecados, Ele permanece igualmente justo ao eximir de culpa o pecador "que tem fé em Jesus" (v. 26).

miércoles, 14 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 3.19-31
19 Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus,
20 visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
21 Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas;
22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção,
23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,
25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
26 tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.
27 Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.
28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
29 É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios,
30 visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.
31 Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.
Diante do tribunal de Deus, toda a boca está agora calada. Os acusados, sem exceção, são culpáveis (v. 19). "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (v. 23). A terrível sentença "Certamente morrerás", pronunciada por Deus antes da queda do homem (Gênesis 2:17), agora é confirmada: "Porque o salário do pecado é a morte" (cap. 6:23). Para o incrédulo, gentio ou judeu, o julgamento é definitivo, e o tribunal diante do qual ele comparecerá um dia é uma terrível realidade (Apocalipse 20:11-15). Porém, há um Advogado que intervém a favor daqueles que O elegem pela fé, tanto judeus como gentios. Ele não procura minimizar os pecados que eles têm cometido, como freqüentemente fazem os advogados nos tribunais humanos. Ao contrário, Ele assume a defesa e diz: "A sentença é justa, mas já foi executada ; a dívida está paga; uma morte - a minha própria morte - pagou o terrível preço pelos seus pecados".

Sim, a justiça de Deus foi satisfeita, pois um crime expiado não pode ser punido pela segunda vez. E se Deus é justo em condenar os pecados, Ele permanece igualmente justo ao eximir de culpa o pecador "que tem fé em Jesus" (v. 26).

martes, 13 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 3.1-18
1 Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
2 Muita, sob todos os aspectos. Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus.
3 E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus?
4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem, segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado.
5 Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? (Falo como homem.)
6 Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?
7 E, se por causa da minha mentira, fica em relevo a verdade de Deus para a sua glória, por que sou eu ainda condenado como pecador?
8 E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa.
9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado;
10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer,
11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.
13 A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
15 são os seus pés velozes para derramar sangue,
16 nos seus caminhos, há destruição e miséria;
17 desconheceram o caminho da paz.
18 Não há temor de Deus diante de seus olhos.
Quem está certo? Deus, que condena - ou o acusado, que se defende? "Seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem", diz o apóstolo (v. 4). A Palavra de Deus não é ineficaz só porque os judeus, seus depositários (v. 3; Hebreus 4:2), não creram nela. Inconseqüentemente, eles se vangloriavam de possuir a lei (cap. 2:17), sendo que a mesma lei testemunhava contra eles. É como um criminoso, gritando ser inocente, entregar à polícia a prova de seu crime, estabelecendo assim sua culpa. Por isso o Espírito de Deus, como promotor de um tribunal, faz ler diante do acusado judeu uma série de versículos irrefutáveis tirados de suas próprias Escrituras (vv. 10-18).

Mas outro argumento poderia sustentar o acusado: "Eu não nego minha injustiça, mas ela é útil, pois serve para enfatizar a justiça de Deus". Que atitude horrível! Se fosse assim, Deus teria de desistir de julgar o mundo (v. 6) e agradecer-lhe porque sua maldade ressalta a própria santidade divina. No entanto, Ele deixaria de ser justo e se negaria a Si mesmo (2 Timóteo 2:13). Diante do veredicto final, Deus acaba com os últimos argumentos, por trás dos quais Sua criatura sempre procura esconder-se.

lunes, 12 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 2.17-29
17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei;
19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas,
20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade;
21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?
22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?
23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?
24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.
25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão.
26 Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?
27 E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei.
28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne.
29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.

Os primeiros capítulos desta epístola nos fazem pensar em uma sessão de tribunal. Um após o outro, os elementos do mundo civilizado da época comparecem diante do supremo Juiz.

Depois da condenação do grego - ou seja, do bárbaro (cap. 1) - e do homem moral e civilizado (começo do capítulo 2), o judeu é chamado a ouvir sua sentença. Ele se apresenta de cabeça erguida. Seu nome judeu, a Lei em que se apóia, o verdadeiro Deus que ele diz conhecer e servir (v. 17), tudo parece demonstrar sua superioridade em relação aos outros acusados e absolvê-lo. Porém, o que lhe responde o supremo Magistrado? "Eu não te julgarei pelos teus títulos (v. 17), nem por teu conhecimento (v. 18), nem por tuas palavras (v. 21), mas sim por teus atos. Ao invés de desculpar-te, estes privilégios agravam tua culpabilidade."

O pecado dos pagãos é chamado de impiedade (cap. 1:18): eles avançam sem lei e sem freio segundo a sua própria vontade (1 João 3:4). O pecado dos judeus é chamado transgressão (v. 23), ou seja, é a desobediência aos divinos mandamentos conhecidos. E hoje, quão mais responsáveis são os cristãos, pois eles possuem toda a Palavra de Deus!

domingo, 11 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 2.1-16
1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.
2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.
3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?
4 Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?
5 Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus,
6 que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento:
7 a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade;
8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.
9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego;
10 glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego.
11 Porque para com Deus não há acepção de pessoas.
12 Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados.
13 Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.
15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,
16 no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho.
Não importa quão fundo o homem tenha caído, ele sempre encontrará alguém mais miserável com quem possa comparar-se vantajosamente! O viciado em jogos despreza o bêbado, que se sente superior ao criminoso. Na realidade, a raiz de todos os vícios está latente em nosso próprio coração. Quando julgamos os outros (v. 1), damos prova de que sabemos reconhecer muito bem o mal; comprovamos ter uma consciência. E isso condena a nós mesmos quando praticamos as mesmas coisas. Todos os homens têm consciência (Gênesis 3:22). Deus usa da Sua bondade para nos conduzir ao arrependimento (v. 4). Mas Ele não nos autoriza de maneira nenhuma a julgar o próximo. Somente uma Pessoa tem o direito de julgar: é Jesus Cristo (v. 16; João 5:22; Atos 10:42). Um dia Ele manifestará todos os "segredos dos homens", todos os seus feitos e intenções que tinham sido ocultados com tanto cuidado (Mateus 10:26). Confesse imediatamente a Ele todos os seus segredos, por mais vergonhosos que possam ser. A sua consciência não é uma voz hostil, mas um amigo que lhe diz: "Fala disso ao Senhor Jesus; Ele perdoa".

sábado, 10 de octubre de 2009

Lição Bíblica

Romanos 1.18-32
18 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;
19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;
21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.
22 Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos
23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
24 Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;
25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!
26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.
28 E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes,
29 cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores,
30 caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais,
31 insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia.
32 Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.
Antes de explicar como Deus justifica o pecador, é necessário convencer todos os seres humanos de que eles são pecadores.

Você pode pensar que os pagãos são desculpáveis, porque não têm a Palavra escrita. Mas eles têm diante de seus olhos outro livro sempre aberto: o da Criação (Salmo 19:1). Contudo, eles não reconheceram nem honraram seu Autor e nem quiseram dar-Lhe graças (um dever universal). Então eles foram entregues a Satanás para praticarem as piores abominações.

Esse não é um bonito retrato do homem natural, mas é o meu e o seu retrato! Deus declara culpáveis não somente os que praticam os pecados dos versículos 29 a 31, mas também os que "aprovam os que assim procedem". Ver programas que contem cenas imorais, más conversações etc., coloca-nos sob o mesmo "justo juízo de Deus" (v. 32; cap. 2:5; Salmo 50:18).