Temos visto pelas escrituras certas razões para questionar a Sexta-feira como o dia no qual Cristo foi crucificado. Ainda assim, cada Sexta-feira muitos católicos se abstêm de carne; substituindo-a por peixe; supostamente relembrando a crucificação da Sexta-feira. Os católicos romanos nos Estados Unidos não são mais exigidos por sua
instituição de abster-se de carne às Sextas-feiras (como antigamente); exceto durante a Páscoa; não obstante muitos ainda seguem o costume de peixe na Sexta-feira.
Certamente as escrituras jamais associam peixe com Sexta-feira. Por outro lado, a palavra "Sexta-feira" vem do nome de "Freya", que era vista como a deusa da paz, da alegria, e da Fertilidade, o símbolo de sua fertilidade sendo o Peixe. Desde tempos imemoriais o peixe foi um símbolo de fertilidade entre os chineses, os assírios, os
fenícios, os babilônios, e outros. A palavra "peixe" vem de dag que implica aumento ou fertilidade, e com boa razão. Um simples bacalhau anualmente põe acima de 9.000.000 (nove milhões) de ovos; um linguado, 1.000.000; o esturjão 700.000; a perca 400.000; a cavala, 500.000; o arenque, 10.000, etc.
De onde, então, veio a observância da Páscoa? Os cristãos primitivos pintavam ovos de Páscoa? Pedro ou Paulo por acaso dirigiram algum culto da alvorada da Páscoa? As respostas são, é claro, óbvias.
A palavra "Easter" (em inglês) aparece somente na Bíblia King James: "querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa" (Atos 12:4). A palavra traduzida "Páscoa" aqui é pascha que é - como todos os eruditos o sabem - a palavra grega para páscoa
(Passover em inglês), e não tem qualquer conexão com a palavra inglesa "Easter".
É bem conhecido que "Easter" não é uma expressão cristã, não em seu significado original.
A palavra vem do nome de uma deusa pagã; a deusa da luz do dia e Primavera. "Easter" não é senão uma forma mais moderna de Eostre, Ostera, Astarte, ou Ishtar, a última, de acordo com Alexander Hislop ("As duas Babilônias"), sendo pronunciada como pronunciamos "Easter" hoje.
Como a palavra "Easter", muitos de nossos costumes nessa estação tem seu princípios entre religiões não cristãs. Ovos de páscoa, por exemplo, são coloridos, escondidos, caçados e comidos; um costume feito inocentemente hoje, e sempre ligado com um tempo de graça e alegria para crianças. Mas, este costume não se originou no cristianismo. O ovo era, contudo, um símbolo sagrado entre os babilônios que acreditavam em uma antiga fábula a respeito de um ovo de tamanho enorme que caiu do céu no rio Eufrates. Deste ovo maravilhoso, de acordo com o mito antigo, a deusa Astarte (Easter) foi chocada. O ovo veio a simbolizar a deusa Easter. Os antigos druídas levavam um ovo como o emblema sagrado de sua ordem idólatra. A procissão de Ceres em Roma era precedida por um ovo. Nos mistérios de Baco foi consagrado um ovo. A China usava ovos tintos ou coloridos nos festivais sagrados. No Japão, um antigo costume era fazer o ovo sagrado em uma cor flamejante. Na Europa do Norte, nos tempos pagãos, os ovos eram coloridos e usados como símbolos da deusa da Primavera. Entre os egípcios, o ovo estava associado com o sol; o ovo dourado. Seus ovos tingidos eram usados como ofertas sagradas na estação da Páscoa (Easter).
Diz a Enciclopédia Britânica, "o ovo como um símbolo da fertilidade e da vida renovada vai até o antigo Egito e os Persas, que tinham o costume também de colorir e comer ovos durante seu festival da Primavera".
Como, então, este costume veio a ser associado com o cristianismo? Aparentemente alguém procurou cristianizar o ovo, sugerindo que como o pinto sai do ovo, assim também Cristo saiu do túmulo. O papa Paulo V (1605-1621) até mesmo indicou uma reza nesta conexão: "Abençoa, Ó Senhor, nós te imploramos, esta tua criatura de ovos, para que se torne um sustento completo para teus servos, comendo-os em rememoração de nosso Senhor Jesus Cristo" (Enciclopédia Católica Vol.5p.227,art."Easter").
As seguintes citações da Enciclopédia Católica são significativas: "Desde que o uso de ovos foi proibido durante a Páscoa, eles foram trazidos para a mesa do Dia da Páscoa, colorido em vermelho para simbolizar a alegria da Páscoa... O costume pode Ter sua origem no paganismo, pois muitos costumes pagãos celebrando o retorno da
Primavera, gravitavam na Páscoa". Tal foi o caso com um costume muito popular na Europa, "O Fogo da Páscoa é aceso no topo de montanhas de fogo novo, aceso na madeira
através de fricção; este é um costume de origem pagã em voga em toda Europa, significando a vitória da Primavera sobre o Inverno. Os bispos emitiram severos editos contra os sacrílegos fogos da Páscoa, mas não tiveram sucesso em abolí-los em toda parte ".
Assim, o que aconteceu? Observe isto cuidadosamente! "A igreja adotou a observância nas cerimônias de Páscoa, referindo-se à coluna de fogo no deserto e à ressurreição de Cristo". Os costumes pagãos eram misturados com a igreja romanista, recebendo a aparência de cristianismo? Não é necessário tomar minha palavra para isto. Em inúmeros lugares a Enciclopédia Católica fala diretamente sobre isto.
Finalmente, uma citação a mais refere-se ao Coelho de Páscoa: "O coelho é um símbolo pagão e tem sempre sido um símbolo de fertilidade".
"Como o ovo de Páscoa, o coelho de Páscoa", dia a Enciclopédia Britânica, "veio para o cristianismo desde a antigüidade. O coelho é associado com a lua nas lendas do antigo Egito e outros povos...
Através do fato que a palavra egípcia para coelho, um significa "aberto" e "período", o coelho veio a ser associado a idéia de periodicidade, tanto lunar como humana, e com o princípio de nova vida tanto no jovem como na jovem, e assim sendo, é um símbolo de fertilidade e de renovação da vida. Como tal o coelho ficou ligado aos ovos de Páscoa".
Assim, tanto o coelho da Páscoa como os ovos de Páscoa eram símbolos de significado sexual, símbolos de fertilidade.
Na estação da Páscoa não é incomum para os cristãos irem a cultos ao nascer do sol. Acreditam que isso honra a Cristo, porque Ele (teria) ressuscitado dos mortos no domingo de páscoa pela manhã, bem na hora que o sol estava surgindo. Mas a ressurreição não ocorreu verdadeiramente ao nascer do sol, pois ainda era ESCURO quando Maria Madalena veio ao sepulcro e ele já estava vazio (Jo 20.1; Mt 28.1; Mc
16.1; Lc 24.1). Vê-se hoje certa mistura, proveniente de ações não-escriturísticas praticadas em cultos de Páscoa ao nascer do sol, genuflexão perante o ostensório com a imagem do sol, com sua hóstia redonda em forma do sol.
No tempo de Ezequiel, os israelitas caíram na adoração do sol e fizeram dela uma parte de seu culto. "E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o ORIENTE; e
eles adoravam o sol voltados para o ORIENTE" (Ez 8.16). O fato de adorarem o sol voltados para o oriente mostra que era um culto de nascer do sol. Era também na direção do oriente que os profetas de Baal olhavam nos dias de Elias. Baal era o deus-sol, e assim deus do fogo. Quando Elias desafiou os profetas de baal com as palavras, "O Deus que responder com FOGO, este é Deus", estava indo indo ao encontro do culto de Baal em seu próprio terreno. Que hora do dia foi quando esses falsos profetas começaram a chamar por ele? Foi quando o sol fez seu primeiro aparecimento sobre o horizonte no oriente. Foi "de manhã" (I Reis 18.26).
De acordo com as lendas, após Tamuz ser morto, desceu para o mundo inferior. Mas pelo choro de sua "mãe" Ishtar (Easter), ele foi revivido misticamente na Primavera. Essa "ressurreição" era representada anualmente e lamentada com Ishtar afim de assegurar o sucesso da colheita e fertilidade do povo. Quando a nova vegetação
começava a sair, aqueles povos antigos acreditavam que seu "salvador" tinha vindo do mundo inferior, tinha terminado o Inverno, e tinha feito a Primavera começar. Até mesmo os israelitas adotaram as doutrinas e rituais do festival pagão da Primavera, pois Ezequiel fala de "mulheres chorando por Tamuz" (Ez 8.14).
Como cristãos, acreditamos que Jesus Cristo ressurgiu dos mortos em realidade; não meramente na natureza ou na nova vegetação da Primavera. Porque sua ressurreição foi na Primavera do ano, não foi muito difícil para a igreja do quarto século (tendo já se desviado da fé original de muitas maneiras) fundir o festival pagão da Primavera com o cristianismo. Falando dessa fusão, a Enciclopédia Britânica diz, "O cristianismo... incorporou em sua celebração do grande dia de festa cristão muitos dos rituais pagãos e costumes do festival da Primavera".
A lenda diz que Tamuz foi morto por um urso bravo quando tinha 40 anos, e Hislop aponta que 40 dias eram os dias separados para chorar pelo filho de Ninrod. Em tempos antigos eram observados com lamentação, jejum e autoflagelação, para ganhar novamente seu favor e fizesse a Primavera começar. Observância não somente praticada em Babilônia, como também entre os fenícios, egípcios, mexicanos e,
durante algum tempo, entre os israelitas. A Enciclopédia Católica muito honestamente indica que "escritores no quarto século tiveram a tendência de descrever muitas práticas (ou seja, o jejum da Quaresma de quarenta dias) como da instituição
Apostólica que certamente não tinha qualquer razão de ser vista assim" (Vol. 3 p.484 art. "Celibacy").
Não foi até o sexto século que o papa oficialmente ordenou a observância da Quaresma, chamando-a de "sagrado jejum" durante a qual as pessoas tinham que abster-se de carne e de algumas outra comidas.
Eruditos católicos sabem e reconhecem que existem costumes dentro da instituição que foram tomados emprestados do paganismo. Todavia, eles racionalizam, dizendo que muitas coisas, embora originalmente pagãs, podem ser cristianizadas. Se alguma tribo pagã observava quarenta dias em honra a um deus pagão, por que não deveríamos fazer o mesmo em honra a Cristo? Embora os pagãos adorassem o sol voltados para o Oriente, não podemos fazer cultos ao nascer do sol para honrar a ressurreição de Cristo, muito embora esta não fosse a hora do dia em que Ele ressuscitou? Muito embora o ovo fosse usado pelos pagãos, não podemos continuar seu uso e fingir que ele simboliza a grande pedra que estava diante do sepulcro? Em outras palavras, por que não adotar
todos os tipos de costumes populares, somente em lugar de usá-los para honrar deuses pagãos, como os pagãos faziam, usá-los para honrar a Cristo?
Tudo isto soa muito lógico, embora uma linha-mestra seja encontrada na própria Bíblia: Dt 12:29-32. Quando o SENHOR, teu Deus, eliminar de diante de ti as nações, para as quais vais para possuí-las, e as desapossares e habitares na sua terra, guarda-te, não te enlaces com imitá-las, após terem sido destruídas diante de ti; e que não indagues acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao SENHOR, teu
Deus, porque tudo o que é abominável ao SENHOR e que ele odeia fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.
A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos.
Referências Bibliográficas:
Hislop, Alexander. THE TWO BABYLONS
ENCYCLOPEDIA BRITANNICA
THE CATHOLIC ENCYCLOPEDIA
BÍBLIA DE REFERÊNCIA THOMPSON
NOVO TESTAMENTO TRILÍNGUE
TORAH – A LEI DE MOISÉS
viernes, 14 de abril de 2006
sábado, 8 de abril de 2006
A Doutrina da Trindade
Um pequeno estudo para reflexão e para conhecerdes melhor o Deus Vivo.
A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos.
Joel Machado
"Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19).
A cristologia, em termos de fé, é uma questão de salvação ou
perdição, e não meramente uma doutrina alternativa.
Para leitura:
João 1.1-3, 14
1 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus.
2 – Ele estava no princípio com Deus.
2 – Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi
feito se fez.
14 – E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua
glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade.
1 Coríntios 12.4-6
4 – Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 – E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 – E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo
em todos.
Efésios 4.4-5
4 – Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em
uma só esperança da vossa vocação;
5 – Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
por todos, e em todos.
I. Definindo os termos
1. Verbo (Jo 1.1, 14). O vocábulo "Verbo" é às vezes traduzido
por "Palavra". O vocábulo original aqui para "Verbo" é Logos. Não tem
correspondente em língua moderna. O Logos de Jo 1.1 não é impessoal,
mas uma pessoa; é o Verbo Eterno, que se tornou Filho, o encarnado de
Deus, quando foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria,
cumpriu-se assim a promessa de Deus: "Tu és meu Filho, eu hoje te
gerei" (Sl 2.7; At 13.33). A partir daí "o Verbo se fez carne e
habitou entre nós" (João 1.14) e "nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade" (Cl 2.9).
2. Filho. A expressão "Filho de Deus" revela a divindade de
Cristo. É estultícia afirmar que Jesus não é Deus, mas o "Filho de
Deus". O conceito de filho no pensamento judaico fala de participação
e de igualdade, como é o caso de "filho da luz" (Lc 16.8), "filhos da
ressurreição" (Lc 20.36). Jesus como "Filho de Deus" revela sua
deidade, assim como seu título "Filho do homem" revela sua humanidade.
3. Filho Unigênito. A expressão "Filho Unigênito" revela a
divindade de Cristo. No Novo Testamento a expressão aparece cinco
vezes concernente a Cristo: Jo 1.14,18; 3.16; 1 Jo 9.4. Etimologia
de "unigênito": O termo original é monogenes. "Mono" significa único,
e o genes deriva de genos = raça, tipo (e não de gennao = gerar).
Isaque, por exemplo, é chamado unigênito de Abraão, e sabemos que
Abraão gerou também Ismael e outros filhos com Quetura (Gn 16.15;
25.1-4). Isto mostra que a dita palavra reflete a idéia de natureza,
caráter, tipo, e não de geração. "Unigênito", na Bíblia, significa
portanto, o "único da espécie, único do tipo". Jesus é singular,
único filho de Deus que tem a essência do Pai.
II. Definindo a Trindade
1. O nome "Deus". O nome "Deus" tem variação de emprego no seu
sentido na Bíblia. Aparece com referência ao Pai sozinho, como Deus
verdadeiro e absoluto (Fp 2.11); em Jo 1.1: "...e o Verbo estava com
Deus...". Com referência ao Filho, como Deus absoluto, com toda a sua
plenitude (1 Jo 5.20; Cl 2.9) e na última parte de Jo 1.1: "...e o
Verbo era Deus". Da mesma forma com relação ao Espírito Santo (At 5.3-
4). Muitas vezes, se refere à Trindade (1 Co 12.28).
2. O nome "Jeová". O mesmo acontece com o vocábulo Jeová, ou
Iavé, ou "SENHOR", conforme nossas versões do Antigo Testamento.
Refere-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Jr 23.5-6), ao Espírito Santo
(2 Sm 23.2-3), e à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18). Convém salientar que
a unidade de Dt 6.4: "Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único
Senhor" é composta e não absoluta.
3. A Trindade bíblica. Há um só Deus e Deus é um só (Dt 6.4; 1
Co 8.6; Ef 4.6). A Bíblia, entretanto, ensina que cada pessoa da
Trindade é Deus absoluto em toda a sua plenitude. A Trindade,
portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e
não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não
absoluta, e isso em nada contradiz o princípio judaico-cristão do
monoteísmo.
4. Conceito. Reiteremos aqui o que foi dito anteriormente sobre
Deus subsistindo como uma Trindade: "Pois existe uma única Pessoa do
Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. Mas a deidade do Pai,
do Filho e do Espírito Santo é toda uma só, a glória é igual e a
majestade é coeterna". O Filho não é parte da Divindade, mas Deus
absoluto, e da mesma forma o Espírito Santo. Devemos ter o cuidado de
não confundir as Pessoas; isso é muito importante, pois evita cairmos
no Unicismo.
5. Trindade: um termo técnico. O termo "Trindade" não aparece na
Bíblia. Ele surgiu na Igreja a partir do século II. Como já vimos, é
um termo que fala de Deus em três Pessoas. É o termo mais conveniente
para designar o Deus trino, que se revela através das Escrituras,
como Pai, Filho e Espírito Santo, apesar de ser ao mesmo tempo uno. É
um mistério divino que ultrapassa a nossa razão, mas pela fé sincera
na Palavra de Deus apreendemos essa doutrina fundamental.
6. A Trindade na Bíblia. Gênesis 1.1, onde o nome hebraico para
Deus, Elohim, é plural, já mostra que essa unidade de Deus é
composta. "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança" (Gn 1.26); "Eis que o homem é um de nós, sabendo o bem e
o mal" (Gn 3.22); "Desçamos e confundamos ali a sua língua..." (Gn
11.7). O batismo de Jesus (Mt 3.16-17); a fórmula batismal (MT
28.19); a distribuição dos dons espirituais (1 Co 12.4-6); a bênção
apostólica (2 Co 13.13) e a unidade da Igreja em Deus (Ef 4.4-6) são
provas bíblicas irrefutáveis da Trindade.
III. Cada Pessoa da Trindade é Deus verdadeiro
1. Deus. A Bíblia diz que um só é chamado Deus (Dt 4.35, 39; Is
44.6, 8; 45.5, 21; 46.9); no entanto, a Bíblia também diz que cada
uma destas pessoas é Deus – o Pai (Jo 17.3; 1 Co 8.4,6; Ef 4.6); o
Filho (Jo 1.1; Rm 9.5; Hb 1.8-9 comp. Sl 45.6-7; 1 Jo 5.20) e o
Espírito Santo (At 5.3-4; 7.51 comp. Sl 78.18-19). Um só Deus em três
Pessoas e não uma só Pessoa.
2. Jeová (SENHOR em nossas versões). As Escrituras Sagradas
afirmam que somente um é chamado Jeová (Dt 6.4; Ne 9.6; Sl 83.18; Is
45.5-6; 18); no entanto, nos ensinam que cada uma destas Pessoas é
Jeová – o Pai (1 Sm 2.2; 1 Cr 17.20; Is 37.20); o Filho (Is 40.3
comp. Mt 3.3; Jr 23.5-6) e o Espírito Santo (Jz 15.14 comp. 16.20;
Hb 3.7 comp. Êx 17.7-8; 2 Pe 1.21 comp. Nm 12.6).
3. Deus de Israel. Segundo a Palavra de Deus, somente um é
chamado Deus de Israel (Dt 5.1, 6, 7). A Bíblia entretanto ensina que
cada Pessoa da Trindade é Deus de Israel – o Pai (Sl 72.18), o Filho
(Ez 44.2; Lc 1.16-17) e o Espírito Santo (2 Sm 23.2-3).
4. SENHOR Deus. A Bíblia nos ensina que somente um é chamado
SENHOR Deus (2 Sm 7.22); no entanto, ela mesma nos ensina que cada
uma dessas três Pessoas é SENHOR Deus – o Pai (Os 13.4); o Filho (Ez
44.2) e o Espírito Santo(At 7.51 comp. 2 Rs 17.14).
IV. Atributos naturais de cada Pessoa da Trindade
1. Onipotente. O mesmo que Todo-poderoso. A Bíblia afirma que
somente Deus é onipotente (Dt 3.24; Sl 89.6-8; Is 43.12-13; Jr 10.6),
e ela mesma ensina também que cada uma dessas Pessoas é onipotente –
o Pai (2 Cr 20.6; Is 14.27; Ef 1.19); o Filho (Mt 28.18; Ap 1.8; 3.7)
e o Espírito Santo (Zc 4.6; Lc 1.35).
2. Eterno. Significa que não teve origem e nem terá fim. Um ser
à parte da criação. A Bíblia é clara em ensinar que somente Deus é
eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10,13; 44.6), e com essa mesma clareza
ensina a Bíblia que cada uma das Pessoas da Trindade é Eterna – o Pai
(Sl 90.2; 93.2); o Filho (Is 9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; 17.5, 24; Ap
1.17-18) e Espírito Santo (Gn 1.2; Hb 9.14).
3. Onipresente. É o poder de estar em toda a parte do universo
ao mesmo tempo. Essa palavra não aparece na Bíblia, como também a
palavra Trindade. Porém, a evidência da onipresença está implícita em
Sl 139.7; 1 Rs 8.27; Jr 23.24). É um termo teológico posterior. As
Santas Escrituras ensinam que somente Deus é onipresente (Jr 23.23-
24); no entanto, revelam que cada uma dessas três Pessoas é
onipresente – o Pai (Am 9.2-3; Hb 4.13); o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo
3.13) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10; 1 Co 3.16; Jo 14.17).
4. Onisciente. É o poder de saber todas as coisas. É um termo
teológico à parte das Escrituras. A Bíblia Sagrada afirma que somente
Deus é onisciente (1 Rs 8.39; Dn 2.20-22; Mt 24.36); no entanto,
encontramos nela que cada uma dessas Pessoas é onisciente – o Pai (1
Cr 28.9; Is 48.5-7; 42.9); o Filho (Mc 9.34-35; Jo 2.24-25; 16.30; Lc
19.41-44; Jo 6.64; 18.4) e o Espírito Santo (Ez 11.5; Rm 8.26-27; 1
Co 2.10-11; 1 Tm 4.1).
5. O Criador. As Escrituras Sagradas afirmam que somente Deus é
o Criador (Is 44.24; 45.5-7; 18), mas ao mesmo tempo ensinam que cada
uma dessas três Pessoas é o Criador – o Pai (Ne 9.6; Jr 27.5; Sl
146.6; At 14.15); o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2, 10) e o
Espírito Santo (Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30).
6. Vida. A Bíblia diz que somente Deus é a fonte da vida (Dt
32.39); no entanto, ela também afirma que cada uma dessas três
Pessoas é a fonte da vida – o Pai (Sl 36.9; At 17.25, 28); o Filho
(Jo 1.4; 11.25) e o Espírito Santo (Rm 8.2; Jó 33.4).
A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos.
Joel Machado
"Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai,
e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19).
A cristologia, em termos de fé, é uma questão de salvação ou
perdição, e não meramente uma doutrina alternativa.
Para leitura:
João 1.1-3, 14
1 – No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo
era Deus.
2 – Ele estava no princípio com Deus.
2 – Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi
feito se fez.
14 – E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua
glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade.
1 Coríntios 12.4-6
4 – Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 – E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 – E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo
em todos.
Efésios 4.4-5
4 – Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em
uma só esperança da vossa vocação;
5 – Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
por todos, e em todos.
I. Definindo os termos
1. Verbo (Jo 1.1, 14). O vocábulo "Verbo" é às vezes traduzido
por "Palavra". O vocábulo original aqui para "Verbo" é Logos. Não tem
correspondente em língua moderna. O Logos de Jo 1.1 não é impessoal,
mas uma pessoa; é o Verbo Eterno, que se tornou Filho, o encarnado de
Deus, quando foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria,
cumpriu-se assim a promessa de Deus: "Tu és meu Filho, eu hoje te
gerei" (Sl 2.7; At 13.33). A partir daí "o Verbo se fez carne e
habitou entre nós" (João 1.14) e "nele habita corporalmente toda a
plenitude da divindade" (Cl 2.9).
2. Filho. A expressão "Filho de Deus" revela a divindade de
Cristo. É estultícia afirmar que Jesus não é Deus, mas o "Filho de
Deus". O conceito de filho no pensamento judaico fala de participação
e de igualdade, como é o caso de "filho da luz" (Lc 16.8), "filhos da
ressurreição" (Lc 20.36). Jesus como "Filho de Deus" revela sua
deidade, assim como seu título "Filho do homem" revela sua humanidade.
3. Filho Unigênito. A expressão "Filho Unigênito" revela a
divindade de Cristo. No Novo Testamento a expressão aparece cinco
vezes concernente a Cristo: Jo 1.14,18; 3.16; 1 Jo 9.4. Etimologia
de "unigênito": O termo original é monogenes. "Mono" significa único,
e o genes deriva de genos = raça, tipo (e não de gennao = gerar).
Isaque, por exemplo, é chamado unigênito de Abraão, e sabemos que
Abraão gerou também Ismael e outros filhos com Quetura (Gn 16.15;
25.1-4). Isto mostra que a dita palavra reflete a idéia de natureza,
caráter, tipo, e não de geração. "Unigênito", na Bíblia, significa
portanto, o "único da espécie, único do tipo". Jesus é singular,
único filho de Deus que tem a essência do Pai.
II. Definindo a Trindade
1. O nome "Deus". O nome "Deus" tem variação de emprego no seu
sentido na Bíblia. Aparece com referência ao Pai sozinho, como Deus
verdadeiro e absoluto (Fp 2.11); em Jo 1.1: "...e o Verbo estava com
Deus...". Com referência ao Filho, como Deus absoluto, com toda a sua
plenitude (1 Jo 5.20; Cl 2.9) e na última parte de Jo 1.1: "...e o
Verbo era Deus". Da mesma forma com relação ao Espírito Santo (At 5.3-
4). Muitas vezes, se refere à Trindade (1 Co 12.28).
2. O nome "Jeová". O mesmo acontece com o vocábulo Jeová, ou
Iavé, ou "SENHOR", conforme nossas versões do Antigo Testamento.
Refere-se ao Pai (Sl 110.1), ao Filho (Jr 23.5-6), ao Espírito Santo
(2 Sm 23.2-3), e à Trindade (Dt 6.4; Sl 83.18). Convém salientar que
a unidade de Dt 6.4: "Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único
Senhor" é composta e não absoluta.
3. A Trindade bíblica. Há um só Deus e Deus é um só (Dt 6.4; 1
Co 8.6; Ef 4.6). A Bíblia, entretanto, ensina que cada pessoa da
Trindade é Deus absoluto em toda a sua plenitude. A Trindade,
portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e
não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não
absoluta, e isso em nada contradiz o princípio judaico-cristão do
monoteísmo.
4. Conceito. Reiteremos aqui o que foi dito anteriormente sobre
Deus subsistindo como uma Trindade: "Pois existe uma única Pessoa do
Pai, outra do Filho, e outra do Espírito Santo. Mas a deidade do Pai,
do Filho e do Espírito Santo é toda uma só, a glória é igual e a
majestade é coeterna". O Filho não é parte da Divindade, mas Deus
absoluto, e da mesma forma o Espírito Santo. Devemos ter o cuidado de
não confundir as Pessoas; isso é muito importante, pois evita cairmos
no Unicismo.
5. Trindade: um termo técnico. O termo "Trindade" não aparece na
Bíblia. Ele surgiu na Igreja a partir do século II. Como já vimos, é
um termo que fala de Deus em três Pessoas. É o termo mais conveniente
para designar o Deus trino, que se revela através das Escrituras,
como Pai, Filho e Espírito Santo, apesar de ser ao mesmo tempo uno. É
um mistério divino que ultrapassa a nossa razão, mas pela fé sincera
na Palavra de Deus apreendemos essa doutrina fundamental.
6. A Trindade na Bíblia. Gênesis 1.1, onde o nome hebraico para
Deus, Elohim, é plural, já mostra que essa unidade de Deus é
composta. "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança" (Gn 1.26); "Eis que o homem é um de nós, sabendo o bem e
o mal" (Gn 3.22); "Desçamos e confundamos ali a sua língua..." (Gn
11.7). O batismo de Jesus (Mt 3.16-17); a fórmula batismal (MT
28.19); a distribuição dos dons espirituais (1 Co 12.4-6); a bênção
apostólica (2 Co 13.13) e a unidade da Igreja em Deus (Ef 4.4-6) são
provas bíblicas irrefutáveis da Trindade.
III. Cada Pessoa da Trindade é Deus verdadeiro
1. Deus. A Bíblia diz que um só é chamado Deus (Dt 4.35, 39; Is
44.6, 8; 45.5, 21; 46.9); no entanto, a Bíblia também diz que cada
uma destas pessoas é Deus – o Pai (Jo 17.3; 1 Co 8.4,6; Ef 4.6); o
Filho (Jo 1.1; Rm 9.5; Hb 1.8-9 comp. Sl 45.6-7; 1 Jo 5.20) e o
Espírito Santo (At 5.3-4; 7.51 comp. Sl 78.18-19). Um só Deus em três
Pessoas e não uma só Pessoa.
2. Jeová (SENHOR em nossas versões). As Escrituras Sagradas
afirmam que somente um é chamado Jeová (Dt 6.4; Ne 9.6; Sl 83.18; Is
45.5-6; 18); no entanto, nos ensinam que cada uma destas Pessoas é
Jeová – o Pai (1 Sm 2.2; 1 Cr 17.20; Is 37.20); o Filho (Is 40.3
comp. Mt 3.3; Jr 23.5-6) e o Espírito Santo (Jz 15.14 comp. 16.20;
Hb 3.7 comp. Êx 17.7-8; 2 Pe 1.21 comp. Nm 12.6).
3. Deus de Israel. Segundo a Palavra de Deus, somente um é
chamado Deus de Israel (Dt 5.1, 6, 7). A Bíblia entretanto ensina que
cada Pessoa da Trindade é Deus de Israel – o Pai (Sl 72.18), o Filho
(Ez 44.2; Lc 1.16-17) e o Espírito Santo (2 Sm 23.2-3).
4. SENHOR Deus. A Bíblia nos ensina que somente um é chamado
SENHOR Deus (2 Sm 7.22); no entanto, ela mesma nos ensina que cada
uma dessas três Pessoas é SENHOR Deus – o Pai (Os 13.4); o Filho (Ez
44.2) e o Espírito Santo(At 7.51 comp. 2 Rs 17.14).
IV. Atributos naturais de cada Pessoa da Trindade
1. Onipotente. O mesmo que Todo-poderoso. A Bíblia afirma que
somente Deus é onipotente (Dt 3.24; Sl 89.6-8; Is 43.12-13; Jr 10.6),
e ela mesma ensina também que cada uma dessas Pessoas é onipotente –
o Pai (2 Cr 20.6; Is 14.27; Ef 1.19); o Filho (Mt 28.18; Ap 1.8; 3.7)
e o Espírito Santo (Zc 4.6; Lc 1.35).
2. Eterno. Significa que não teve origem e nem terá fim. Um ser
à parte da criação. A Bíblia é clara em ensinar que somente Deus é
eterno (Is 40.28; 41.4; 43.10,13; 44.6), e com essa mesma clareza
ensina a Bíblia que cada uma das Pessoas da Trindade é Eterna – o Pai
(Sl 90.2; 93.2); o Filho (Is 9.6; Mq 5.2; Jo 1.1; 8.58; 17.5, 24; Ap
1.17-18) e Espírito Santo (Gn 1.2; Hb 9.14).
3. Onipresente. É o poder de estar em toda a parte do universo
ao mesmo tempo. Essa palavra não aparece na Bíblia, como também a
palavra Trindade. Porém, a evidência da onipresença está implícita em
Sl 139.7; 1 Rs 8.27; Jr 23.24). É um termo teológico posterior. As
Santas Escrituras ensinam que somente Deus é onipresente (Jr 23.23-
24); no entanto, revelam que cada uma dessas três Pessoas é
onipresente – o Pai (Am 9.2-3; Hb 4.13); o Filho (Mt 18.20; 28.20; Jo
3.13) e o Espírito Santo (Sl 139.7-10; 1 Co 3.16; Jo 14.17).
4. Onisciente. É o poder de saber todas as coisas. É um termo
teológico à parte das Escrituras. A Bíblia Sagrada afirma que somente
Deus é onisciente (1 Rs 8.39; Dn 2.20-22; Mt 24.36); no entanto,
encontramos nela que cada uma dessas Pessoas é onisciente – o Pai (1
Cr 28.9; Is 48.5-7; 42.9); o Filho (Mc 9.34-35; Jo 2.24-25; 16.30; Lc
19.41-44; Jo 6.64; 18.4) e o Espírito Santo (Ez 11.5; Rm 8.26-27; 1
Co 2.10-11; 1 Tm 4.1).
5. O Criador. As Escrituras Sagradas afirmam que somente Deus é
o Criador (Is 44.24; 45.5-7; 18), mas ao mesmo tempo ensinam que cada
uma dessas três Pessoas é o Criador – o Pai (Ne 9.6; Jr 27.5; Sl
146.6; At 14.15); o Filho (Jo 1.1-3; Cl 1.16-18; Hb 1.2, 10) e o
Espírito Santo (Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30).
6. Vida. A Bíblia diz que somente Deus é a fonte da vida (Dt
32.39); no entanto, ela também afirma que cada uma dessas três
Pessoas é a fonte da vida – o Pai (Sl 36.9; At 17.25, 28); o Filho
(Jo 1.4; 11.25) e o Espírito Santo (Rm 8.2; Jó 33.4).
miércoles, 11 de enero de 2006
A Mulher de Ló
A Mulher de Ló
Lucas registra um discurso de Jesus sobre o julgamento de Deus (Lucas 17:20-37). Jesus usou alguns exemplos do passado para nos lembrar que o julgamento de Deus vem repentinamente e, às vezes, sem aviso (Noé – 17:26-27; Sodoma – 17:28-29). Ao mesmo tempo, ele cita a dificuldade de abrir mão das coisas desta vida (17:27,28). Logo depois, ele inclui uma linha que chama a nossa atenção: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (17:32). No contexto de comentários sobre a tendência humana de conservar esta vida enquanto esquece do futuro, a menção da mulher de Ló é carregada de significado para todos os leitores do evangelho. Vamos aprender algumas lições importantes dessa figura quase esquecida do Antigo Testamento.
A História da Família de Ló
Ló era sobrinho de Abraão. O pai dele morreu antes da família sair de Ur dos caldeus, e Ló acompanhou Abraão nas suas jornadas depois (Gênesis 11:26-31; 12:5; 13:5). Ló, como seu tio, se tornou rico. Os rebanhos dos dois aumentaram tanto que decidiram se separar. Abraão deixou Ló escolher a melhor terra, e este foi na direção de Sodoma, na campina do Jordão. Ele viu terra fértil, boa para a criação dos seus rebanhos, e tomou uma boa decisão profissional. Ao mesmo tempo, se colocou num deserto espiritual. Além de se separar de um homem bom e justo, seu tio Abraão, Ló levou a família na direção de Sodoma, uma cidade conhecida por sua imoralidade e maldade. Com tempo, ele acabou mudando para a própria cidade de Sodoma.
Não sabemos quando Ló se casou. A primeira passagem que menciona mulheres na companhia dele é Gênesis 14:16, depois de ele fixar residência em Sodoma. Pode ser que Ló tivesse se casado com uma mulher da região, ou pode ser que já fosse casado e que ela fosse influenciada pelo ambiente das cidades da campina do Jordão.
Alguns anos passaram, e Deus resolveu destruir Sodoma e as cidades vizinhas, pois não achou quase nenhuma pessoa justa nelas (leia o relato em Gênesis 19). Naquele dia, Ló perdeu praticamente tudo. Os noivos de suas filhas não acreditaram nos anjos de Deus, e ficaram na cidade condenada (19:14). A mulher de Ló, em desobediência aos mensageiros de Deus, olhou para trás e se tornou numa estátua de sal (19:17,26). Logo em seguida, as duas filhas de Ló deram vinho para o pai e cometeram incesto com ele (19:30-38). O lugar de Ló na história é como pai das tribos nômades de Moabe e Amom, que se tornaram inimigos do povo de Israel, os descendentes de seu tio, Abraão.
No final de contas, a “boa” decisão profissional de Ló lhe custou caro. Perdeu as suas riquezas, a sua mulher, a inocência de suas filhas, e a sua participação com o povo de Deus. Foi uma boa decisão em termos financeiros? Talvez sim. Mas em termos da família e de sua vida espiritual, a mudança para Sodoma foi uma péssima decisão que estragou a vida de Ló.
As Nossas Decisões Profissionais e Financeiras
Todos nós tomamos decisões financeiras e profissionais -- promoções na empresa, oportunidades de novos empregos, mudanças, compras de casas e terrenos, etc. Quando encaramos tais escolhas, devemos lembrar daquela estátua de sal e responder honestamente a algumas perguntas. Se eu fizer tal coisa, isso vai me ajudar espiritualmente? Vai ajudar a minha família espiritualmente? É um passo para o céu, ou um passo mais longe de Deus?
Considere algumas aplicações. Encontramos um terreno bom e barato num local gostoso. Infelizmente, fica longe de igrejas que realmente respeitam a palavra do Senhor, e longe de outros irmãos na fé. Se construirmos em tal lugar, será que conseguiremos manter a nossa participação com outros cristãos? Será que os nossos filhos terão a boa influência que precisam para crescer no caminho de Deus?
Por motivos profissionais ou financeiros, pensamos em mudar para outra cidade com a intenção de achar alguma igreja lá. Mas antes de finalizar os planos, devemos investigar e avaliar as opções. Há igreja naquele lugar que realmente segue a palavra de Deus e que ajudará no crescimento espiritual da minha família?
Se não houver uma igreja fiel a Deus na cidade onde pretendemos morar, poderemos começar com a própria família. Entendo bem que a Bíblia não coloca limites de tamanho em igrejas. Duas pessoas podem se reunir em casa, ou milhares podem participar da mesma congregação. Antes de decidir mudar para algum lugar distante e se reunir com a própria família em casa, considere os riscos. Pode ser que seu trabalho levará à conversão de várias outras pessoas, causando crescimento da congregação. Mas não é fácil servir a Cristo quando se sente isolado de outros cristãos. Quando a igreja é basicamente a própria família, enfrentará desafios muito grandes. Muitas pessoas em tais circunstâncias acabam se desanimando, até o ponto de abandonar a fé. Quando a igreja começa com apenas duas ou três pessoas, deve fazer tudo para ficar fiel e crescer em Cristo. Mas antes de mudar ou decidir ficar em casa com a própria família, pense nos perigos. Lembre-se da estátua de sal na campina do Jordão!
Em Relação aos Bens Materiais
Por que a mulher de Ló olhou para trás? Tudo que ela possuía, tudo que lutaram para conseguir durante toda a vida, estava se tornando cinzas. Os bens materiais e a vida que ela tinha em Sodoma chamaram a atenção dela, e olhou para trás. Nós teríamos feito diferente?
Jesus sugere a mesma tendência a nos prendermos às coisas materiais quando fala de comprar, vender, plantar e construir (Lucas 17:28). Não tem nada de errado nessas transações, e nada de errado em possuir algumas coisas. Abraão, o bom tio de Ló, estava lá nas colinas de Canaã com seu gado e centenas de empregados. O problema não está em possuir, mas em nossas prioridades. É uma questão do coração. Jesus falou sobre esse desafio em Mateus 6:19-34. O perigo de acumular bens materiais e de chegar a amar o senhor errado, “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).
Quando sonhamos em acumular bens materiais, ou nos dedicamos a conservação das coisas que já temos, precisamos lembrar daquela estátua de sal.
Na Vida Social e Romântica
O relato de Gênesis não entra em detalhes sobre a vida social da família de Ló. Porém, o comentário sobre os noivos das filhas mostra um pouco do que deixaram para trás. As duas filhas esperavam casar com homens que não deram importância para a palavra de Deus. Jesus comenta sobre uma circunstância semelhante na época de Noé (Lucas 17:27). Muitas pessoas vivem como se tivessem garantia de muitos “amanhãs”. Dão mais importância às festas e aos eventos sociais do que aos trabalhos espirituais, priorizando a vida social. A tendência de muitos jovens é colocar o namoro acima das coisas de Deus. É como se tivesse tempo agora para se divertir, com a intenção de servir a Deus futuramente.
Eu sou totalmente a favor do casamento, como uma das maiores bênçãos que Deus nos deu nesta vida. Entendo que o namoro, na nossa sociedade, faz parte do processo de construir uma vida com uma outra pessoa. Não tenho nada contra o namoro. Mas a vida social ou o namoro podem facilmente nos desviar das coisas de Deus. Quantos jovens cristãos já abandonaram a sua fé porque namoraram descrentes? Quantos jovens param de crescer espiritualmente porque se dedicam, quase por completo, ao namoro? Quantas pessoas gastam mais tempo conversando com o namorado do que com Deus?
Se deseja construir uma família que trará alegria nesta vida e na eternidade, lembre-se de Salmo 127:1 – “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. Um namoro carnal raramente produz um lar espiritual.
Na sua vida social e romântica, lembre-se daquela estátua de sal!
Lembre-se de Uma Outra Mulher
Q uando Ló partiu na direção de Sodoma, Abraão voltou para uma terra menos atraente, mas escolhida por Deus. Ele habitou algum tempo em Hebrom (Gênesis 13:18). Apesar de ele ser rico, este fato nunca é frisado nos relatos sobre Abraão e Sara. A Bíblia destaca a fé dele (Hebreus 11:8,9,17; etc.) e a submissão, a obediência, a santidade e a fé dela (1 Pedro 3:5-6; Hebreus 11:11). Nos relatos bíblicos, Sara não mostrou nenhuma preocupação em procurar uma habitação perfeita aqui, mas se preparou para a habitação eterna. Como uma mulher de fé, ela morreu com dignidade e se tornou mãe do povo da promessa.
Qual Delas Imitaremos?
S ão dois exemplos bem diferentes. Uma mulher de nome desconhecido que se tornou uma estátua de sal, ou a mulher escolhida por Deus para participar das bênçãos que ele preparou para todas as famílias da terra. Sara ganhou a boa fama, e a mulher de Ló se tornou estátua de sal. A diferença? As decisões que elas tomaram no dia-a-dia.
Quando confundimos as nossas prioridades e pensamos em tomar decisões más, devemos lembrar-nos da mulher de Ló!
– por Dennis Allan
Lucas registra um discurso de Jesus sobre o julgamento de Deus (Lucas 17:20-37). Jesus usou alguns exemplos do passado para nos lembrar que o julgamento de Deus vem repentinamente e, às vezes, sem aviso (Noé – 17:26-27; Sodoma – 17:28-29). Ao mesmo tempo, ele cita a dificuldade de abrir mão das coisas desta vida (17:27,28). Logo depois, ele inclui uma linha que chama a nossa atenção: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (17:32). No contexto de comentários sobre a tendência humana de conservar esta vida enquanto esquece do futuro, a menção da mulher de Ló é carregada de significado para todos os leitores do evangelho. Vamos aprender algumas lições importantes dessa figura quase esquecida do Antigo Testamento.
A História da Família de Ló
Ló era sobrinho de Abraão. O pai dele morreu antes da família sair de Ur dos caldeus, e Ló acompanhou Abraão nas suas jornadas depois (Gênesis 11:26-31; 12:5; 13:5). Ló, como seu tio, se tornou rico. Os rebanhos dos dois aumentaram tanto que decidiram se separar. Abraão deixou Ló escolher a melhor terra, e este foi na direção de Sodoma, na campina do Jordão. Ele viu terra fértil, boa para a criação dos seus rebanhos, e tomou uma boa decisão profissional. Ao mesmo tempo, se colocou num deserto espiritual. Além de se separar de um homem bom e justo, seu tio Abraão, Ló levou a família na direção de Sodoma, uma cidade conhecida por sua imoralidade e maldade. Com tempo, ele acabou mudando para a própria cidade de Sodoma.
Alguns anos passaram, e Deus resolveu destruir Sodoma e as cidades vizinhas, pois não achou quase nenhuma pessoa justa nelas (leia o relato em Gênesis 19). Naquele dia, Ló perdeu praticamente tudo. Os noivos de suas filhas não acreditaram nos anjos de Deus, e ficaram na cidade condenada (19:14). A mulher de Ló, em desobediência aos mensageiros de Deus, olhou para trás e se tornou numa estátua de sal (19:17,26). Logo em seguida, as duas filhas de Ló deram vinho para o pai e cometeram incesto com ele (19:30-38). O lugar de Ló na história é como pai das tribos nômades de Moabe e Amom, que se tornaram inimigos do povo de Israel, os descendentes de seu tio, Abraão.
No final de contas, a “boa” decisão profissional de Ló lhe custou caro. Perdeu as suas riquezas, a sua mulher, a inocência de suas filhas, e a sua participação com o povo de Deus. Foi uma boa decisão em termos financeiros? Talvez sim. Mas em termos da família e de sua vida espiritual, a mudança para Sodoma foi uma péssima decisão que estragou a vida de Ló.
As Nossas Decisões Profissionais e Financeiras
Todos nós tomamos decisões financeiras e profissionais -- promoções na empresa, oportunidades de novos empregos, mudanças, compras de casas e terrenos, etc. Quando encaramos tais escolhas, devemos lembrar daquela estátua de sal e responder honestamente a algumas perguntas. Se eu fizer tal coisa, isso vai me ajudar espiritualmente? Vai ajudar a minha família espiritualmente? É um passo para o céu, ou um passo mais longe de Deus?
Considere algumas aplicações. Encontramos um terreno bom e barato num local gostoso. Infelizmente, fica longe de igrejas que realmente respeitam a palavra do Senhor, e longe de outros irmãos na fé. Se construirmos em tal lugar, será que conseguiremos manter a nossa participação com outros cristãos? Será que os nossos filhos terão a boa influência que precisam para crescer no caminho de Deus?
Por motivos profissionais ou financeiros, pensamos em mudar para outra cidade com a intenção de achar alguma igreja lá. Mas antes de finalizar os planos, devemos investigar e avaliar as opções. Há igreja naquele lugar que realmente segue a palavra de Deus e que ajudará no crescimento espiritual da minha família?
Se não houver uma igreja fiel a Deus na cidade onde pretendemos morar, poderemos começar com a própria família. Entendo bem que a Bíblia não coloca limites de tamanho em igrejas. Duas pessoas podem se reunir em casa, ou milhares podem participar da mesma congregação. Antes de decidir mudar para algum lugar distante e se reunir com a própria família em casa, considere os riscos. Pode ser que seu trabalho levará à conversão de várias outras pessoas, causando crescimento da congregação. Mas não é fácil servir a Cristo quando se sente isolado de outros cristãos. Quando a igreja é basicamente a própria família, enfrentará desafios muito grandes. Muitas pessoas em tais circunstâncias acabam se desanimando, até o ponto de abandonar a fé. Quando a igreja começa com apenas duas ou três pessoas, deve fazer tudo para ficar fiel e crescer em Cristo. Mas antes de mudar ou decidir ficar em casa com a própria família, pense nos perigos. Lembre-se da estátua de sal na campina do Jordão!
Em Relação aos Bens Materiais
Por que a mulher de Ló olhou para trás? Tudo que ela possuía, tudo que lutaram para conseguir durante toda a vida, estava se tornando cinzas. Os bens materiais e a vida que ela tinha em Sodoma chamaram a atenção dela, e olhou para trás. Nós teríamos feito diferente?
Jesus sugere a mesma tendência a nos prendermos às coisas materiais quando fala de comprar, vender, plantar e construir (Lucas 17:28). Não tem nada de errado nessas transações, e nada de errado em possuir algumas coisas. Abraão, o bom tio de Ló, estava lá nas colinas de Canaã com seu gado e centenas de empregados. O problema não está em possuir, mas em nossas prioridades. É uma questão do coração. Jesus falou sobre esse desafio em Mateus 6:19-34. O perigo de acumular bens materiais e de chegar a amar o senhor errado, “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21).
Quando sonhamos em acumular bens materiais, ou nos dedicamos a conservação das coisas que já temos, precisamos lembrar daquela estátua de sal.
Na Vida Social e Romântica
O relato de Gênesis não entra em detalhes sobre a vida social da família de Ló. Porém, o comentário sobre os noivos das filhas mostra um pouco do que deixaram para trás. As duas filhas esperavam casar com homens que não deram importância para a palavra de Deus. Jesus comenta sobre uma circunstância semelhante na época de Noé (Lucas 17:27). Muitas pessoas vivem como se tivessem garantia de muitos “amanhãs”. Dão mais importância às festas e aos eventos sociais do que aos trabalhos espirituais, priorizando a vida social. A tendência de muitos jovens é colocar o namoro acima das coisas de Deus. É como se tivesse tempo agora para se divertir, com a intenção de servir a Deus futuramente.
Eu sou totalmente a favor do casamento, como uma das maiores bênçãos que Deus nos deu nesta vida. Entendo que o namoro, na nossa sociedade, faz parte do processo de construir uma vida com uma outra pessoa. Não tenho nada contra o namoro. Mas a vida social ou o namoro podem facilmente nos desviar das coisas de Deus. Quantos jovens cristãos já abandonaram a sua fé porque namoraram descrentes? Quantos jovens param de crescer espiritualmente porque se dedicam, quase por completo, ao namoro? Quantas pessoas gastam mais tempo conversando com o namorado do que com Deus?
Se deseja construir uma família que trará alegria nesta vida e na eternidade, lembre-se de Salmo 127:1 – “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. Um namoro carnal raramente produz um lar espiritual.
Na sua vida social e romântica, lembre-se daquela estátua de sal!
Lembre-se de Uma Outra Mulher
Q uando Ló partiu na direção de Sodoma, Abraão voltou para uma terra menos atraente, mas escolhida por Deus. Ele habitou algum tempo em Hebrom (Gênesis 13:18). Apesar de ele ser rico, este fato nunca é frisado nos relatos sobre Abraão e Sara. A Bíblia destaca a fé dele (Hebreus 11:8,9,17; etc.) e a submissão, a obediência, a santidade e a fé dela (1 Pedro 3:5-6; Hebreus 11:11). Nos relatos bíblicos, Sara não mostrou nenhuma preocupação em procurar uma habitação perfeita aqui, mas se preparou para a habitação eterna. Como uma mulher de fé, ela morreu com dignidade e se tornou mãe do povo da promessa.
Qual Delas Imitaremos?
S ão dois exemplos bem diferentes. Uma mulher de nome desconhecido que se tornou uma estátua de sal, ou a mulher escolhida por Deus para participar das bênçãos que ele preparou para todas as famílias da terra. Sara ganhou a boa fama, e a mulher de Ló se tornou estátua de sal. A diferença? As decisões que elas tomaram no dia-a-dia.
Quando confundimos as nossas prioridades e pensamos em tomar decisões más, devemos lembrar-nos da mulher de Ló!
– por Dennis Allan
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jueves, 17 de marzo de 2005
Chula



É um motivo campestre de dança somente masculina (principal característica das danças birivas) na qual os dançarinos se confrontavam, cada qual desejando mostrar suas habilidades coreográficas através de gestuais movimentos e sapateadas, de um e de outro lado de uma haste de madeira, posta devidamente no chão.
Na Chula os peões demonstram suas capacidades artísticas numa bela coreografia sobre uma haste de madeira colocada no chão. Exige imensa habilidade e capacidade criativa, afora resistência física. Quadrinha característica da dança pode ser cantada: “Venha seu mestre chula ai seu chuliador e de uma paradinha para o tocador: Venha seu mestre chula ai que chulia bem, e de uma paradinha para mim também.” Nos tempos fandanguistas, nas rodas dos tropeiros birivas, a chula era, assim como as outras 3 danças birivas (Facões, Fandango Sapateado e Chico do Porrete) tocada somente com instrumentos cordófonos, mas hoje o acordeon esta presente. Deveria se observar mais o respeito à autenticidade do tema, onde a música tem intensidades diferentes na “preparação” mais forte, e na incursão pelo sapateador na lança a música fica menos intensa. Dança essa também demonstrada irresponsavelmente de forma distorcida em churrascarias de cunho turístico, sendo mais bela e vistosa se executada dentro de fundamentos folclóricos da lúdica gauchesca.
Fandango Sapateado


Motivo coreográfico de herança ibérica, na qual variado número de dançarinos, depois de bailar em conjunto, executa figuras solo ou em duplas, no centro da roda, exibindo suas habilidades de sapateador no rosetear das nazarenas.. Gostavam tambem, de imitar os animais que encontravam nas caminhadas, como a saracura, o aribú(urubu), criando assim interessantes figurações no bailar dessa primitiva dança, sendo recolhidas em torno de 31 figuras coreográficas.
Dança essa encontrada com muita dificuldade em Santo Antonio da Patrulha, Taquara, Rolante, Criúva(Rincão da Mulada) e Campo Bom, pelo pesquisador e folclorista Paixão Côrtes, por volta de 1960, onde obteve contato com alguns antigos "dançadores fandangueiros", de roteiros birivas.
Sempre lembrando a feição sóbria da dança, em que o homem biriva, em seu habitat pastoril, demonstrava sua lúdica no bailar expontâneo sem exageros,sob pena de se distanciar da mensagem do tema, como já é visto, infelizmente, alguns exemplos no movimento tradicionalista atual.
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Chico do porrete



Mais uma dança exclusivamente masculina no patrimônio avoengo rio-grandense, em que os dançarinos expressam vigor físico em movimentos de passar um bastão de madeira leve, sob um perna e outra. Dança encontrada em 1961 em São Francisco de Paula nos rincões do ir e vir de tropas de mulas, na encosta da serra do mar, tendo como informante o Sr. Domenciano Lopes.
A dança consiste em duas partes distintas. Em uma o dançarino cruza uma perna e outra por cima do porrete, numa cadencia característica musical, tendo uma ponta do porrete na mão e a outra apoiada no chão. Na outra parte da dança, o porrete é deixado no solo para o dançarino realizar sapateios por um lado e outro deste, em movimentos semelhante a “chula”*. Embora sendo tema coreográfico de características individuais, as pesquisas indicam que uma vez ou outra, dois destros dançarinos se encontravam e realizavam figuras em dupla. E nos dias atuais, essa dança denota grande beleza artística ao ser ensaiada de forma coletiva para espetáculos e festivais Birivas. O tema musical foi gravado por 1º vez , comercialmente no LP “Do Folk aos Novos Rumos”, de Paixão Cortes- Continental, em 1977, e a coreografia esta descrita no livro “Danças Tradicionais Rio-grandenses Achegas, de Paixão Cortes.
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Dança dos facões


Durante aproximadamente 2 séculos, os gaúchos se divertiam de uma forma bem característica, distinta de outras regiões do Brasil.
No início, tropeiros birivas abriam caminhos a facão dos pampas uruguaios passando pelas serras, até o centro do país, numa jornada épica digna de filmes de faroeste holywoodiano. No século XVI e XVII, essa atividade vital para a economia era também o gérmem da urbanização futura, e como ninguém agüenta só a lida dura, nos intervalos das tropeadas, nos pousos de tropas esses homens rústicos e desbravadores, encontravam sua forma de diversão peculiar. Pegavam utensílios temáticos do dia-dia, como facões, e varas de madeira, para ao som das violas solistas, e de rabecas rústicas, dançarem numa confraternização humana em proveito do bem-estar. Gostavam muito de imitar os animais que encontravam nas caminhadas, como a saracura, o aribú(urubu), etc... Nesse contexto estão situadas as primeiras danças genuinamente gaúchas que são as “Danças Birivas”, dançadas só por homens e que são quatro: Dança dos Facões, Chula, Chico do Porrete e O Fandango Sapateado.
A Dança dos facões, muito apresentada nos dias de hoje em churrascarias, sofreu um ataque fulminante das modernidades e da ênfase ao espetáculo, denotando grande deturpação na sua verdadeira e bela forma de dançar. Para inicio os dançantes usam facões da lida diária, sem enfeites desnecessários, as indumentárias são também rústicas e funcionais, como o chiripa saiote(primitivo), que é acompanhado por botas garrão de potro, o chiripá farroupilha, também conhecido como “Fraldão”, com chapéu de copa alta e apenas um lenço de seda, ou no pescoço ou na cabeça à moda corsário, e por fim pode ser usada a tradicional bombacha, com favos e de cores discretas, com lenço ao pescoço e chapéu de aba larga.
A Dança dos Facões é uma dança que expressa a hombridade e a amizade dos companheiros de lida, é dançada com espírito de união, sem violência nem tentativas de retirar “xispas” de batidas exageradas, mas sim formar uma simbiose cadenciada com as marcações valseadas da música característica.
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Danças Birivas

No decorrer das viagens dos tropeiros, durante as longas noites a beira de um fogo,eles procuravam se descontrair esquecendo a dura lida de viagem e dos sofrimentos que passavam. Nessa descontração ao som de violas ou meia-violas surgiram certas cantigas e danças que eram praticadas somente por homens, ( pois não existia mulheres nas viagens) eles então mostravam toda a habilidade e criatividade em um prazeroso divertimento.
Dentre essas danças, foram encontradas e pesquisadas( por João Carlos Paixão Côrtes) apenas quatro, as quais hoje são reconstituídas e praticadas por grandes grupos de dança em vários festivais de dança pelo país.
As danças são:
CHULA – Dança somente masculina ( principal característica das danças birivas) na qual os dançarinos se confrontavam, cada qual desejando mostrar suas habilidades coreográficas através de movimentos e sapateios, de um e de outro lado de uma haste de madeira, posta devidamente no chão.
A haste, no chão, nunca teve historicamente a obrigatoriedade de ser “ uma lança”. A dança não está diretamente ligada a uma idéia revolucionária ou guerreira. Quanto a sua origem, a chula nunca foi utilizada em disputas, ainda mais por prendas como muitos erradamente acreditam.
DANÇA DOS FACÕES – Dança onde os bailarinos, cada um deles com dois facões, cadenciam a música com precisas batidas esgrimadas, exigindo muita habilidade, destreza e precisão, a fim de evitar cortes ou eventuais acidentes entre os participantes.
Erroneamente temos visto grupos fazendo deste tema um motivo coreográfico barbaresco, de infundada violência e de medíocre expressão artística, fugindo de uma arte folclórica autêntica.
CHICO DO PORRETE - Motivo campesino onde, através do movimento de passar um bastão por entre as pernas, por uma mão e outra, e sapateios, traduz habilidade vigor físico do dançante, “baile biriva”, do ciclo antigo do tropeirismo de mula, interligando o Rio Grande do Sul a áreas rurais do centro do Brasil.
FANDANGO SAPATEADO – Herança do colonizador lusitano. Dança onde cada cavalheiro, depois de bailar em círculo e em conjunto, procura exibir sua capacidade de teatralidade, com exuberantes “ figuras-solo” sapateadas, ao som do rosetear de nazarenas, das quais muitas delas lembravam e imitavam lidas e motivos de campo e de sua origem.
Motivo oriundo do século XVIII quando do nascimento do “gaúcho-do-campo”, em sua atividade birivista tropeira.
Este tema – que é nosso mais antigo tema coreográfico – deu origem à formação do “ciclo do fandanguismo” primitivo rio-grandense, onde aparece posteriormente a dama, formando par.
Retirado de Danças Birivas do Tropeirismo Gaúcho, J.C. Paixão Côrtes
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Danças Birivas
sábado, 20 de noviembre de 2004
O Rochedo de Behistun, Chave de Língua Babilônica
Em 1835, Sir Henry Rawlinson, oficial do exército inglês, notou no
monte Behistun, 322 Kms, ao norderte de Babilônia, na estrada para
Ecbatana e na fronteira de Média, grande rocha isolada, que se erguia
abruptamente 520 ms. Acima da planície, e, na superfície desse
rochedo, num alcantil perpendicular, 132 ms. Acima da estrada, uma
superfície alisada, com gravações. Investigou e descobriu que era uma
inscrição esculpida em 516 a.C. por ordem de Dario, rei da Pérsia,
522-486 a.C., o mesmo Dario sob cujo governo o Templo de Jerusalém
foi reconstruído, como se diz no livro de Esdras, inscrição gravada
no mesmo ano em que o templo foi acabado.
A escrita entalhada, nas línguas persa, elamita e babilônica,
fornecia longo relato das conquistas de Dario e das glórias do seu
reinado. Rawlinson já possuía algum conhecimento da lígua persa e,
entendendo que se tratava de um relato só , em três linguas
diferentes, com admirável pertinácia e em constante perigo de vida,
durante mais de 4 anos galgava o rochedo e, de pé, numa beirada de
uns 30 cms. de largura na parte inferior da inscrição, com o auxílio
de escadas, lançadas de baixo, e de balanços, da parte de cima, tirou
moldes das inscrições.
Em mais 14 anos suas traduções, estavam concluídas. Havia achado a
chave do antigo idioma babilônico, desvendando assim para o mundo os
vastos tesouros da literatura da Babilônia antiga.
Até há poucos anos cria-se, geralmente, que a escrita fora
desconhecida nos primórdios da história do Antigo Testamento. Era
essa uma das bases da teoria da crítica moderna, segundo a qual
alguns livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos
fatos por eles relatados , de sorte que continham apenas tradição
oral. Hoje, porém, a pá dos arqueólogos vem-nos revelar que registros
ESCRITOS de importantes acontecimentos foram feitos desde a alvorada
da história.
A origem Antediluviana da Escrita
Beroso relatou uma tradição, segundo a qual Xisutro, o Noé
Babilônico, enterrou os Sagrados Escritos antes do dilúvio, em placas
de barro cozido, em Sipar, e depois os desenterrou. Havia uma
tradição entre árabes e judeus de que Enoque fora o inventor da
escrita, e que deixara alguns escritos. Antigo rei babilônico deixou
registrado que "gostava de ler os escritos da época do dilúvio."
Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de Nínive, referiu-se a "
escrições de antes do dilúvio".
Livros Antediluvianos
Têm sido encontradas algumas incrições de antes do dilúvio. A placa
pictográfica , encontrada pelo Dr. Langdon em Quis, sob um sedimento
do dilúvio. A sinetes encontrados pelo Dr. Schmidt, em Fara, sob uma
camada sedimentada do dilúvio. O Dr. Woolley achou em Ur sinetes de
antes do dilúvio.
Os sinetes foram as formas mais primitivas de escrita; representavam
o nome de uma pessoa, identificavam uma propriedade, serviam de
assinatura de cartas, contratos, recibos e várias espécies de
escritura. Cada pessoa possuía seu próprio sinete. Este era gravado
em pedacinhos de pedra ou metal pro meio de serras ou brocas
muitíssimo delicada. Usava-se para impressão em placas de barro,
enquanto ainda úmidas.
A Escrita Pictográfica
A escrita aparece pela primeira vez na narrativa bíblica quando Deus
pôs uma " marca " ou "sinal" em Caim. Essa marca representava uma
idéia. Assim, "marcas" , "sinais", "figura" passaram a ser usadas
para registrar idéias , palavras e combinações de palavras. Essas
figuras eram pintadas ou insculpidas em cerâmicas ou placas de barro.
De tal espécie é a escrita nas camadas mais profundas das cidades pré-
históricas da Babilônia. Os escritos mais antigos que se conhecem são
figuras em placas de barro.
O Âmbito Primitivo da Escrita
Parece que a escrita, quando quer que ela tenha sido inventada, foi
usada, a princípio, e por certo tempo, apenas pelos escribas nos
principais centros de população. Quando tribos e famílias migravam de
comunidades sedentárias para novos territórios não colonizados, aí se
desenvolvia, fora da esfera dos fatos anotados, nas nações a
crescerem e a se afastarem sempre das normas conhecidas, tôda espécie
de tradições grosseiras, panteísticas, idolátricas e absurdas,
baseadas no que tinha sido a verdade primitiva.
A Escrita Cuneiforme
A princípio, certa espécie de marca representava uma palavra inteira,
ou uma combinação de palavras. Desenvolvendo-se a arte de escrever,
passou a haver " marcas" que representavam partes de palavras, ou
sílabas. Era este o gênero de escrita em uso da Babilônia no
alvorecer do período histórico. Havia mais de 500 marcas diferentes,
com umas 30.000 combinações. Geralmente, essas marcas se faziam em
tijolos ou placas de barro macio ( úmido ) , medindo de dois a 50
centímentos de comprimentos, uns dois terços de largura, e escritos
de ambos os lados; depois eram secados ao sol ou cozidos no forno.
Por meio dessas inscrições cuneiformes, em placas de barro, é que
chegou até nós a vasta literatura dos primitivos babilônios.
A Escrita Alfabética
Já foi outro avanço: as "marcas " passaram a representar partes de
sílabas , ou letras, forma grandemente simplificada de escrita, na
qual, com 26 marcas diferentes podia-se expressar todas as diferentes
palavras que, no sistema cuneiforme , eram expressar por 500 marcas.
A escrita alfabética começou antes de 1500 a.C,.
Material de Escrita
Palavras tais como " escrita"., "livro", "tinta" são comuns a todos
os ramos da língua semítica , o que parece indicar que a escrita ,
num livro com tinta, devia ser sido conhecida dos primitivos semitas
antes de se separarem nas suas várias raças. Na Babilônia era , o
mais das vezes, em placas de barro que se escrevia. Os egípcios
usavam pedra, peles e papiro. Este, o precursor do papel, fazia-se de
canas de cresciam em brejos, de § a 7 centímetros de diâmetro , e de
3 a 4 m de altura. Tais canas eram abertas em fatias, que se punham
transversalmente, em camadas alternadas; eram umedecidas, prensadas e
reduzidas a folhas, ou rolos, comumente de uns 30 cm de largura, por
30 cm a 3 m de extensão. Algumas vezes se usava cerâmica quebrada
para escrever.
Livros Pré-Abraâmicos
Os centros de população mais antigos, após o dilúvio, como é dito nas
páginas 84 e 85, ficavam na Babilônia (país) , em Quis, Ereque,
Lagás, Acade, Ur, Babilônia (cidade) , Eridu, Nipur, Larsa e Fara.
Nas ruínas destas cidades encontram-se milhares de livros, escritos
em pedra ou em placas de barro, antes da época de Abraão. Cinco dos
mais famosos são aqui apresentados.
A Placa da Fundação de Anipada
É uma placa de mármore, 7 por 10 centímetros. Foi achada por Wooley
(1923) na pedra angular de um templo em Obeide, 6 Km a oeste de
Ur.Tem esta inscrição: Anipada, rei de Ur, filho de Messanipada,
construiu este para sua senhora Nin-Kharsag " (Deusa-Mãe). Essa placa
acha-se agora no Museu Britânico. Uma reprodução sua encontra-se no
Museu da Universidade de Pensilvânia.
A escrição foi proclamada como " O Documento Histórico mais Antigo"
que já se havia descoberto. Uma profusão de placas mais velhas tinha
sido descoberta, mas esse era o REGISTRO ESCRITO mais antigo de um
EVENTO COMTEMPORÂNEO. Assinala a linha divisória, nos anais
babilônicos, entre os períodos "histórico" e "pré-histórico'.
Retrato da Familia de Ur-Nina, o rei de Lagás, seus filhos e servos;
avô de Eanatum, com inscrições explicativas.
Estela de En-hedu-ana, filha de Sargão, com inscrição dizendo que era
sacerdotisa da deusa Lua em Ur.
Estela dos Abutres de Eanatum , Achada em Lagás, por Sarzec. Encontra-
se hoje no Louvre, em Paris. Registra suas vitórias sobre os elamitas
e descreve seu método de combate: comandava seus guerreiros formados
à maneira de cunha, armados de lanças , escudos e capacetes.
Estela de Ur-Namur, Uma lage de pedra calcária, 3,1 m de altura 1,65
m de largura. Achada no piso do Palácio da Justiça , em Ur. Está
agora no Museu da Universidade da Pensilvânia. Descreve a construção
do Zigurate, no auge da glória de Ur. É chamada "Estela dos Anjos
Voadores ", porque se vêem esculpidos anjos que adejam sobre a cabeça
do rei. Tudo isto tem sua relação com a autoria humana dos primeiros
livros da Bíblia. Mostra que a praxe de registrar eventos importantes
era comum desde o alvorecer da história, dando como certo que os
primeiros eventos de livro de Gênesis podiam Ter sido registrados em
documentos contemporâneos, o que é muitíssimo verossímil, tornando
mais e mais crível que, desde o principio, Deus preparou o núcleo de
Sua Palavra e superintendeu a sua transmissão e desenvolvimento
através das eras.
Livros e Bibliotecas da Primitiva Babilônia
A Babilônia foi o berço da raça humana, local do Jardim do Éden,
cenário do começo da história bíblica, centro da área do diluvio, lar
de Adão. Noé e Abraão. Os primórdios de sua história são do mais alto
interêsse para os estudantes da Bíblia.
Situava-se na foz do Tigre, e do Eufrates, media 402 km de extensão,
e 80 km de largura; formara-se de sedimentos aluviais dos dois rios;
terras de pântanos drenados,; de fertilidade incrível ; por muitos
séculos centro de população densa . Hoje , na maior parte, são terras
êrmas.
Acade
Também chamada Sipar, Akkad, Agade, Abu-Haba. Uma das cidades de
Ninrode, Gên. 10:10. Capital do 8.º rei de antes do dilúvio, Capital
do império de Sargão , 48 km a noroeste da Babilônia (cidade) . Um
dos lugares onde as leis de Hamurabi foram colocadas . "Sirpar", um
de seus nomes, significa "Cidade dos Livros"., a indicar que era
famosa por suas bibliotecas. Era a localidade onde, segundo a
tradição , os Sagrados Escritos foram enterrados antes do dilúvio e
depois desenterrados. Suas ruínas foram escavadas por Rassam ( 1881)
e por Scheil (1894) . 60.000 placas foram encontradas, entre as quais
tôda uma biblioteca de 30.000 volumes.
Lagás
Também chamada Telo , Shirpurla. A 80 kms. Ao norte de Ur. Capital de
um dos primeiros reinos de após o dilúvio. Escavada por Sarzec .
Centro de grandes bibliotecas. Encontraram-se mais inscrições aí do
que em qualquer outra parte.
Nipur
Chamou-se também Nufar, Calné . 80 kms. A sudeste de Babilônia (
cidade) . Uma das cidades de Ninrode. Escavada sob os auspícios da
Universidade da Pensilvânia e sob a direção de Peters, Haynes e
Hilprecht, a intervalos, entre 1888 e 1900 , os quais encontraram
50,000 placas com inscrições feitas no 3.º milênio a.C., inclusive
uma biblioteca de 20.000 volumes; arquivos reais ; escolas com
grandes cilindros de consultas montados em estantes giratórias,
dicionários, enciclopédias, obras completas de direito, ciência,
religião e literatura. A figura 9 mostra uma ruína onde se acharam
vastas bibliotecas.
Jemdet Nasr
Cidade anterior ao dilúvio, 40 kms. A nordeste de Babilônia (
cidade) . Destruída por incêndio cêrca de 3500 a.C., nunca foi
reconstruída. Escavada em 1926 pela expedição do Museu Field, da
Universidade de Oxford. Aí o Dr. Langdon encontrou inscrições
pictográficas, que lhe indicaram o primitivo monoteísmo.
O Prisma Dinástico de Weld
O Primeiro Esbôço conhecido da História Universal , Escrito em 2170
a. C. Por um escriba que se assinava Nur-Ninsubur, ao fim da dinastia
de Isin, fornece uma lista inteira de reis desde os primórdios da
raça até aos seus dias, incluindoos 10 reis longevos de antes do
dilúvio. É um belo prisma de barro cozido. Foi conseguido pela
Expedição Weld-Blundell (1922) , em Larsa, poucos kms. Ao norte de
Ur.Acha-se hoje no Museu Ashmoleano de Oxford,. Já existia há mais de
cem anos antes de Abraão, a poucos kms. Do seu lar.
Escritos do Tempo de Abraão
Foi em obeidem uns 7 kms a oeste de Ur, que Wololley achou
o "documento histórico mais antigo . E assim fica-se sabendo que a
comunidade de Abraão fora um centro de cultura literária durante
gerções, antes que o Patriarca nascessse.
O Código de Hamurabi
Foi esta uma das mais importantes descobertas ;arqueológicas que já
se fizeram. Hamurabi, rei da cidade de Babilônia, cuja data parece
ser 1972 - 1750 a.C., é comumente identificado pelos assiriólogos com
o "Anrafel" de Gên . 14 , um dos reis que Abraão perseguiu para
libertar Ló. Foi um dos maiores e mais célebres dos primitivos reis
babilônios.Fez seus ecribas coligir e codificar as leis do seu reino;
e fez que estas se gravassem em pedras para serem erigidas nas
principais cidades. Uma dessas pedras originalmente colocada na
Babilônia , foi achada em 1902, nas ruínas de Susa (levada para lá
por um rei elamita, que saqueara a cidade de Babilônia no século 12
a.C.) por uma expedição francesa dirigida Por M. J. De Morgan. Acha-
se hoje no Museu do Louvre , em Paris. Trata-se de um bloco
lindamente polido de duro e negro diorito, de 2 m 60 cm de altura,
60cm de largura, meio metro de espessura , um tanto oval na forma,
belamente talhado nas quatro faces, com gravações cuneiformes da
língua semito-babilônica ( a mesma que Abraão falava). Consta de
u;mas 4.000 linhas, equivalendo, quanto à matéria , ao volume médio
de um livro da Bíblia ; é a placa cuneiforme mais extensa que já se
descobriu. Representada Hamurabi recebendo as leis das mãos do rei
sol Chamás: leis sobre o culto dos deuses nos templos, a
adminsitração da justiça , impostos, salários, juros, empréstimos de
dinheiro, disputa sobre propriedades, casamento, sociedade comercial,
trabalho em obras públicas, iserção de impostos , construção de
canais, a manutenção dos mesmos, regulamentos de passageiros e
serviços de transporte pelos canais e em caravanas, comércio
internacional e muitos outros assuntos.
Temos aí um livro, escrito em pedra, não uma cópia, mas o próprio
autógrafo original , feito nos dias de Abraão, ainda existente hoje
para testemuunhar não só a favor de u;m sistema bem desenvolvido de
jurisprudência, senão, também , do fato de que já nos dias de Abraão
a capacidade literária do homem havia atingido um grau notável de
adiantamento.
Bibliotecas do Tempo de Abraão
Em Ur, cidade natal de Abraão, em Lagás, Nipur, Sipar, aliás em cada
cidade importante do país de Babilônia, havia , em conexão com
escolas e templos , bibliotecas com milhares de livros : dicionários,
gramáticas, obras de consultas, enciclopédias, anais oficiais,
compêmdios de matemática, astronomia , geografia, religião e
política. Foi aquele um período de grande atividade de literária;
produziu muitas das obras-primas que Assurbanipal mandou que fossem
copiadas por seus escribas, destinadas à sua grande biblioteca em
Nínive.
Quando Abraão visitou o Egito, havia aí , aos milhões, inscrições em
monumentos de pedra, em papiro e pele. Em Canaã, perto de Hebrom,
cidade de Abraão, havia uma cidade chamada "Quiriate-Séfer", que
significa " cidade de escribas", a indicar que seu povo tinha gosto
pelas letras.
Uma Escola do Tempo de Abraão
Em Ur, na camada subterrânea correspondente à época de Abraão Woolley
descobriu uma sala de aulas , com 150 placas de exercícios escolares,
textos sobre matemática, medicina, história e mitologia; uma grande
placa com colunas paralelas, apresentando a conjugação completa de um
verbo sumeriano e seu equivalente em semita; também uma placa com §
diferentes classes de temas verbais, com explicações. Abraão deve Ter
freqüentado uma escola deste tipo.
Abraão e os Escritos Sagrados
Sem dúvida, Abraão recebeu de Sem a história da criação , da queda do
homem e do dilúvio. Ele proprio recebera de Deus uma chamada direita
para tornar-se fundador de uma nação, mediante a qual um dia toda a
raça humana seria abençoada. Vivia numa sociedade de cultura, de
livros e bibliotecas. Reis contemporâneos conservavam os anis de suas
nações nos arquivos dos templos. Abraão era homem de convicções e
qualidades de líder . Por certo deve Ter tirado cópias cuidadosas de
narraçòes e registros recebidos de seus ancestrais; a esses registros
acrescentou a historia de sua própria vida e das promessas que Deus
lhe fizera, em placas de barro, na língua cuneiforme, destinadas ao
anais da nação que ia fundar.
No Egito
Napoleào , em sua expediçào ao Egito (1798), levou consigo u;ma
centena de sábios. Estes trouxeram de volta relatórios que
despertaram o interesse dos homens de ciência . J.G. Wilkinson,
inglês , foi a Tebas, morou ali , e copiou inscrições dos grandes
monumentos (1821-33) . É chamado "Pai da Areuologia Egípcia". E
algumas de suas obras ainda são um padrão de autoridade no assunto.
Lepsius, alemão, produziu (1842) a primeira grande obra científica
sobre arqueologia egípcia. Desde então a iniciativa tem alcançado
proporções enormes.
A pedra de Roseta
É chave de língua egípcia antiga. A língua do antigo Egito era
hieroglífica, escrita de figuras, um símbolo para cada palavra. Pelo
ano 700 a.C. uma forma mais simples de escrita entrou em uso,
chamada "Demótica", mais aproximada do sistema alfabético, e que
continuou com língua do povo até aos tempos dos romanos. No quinto
século d.C. ambas caíram em desuso e foram esquecidas . De sorte que
tais inscrições se tornaram ininteligíveis, até que se achou a chave
de sua tradução. Essa chave foi a Pedra de Roseta.
Achou-a. M. Boussard, um dos sábios franceses Qua acompanharam
Napoleão ao Egito ( 1799), numa cidade sobre a foz mais ocidental do
Nilo , chamada Roseta. Encontra-se joje no Museu Britânico . É de
granito negro, cerca de 1,30 m de altura, 80 cm de largura , 30 de
espessura, com três incrições, uma acima da outra, em grego, egípcio
demótico e egípcio hieroglifico. O grego era conhecido . Tratava-se
de um decreto de Ptolomeu V, Epífanes, feito em 196 a. C., nas três
línguas usadas então em todo o pais, para ser colocado em várias
cidades. Um sábio francês, de nome Champollion, depois de quatro anos
(1818-22) de trabalho meticuloso e paciente, comparando os valores
conhecidos das letras gregas com os caracteres egípcios
desconhecidos, conseguiu deslindar os mistérios da língua egípcia
antiga.
A atividade Literária do Antigo Egito
Durante mil anos antes dos dias de Moisés, a profissão das letras já
era importante n ao só em Babilônia como também no Egito. Tudo o que
era de valor , era registrado. No Egito escrevia-se em pedra, pele e
papiro. Usava-se pele ao tempo da 4.ª dinastia. As proezas de tutmés
III (1500 a.C.), na Palestina, foram registradas em rolos de velo
muito delicado. Já na época de 3000 a.C. empregava-se o papiro. Mas
os registros em pedra eram os mais duráveis; cada Faraó tinha os
anais do seu reinado insculpidos nas paredes do seu palácio e em
monumentos. Havia amplas bibliotecas de documentos do governo; e
fartura de monumentos recobertos de inscrições requintadas. A.Fig. 14
mostra inscrições na base do famoso Obelisco da Rainha Hatsepsute, em
Tebas . A Fig. 15 é a estátua de u;m escriba profissional dia §ª
dinastia, séculos antes de Moisés nascer.
As Placas de Tel-el-Amarna
Em 1888 acharam-se nas ruínas de Amarna, a meio caminho de Mênfis a
Tebas, umas quatrocentas placas de barro, que tinham sido parte dos
arquivos reais de Amenotepe III e Amenotepe IV , os quais reinaram em
1400 a.C. mais ou menos. A maior parte dessas placas acha-se hoje nos
Museus de Londres e do Cairo. Medem de § a 8 cm de largura por 8 a 23
de comprimento, contendo inscrições de ambos os lados. Contêm
correspondência oficial de vários reis da Palestina e Síria, escrita
no sistema cuneiforme babilônico, para esses dois Faraós do Egito.
Quanto do volume Gênesis e Êxodo juntos . Tal como a placa de pedra
de Hamurabi, constituem uma das mais importantes descobertas
arqueológicas dos últimos tempos.
Na Palestina e Regiões Vizinhas
Quantidades enormes de inscrições cuneiformes da antiga Babilônia e
incrições hieroglíficas do antigo Egito têm sido descobertas, porém,
poucas, compratativamente, da antiga Palestina . Tem sido isto uma
das bases para a teoria da crítica moderna de que muitos dos livros
do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos acontecimentos
neles referidos, e, assim , encerram em si apenas tradição oral. Pode
Ter havido muitas razões pelas quais os reis hebreus não erigiam
grande número de monumentos com inscrições que perpetuassem sua
gloria, como os outros fizeram. Contudo , nos ultimos tempos,
apareceram muitas evidências de que os hebreus eram um povo que sabia
escrever.
Siquém. Aqui, Sellin achou placas cuneiformes cananéias do período
pré-israelita, documentos particulares, indicativos de que o comum do
povo conhecia e usava a escrita.
O Mais Primitivo Escrito Alfabético. Num templo semita, em Serabite,
próximo às minas de turquesas, no Sinai , Flinders Petrie, em 1905,
achou juntamente com inscrições hieroglíficas egípcias, uma inscrição
em linguagem alfabética, o mais primitivo escrito alfabético que se
conhece, feito aproximadamente em 1500 a.C. Isto aconteceu na região
onde Moisés passou 40 anos , e essa inscrição foi feita uns poucos
anos antes de Moisés.
Gezer. Aqui Garstang (1929) achou uma asa de jarro do período 2000
16000 a.C., com inscrição em letras da escrita sinaítica, indicando
assim que a escrita em alfabeto sinaítico, já nesse tempo, se usava
na Palestina.
Bete-Semes. O Prof. Elihu Grant, da Exedição Arqueológica do
Haberford College (1930),encontrou aí um fragmento de jarro de barro,
de cerca de 1800 a.C., usado como memorando, com cinco linhas no
sistema alfabético semítico, à tinta, similar à escrita sinaítica.
Laquis. Aí, em 1934 , J.L. Starkey , da Expedição Arqueológica
Wellcome, achou um jarro para água com inscriçào, datando de cerca de
15000 a.C., no mesmo sistema alfabético sinaítico . Laquis foi uma
das cidades que Josué destruiu ao tempo em que "o sol se deteve"., e
aí está um livro , escrito em cerâmica , desta cidade antes de ser
destruida por Josué.
Ras Shamra (Ugarite),ao norte de sidom, perto de antioquia, cidade
fenícia, porto de mar ligado o Eufrates ao Mediterrâneo, onde
civilizações se encontravam e se misturavam . Uma Expedição francesa,
em 1929, encontrou aí uma Biblioteca de templo, escola de escribas,
espécie de seminário teológico , com quantidade enormes de placas ,
dicionários e obras de consultas em 8 línguas; babilônio , hebraico,
egípcio, hitita, sumeriano antigo, algumas línguas desconhecidas, a
escrita sinaítica e um alfabeto de 27 letras muito mais antido do que
outro qualquer que se conheça; muitos datando do meado do segundo
milênio a.C.
Boghaz Jeui, na Ásia Menor , primitivo centro hitita. Achou-se aí
u;ma biblioteca em cuneiforme e outras placas, classificadas e
dispostas em compartimentos de arquivo; em sumeriano, acadiano,
hitita , midianita e outras linguas, com algumas placas bilíngües em
cuneiforeme e hitita. Assim sendo, é certo que a escrita era de uso
comum na Palestina, Sinai, S;iria e Fenícia durante séculos antes de
Moisés. O Dr. W.F. Albright, principal autoridade em arqueologia
palestinense, diz " Só uma pessoa muito ignorante pode propor hoje a
idéia de que a escrita ( em muitas formas ) não era conhecida na
Palestina e regiões imediatamente circunvizinhas durante todo o
segundo milênio a.C.," (Boletim n.º 60 das Escolas
Americanas de Pesquisas Orientais, dez. 1935 ). Em face disto , não
há razão para que os eventos dos primeiros livros da Bíblia deixassem
de ser registrados por seus contemporâneos. Por que, então se
perderam esses registros, enquanto vastas quantidades de registros
egípcios e babilônicos foram preservados ? Por causa da naturzea
deteriorável do material usado na escrita: papiro e pele. No Egito
também , os registros escritos em papiro e pele, com poucas exceções,
se deterioraram. O Pentateuco, mesmo se tivesse sido escrito
originalmente em placas de cuneiforem, como alguns têm sugerido , foi
logo transliterado para o hebraico e copiado em peles. Os dez
mandam;entos, nucleo da Lei, foram gravados em pedras, mas o resto
foi escrito em "livros", Êx. 17 14. Assim, logo cedo os hebreus
tomaram o hábito de empregar peles e papiro, que tinham de ser
copiados de novo, quando as cópias mais velhas se estragavam pelo
uso. A Autoria do Pentateuco A opinião tradicional é a de que Moisés
escreveu o Pentateuco substancialmente como o possuímos, exceto
poucos versos do final , onde se relata a sua morte, e interpolações
ocasionais feitas por copistas, para efeito de elucidação , e que é
fiel à verdade histórica.
A opinião da crítica moderna é a de que se trata de uma obra
heterogênea, produto de várias escolas de sacerdotes, feita desde o
8.º século a.C., com objetivos sectaristas, baseada em tradições
orais, sendo os principais documentos chamados "J" , "E" E "P" .
Embora os críticos, entre si , divirjam largamente quanto às secções
que devam ser atribuídas a cada um desses documentos, apresentam a
teoria capciosamente como sendo "o resultado certo" a que
chegaram "eruditos modernos" . Segundo esse parecer, não se trata de
história verdadeira, porém de uma "colcha de retalhos, coletados de
um saco de farrapos de lendas esparsas". Que Diz a Arqueologia ? A
Arqueologia , ultimamente, vem falando tão alto que está causando uma
reação decidida em prol do ponto de vista conservador. A teoria de
que a escrita era desconhecida nos dias de Moisés já foi pelos ares,
de modo completo . E cada ano, no Egito, Palestina e Mesopotâmia,
estão se excavando evidências, tanto em inscrições como em camadas de
terra , de que as narrativas do Antigo Testamento tratam de
verdadeiros fatos históricos. E os "eruditos" decididamente, estão
tomando atitude de maior respeito para com a tradição referente à
autoria de Moisés. O Mínimo que se Comprova : Moisés podia Ter
escrito o Pentateuco. Instruiu-se no palácio de Faraó; foi educado em
toda a ciência dos egípcios", a qual incluía a profissão das letras .
Provavelmente ele conhecia mais acerca da história universal anterior
do que qualquer pessoa hoje. Foi líder e organizador de um movimento
que ele cria ser de imensa importância para todas as gerações
futuras. Seria ele tão ESTÚPIDO para confiar os anais e princípios do
seu movimento unicamente à TRANSMISSÃO ORAL ? Moisés de fato, fez uso
da escrita . Quanto as Gênesis, parece que ele usou registros que
vieram de gerações anteriores. Quanto a Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio, todos estes se relacionavam com a própria vida dele e,
sem dúvida, foram escritos sob sua direção pessoal.Os fenômenos da
estratificação no relato se explicam abundantemente.
monte Behistun, 322 Kms, ao norderte de Babilônia, na estrada para
Ecbatana e na fronteira de Média, grande rocha isolada, que se erguia
abruptamente 520 ms. Acima da planície, e, na superfície desse
rochedo, num alcantil perpendicular, 132 ms. Acima da estrada, uma
superfície alisada, com gravações. Investigou e descobriu que era uma
inscrição esculpida em 516 a.C. por ordem de Dario, rei da Pérsia,
522-486 a.C., o mesmo Dario sob cujo governo o Templo de Jerusalém
foi reconstruído, como se diz no livro de Esdras, inscrição gravada
no mesmo ano em que o templo foi acabado.
A escrita entalhada, nas línguas persa, elamita e babilônica,
fornecia longo relato das conquistas de Dario e das glórias do seu
reinado. Rawlinson já possuía algum conhecimento da lígua persa e,
entendendo que se tratava de um relato só , em três linguas
diferentes, com admirável pertinácia e em constante perigo de vida,
durante mais de 4 anos galgava o rochedo e, de pé, numa beirada de
uns 30 cms. de largura na parte inferior da inscrição, com o auxílio
de escadas, lançadas de baixo, e de balanços, da parte de cima, tirou
moldes das inscrições.
Em mais 14 anos suas traduções, estavam concluídas. Havia achado a
chave do antigo idioma babilônico, desvendando assim para o mundo os
vastos tesouros da literatura da Babilônia antiga.
Até há poucos anos cria-se, geralmente, que a escrita fora
desconhecida nos primórdios da história do Antigo Testamento. Era
essa uma das bases da teoria da crítica moderna, segundo a qual
alguns livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos
fatos por eles relatados , de sorte que continham apenas tradição
oral. Hoje, porém, a pá dos arqueólogos vem-nos revelar que registros
ESCRITOS de importantes acontecimentos foram feitos desde a alvorada
da história.
A origem Antediluviana da Escrita
Beroso relatou uma tradição, segundo a qual Xisutro, o Noé
Babilônico, enterrou os Sagrados Escritos antes do dilúvio, em placas
de barro cozido, em Sipar, e depois os desenterrou. Havia uma
tradição entre árabes e judeus de que Enoque fora o inventor da
escrita, e que deixara alguns escritos. Antigo rei babilônico deixou
registrado que "gostava de ler os escritos da época do dilúvio."
Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de Nínive, referiu-se a "
escrições de antes do dilúvio".
Livros Antediluvianos
Têm sido encontradas algumas incrições de antes do dilúvio. A placa
pictográfica , encontrada pelo Dr. Langdon em Quis, sob um sedimento
do dilúvio. A sinetes encontrados pelo Dr. Schmidt, em Fara, sob uma
camada sedimentada do dilúvio. O Dr. Woolley achou em Ur sinetes de
antes do dilúvio.
Os sinetes foram as formas mais primitivas de escrita; representavam
o nome de uma pessoa, identificavam uma propriedade, serviam de
assinatura de cartas, contratos, recibos e várias espécies de
escritura. Cada pessoa possuía seu próprio sinete. Este era gravado
em pedacinhos de pedra ou metal pro meio de serras ou brocas
muitíssimo delicada. Usava-se para impressão em placas de barro,
enquanto ainda úmidas.
A Escrita Pictográfica
A escrita aparece pela primeira vez na narrativa bíblica quando Deus
pôs uma " marca " ou "sinal" em Caim. Essa marca representava uma
idéia. Assim, "marcas" , "sinais", "figura" passaram a ser usadas
para registrar idéias , palavras e combinações de palavras. Essas
figuras eram pintadas ou insculpidas em cerâmicas ou placas de barro.
De tal espécie é a escrita nas camadas mais profundas das cidades pré-
históricas da Babilônia. Os escritos mais antigos que se conhecem são
figuras em placas de barro.
O Âmbito Primitivo da Escrita
Parece que a escrita, quando quer que ela tenha sido inventada, foi
usada, a princípio, e por certo tempo, apenas pelos escribas nos
principais centros de população. Quando tribos e famílias migravam de
comunidades sedentárias para novos territórios não colonizados, aí se
desenvolvia, fora da esfera dos fatos anotados, nas nações a
crescerem e a se afastarem sempre das normas conhecidas, tôda espécie
de tradições grosseiras, panteísticas, idolátricas e absurdas,
baseadas no que tinha sido a verdade primitiva.
A Escrita Cuneiforme
A princípio, certa espécie de marca representava uma palavra inteira,
ou uma combinação de palavras. Desenvolvendo-se a arte de escrever,
passou a haver " marcas" que representavam partes de palavras, ou
sílabas. Era este o gênero de escrita em uso da Babilônia no
alvorecer do período histórico. Havia mais de 500 marcas diferentes,
com umas 30.000 combinações. Geralmente, essas marcas se faziam em
tijolos ou placas de barro macio ( úmido ) , medindo de dois a 50
centímentos de comprimentos, uns dois terços de largura, e escritos
de ambos os lados; depois eram secados ao sol ou cozidos no forno.
Por meio dessas inscrições cuneiformes, em placas de barro, é que
chegou até nós a vasta literatura dos primitivos babilônios.
A Escrita Alfabética
Já foi outro avanço: as "marcas " passaram a representar partes de
sílabas , ou letras, forma grandemente simplificada de escrita, na
qual, com 26 marcas diferentes podia-se expressar todas as diferentes
palavras que, no sistema cuneiforme , eram expressar por 500 marcas.
A escrita alfabética começou antes de 1500 a.C,.
Material de Escrita
Palavras tais como " escrita"., "livro", "tinta" são comuns a todos
os ramos da língua semítica , o que parece indicar que a escrita ,
num livro com tinta, devia ser sido conhecida dos primitivos semitas
antes de se separarem nas suas várias raças. Na Babilônia era , o
mais das vezes, em placas de barro que se escrevia. Os egípcios
usavam pedra, peles e papiro. Este, o precursor do papel, fazia-se de
canas de cresciam em brejos, de § a 7 centímetros de diâmetro , e de
3 a 4 m de altura. Tais canas eram abertas em fatias, que se punham
transversalmente, em camadas alternadas; eram umedecidas, prensadas e
reduzidas a folhas, ou rolos, comumente de uns 30 cm de largura, por
30 cm a 3 m de extensão. Algumas vezes se usava cerâmica quebrada
para escrever.
Livros Pré-Abraâmicos
Os centros de população mais antigos, após o dilúvio, como é dito nas
páginas 84 e 85, ficavam na Babilônia (país) , em Quis, Ereque,
Lagás, Acade, Ur, Babilônia (cidade) , Eridu, Nipur, Larsa e Fara.
Nas ruínas destas cidades encontram-se milhares de livros, escritos
em pedra ou em placas de barro, antes da época de Abraão. Cinco dos
mais famosos são aqui apresentados.
A Placa da Fundação de Anipada
É uma placa de mármore, 7 por 10 centímetros. Foi achada por Wooley
(1923) na pedra angular de um templo em Obeide, 6 Km a oeste de
Ur.Tem esta inscrição: Anipada, rei de Ur, filho de Messanipada,
construiu este para sua senhora Nin-Kharsag " (Deusa-Mãe). Essa placa
acha-se agora no Museu Britânico. Uma reprodução sua encontra-se no
Museu da Universidade de Pensilvânia.
A escrição foi proclamada como " O Documento Histórico mais Antigo"
que já se havia descoberto. Uma profusão de placas mais velhas tinha
sido descoberta, mas esse era o REGISTRO ESCRITO mais antigo de um
EVENTO COMTEMPORÂNEO. Assinala a linha divisória, nos anais
babilônicos, entre os períodos "histórico" e "pré-histórico'.
Retrato da Familia de Ur-Nina, o rei de Lagás, seus filhos e servos;
avô de Eanatum, com inscrições explicativas.
Estela de En-hedu-ana, filha de Sargão, com inscrição dizendo que era
sacerdotisa da deusa Lua em Ur.
Estela dos Abutres de Eanatum , Achada em Lagás, por Sarzec. Encontra-
se hoje no Louvre, em Paris. Registra suas vitórias sobre os elamitas
e descreve seu método de combate: comandava seus guerreiros formados
à maneira de cunha, armados de lanças , escudos e capacetes.
Estela de Ur-Namur, Uma lage de pedra calcária, 3,1 m de altura 1,65
m de largura. Achada no piso do Palácio da Justiça , em Ur. Está
agora no Museu da Universidade da Pensilvânia. Descreve a construção
do Zigurate, no auge da glória de Ur. É chamada "Estela dos Anjos
Voadores ", porque se vêem esculpidos anjos que adejam sobre a cabeça
do rei. Tudo isto tem sua relação com a autoria humana dos primeiros
livros da Bíblia. Mostra que a praxe de registrar eventos importantes
era comum desde o alvorecer da história, dando como certo que os
primeiros eventos de livro de Gênesis podiam Ter sido registrados em
documentos contemporâneos, o que é muitíssimo verossímil, tornando
mais e mais crível que, desde o principio, Deus preparou o núcleo de
Sua Palavra e superintendeu a sua transmissão e desenvolvimento
através das eras.
Livros e Bibliotecas da Primitiva Babilônia
A Babilônia foi o berço da raça humana, local do Jardim do Éden,
cenário do começo da história bíblica, centro da área do diluvio, lar
de Adão. Noé e Abraão. Os primórdios de sua história são do mais alto
interêsse para os estudantes da Bíblia.
Situava-se na foz do Tigre, e do Eufrates, media 402 km de extensão,
e 80 km de largura; formara-se de sedimentos aluviais dos dois rios;
terras de pântanos drenados,; de fertilidade incrível ; por muitos
séculos centro de população densa . Hoje , na maior parte, são terras
êrmas.
Acade
Também chamada Sipar, Akkad, Agade, Abu-Haba. Uma das cidades de
Ninrode, Gên. 10:10. Capital do 8.º rei de antes do dilúvio, Capital
do império de Sargão , 48 km a noroeste da Babilônia (cidade) . Um
dos lugares onde as leis de Hamurabi foram colocadas . "Sirpar", um
de seus nomes, significa "Cidade dos Livros"., a indicar que era
famosa por suas bibliotecas. Era a localidade onde, segundo a
tradição , os Sagrados Escritos foram enterrados antes do dilúvio e
depois desenterrados. Suas ruínas foram escavadas por Rassam ( 1881)
e por Scheil (1894) . 60.000 placas foram encontradas, entre as quais
tôda uma biblioteca de 30.000 volumes.
Lagás
Também chamada Telo , Shirpurla. A 80 kms. Ao norte de Ur. Capital de
um dos primeiros reinos de após o dilúvio. Escavada por Sarzec .
Centro de grandes bibliotecas. Encontraram-se mais inscrições aí do
que em qualquer outra parte.
Nipur
Chamou-se também Nufar, Calné . 80 kms. A sudeste de Babilônia (
cidade) . Uma das cidades de Ninrode. Escavada sob os auspícios da
Universidade da Pensilvânia e sob a direção de Peters, Haynes e
Hilprecht, a intervalos, entre 1888 e 1900 , os quais encontraram
50,000 placas com inscrições feitas no 3.º milênio a.C., inclusive
uma biblioteca de 20.000 volumes; arquivos reais ; escolas com
grandes cilindros de consultas montados em estantes giratórias,
dicionários, enciclopédias, obras completas de direito, ciência,
religião e literatura. A figura 9 mostra uma ruína onde se acharam
vastas bibliotecas.
Jemdet Nasr
Cidade anterior ao dilúvio, 40 kms. A nordeste de Babilônia (
cidade) . Destruída por incêndio cêrca de 3500 a.C., nunca foi
reconstruída. Escavada em 1926 pela expedição do Museu Field, da
Universidade de Oxford. Aí o Dr. Langdon encontrou inscrições
pictográficas, que lhe indicaram o primitivo monoteísmo.
O Prisma Dinástico de Weld
O Primeiro Esbôço conhecido da História Universal , Escrito em 2170
a. C. Por um escriba que se assinava Nur-Ninsubur, ao fim da dinastia
de Isin, fornece uma lista inteira de reis desde os primórdios da
raça até aos seus dias, incluindoos 10 reis longevos de antes do
dilúvio. É um belo prisma de barro cozido. Foi conseguido pela
Expedição Weld-Blundell (1922) , em Larsa, poucos kms. Ao norte de
Ur.Acha-se hoje no Museu Ashmoleano de Oxford,. Já existia há mais de
cem anos antes de Abraão, a poucos kms. Do seu lar.
Escritos do Tempo de Abraão
Foi em obeidem uns 7 kms a oeste de Ur, que Wololley achou
o "documento histórico mais antigo . E assim fica-se sabendo que a
comunidade de Abraão fora um centro de cultura literária durante
gerções, antes que o Patriarca nascessse.
O Código de Hamurabi
Foi esta uma das mais importantes descobertas ;arqueológicas que já
se fizeram. Hamurabi, rei da cidade de Babilônia, cuja data parece
ser 1972 - 1750 a.C., é comumente identificado pelos assiriólogos com
o "Anrafel" de Gên . 14 , um dos reis que Abraão perseguiu para
libertar Ló. Foi um dos maiores e mais célebres dos primitivos reis
babilônios.Fez seus ecribas coligir e codificar as leis do seu reino;
e fez que estas se gravassem em pedras para serem erigidas nas
principais cidades. Uma dessas pedras originalmente colocada na
Babilônia , foi achada em 1902, nas ruínas de Susa (levada para lá
por um rei elamita, que saqueara a cidade de Babilônia no século 12
a.C.) por uma expedição francesa dirigida Por M. J. De Morgan. Acha-
se hoje no Museu do Louvre , em Paris. Trata-se de um bloco
lindamente polido de duro e negro diorito, de 2 m 60 cm de altura,
60cm de largura, meio metro de espessura , um tanto oval na forma,
belamente talhado nas quatro faces, com gravações cuneiformes da
língua semito-babilônica ( a mesma que Abraão falava). Consta de
u;mas 4.000 linhas, equivalendo, quanto à matéria , ao volume médio
de um livro da Bíblia ; é a placa cuneiforme mais extensa que já se
descobriu. Representada Hamurabi recebendo as leis das mãos do rei
sol Chamás: leis sobre o culto dos deuses nos templos, a
adminsitração da justiça , impostos, salários, juros, empréstimos de
dinheiro, disputa sobre propriedades, casamento, sociedade comercial,
trabalho em obras públicas, iserção de impostos , construção de
canais, a manutenção dos mesmos, regulamentos de passageiros e
serviços de transporte pelos canais e em caravanas, comércio
internacional e muitos outros assuntos.
Temos aí um livro, escrito em pedra, não uma cópia, mas o próprio
autógrafo original , feito nos dias de Abraão, ainda existente hoje
para testemuunhar não só a favor de u;m sistema bem desenvolvido de
jurisprudência, senão, também , do fato de que já nos dias de Abraão
a capacidade literária do homem havia atingido um grau notável de
adiantamento.
Bibliotecas do Tempo de Abraão
Em Ur, cidade natal de Abraão, em Lagás, Nipur, Sipar, aliás em cada
cidade importante do país de Babilônia, havia , em conexão com
escolas e templos , bibliotecas com milhares de livros : dicionários,
gramáticas, obras de consultas, enciclopédias, anais oficiais,
compêmdios de matemática, astronomia , geografia, religião e
política. Foi aquele um período de grande atividade de literária;
produziu muitas das obras-primas que Assurbanipal mandou que fossem
copiadas por seus escribas, destinadas à sua grande biblioteca em
Nínive.
Quando Abraão visitou o Egito, havia aí , aos milhões, inscrições em
monumentos de pedra, em papiro e pele. Em Canaã, perto de Hebrom,
cidade de Abraão, havia uma cidade chamada "Quiriate-Séfer", que
significa " cidade de escribas", a indicar que seu povo tinha gosto
pelas letras.
Uma Escola do Tempo de Abraão
Em Ur, na camada subterrânea correspondente à época de Abraão Woolley
descobriu uma sala de aulas , com 150 placas de exercícios escolares,
textos sobre matemática, medicina, história e mitologia; uma grande
placa com colunas paralelas, apresentando a conjugação completa de um
verbo sumeriano e seu equivalente em semita; também uma placa com §
diferentes classes de temas verbais, com explicações. Abraão deve Ter
freqüentado uma escola deste tipo.
Abraão e os Escritos Sagrados
Sem dúvida, Abraão recebeu de Sem a história da criação , da queda do
homem e do dilúvio. Ele proprio recebera de Deus uma chamada direita
para tornar-se fundador de uma nação, mediante a qual um dia toda a
raça humana seria abençoada. Vivia numa sociedade de cultura, de
livros e bibliotecas. Reis contemporâneos conservavam os anis de suas
nações nos arquivos dos templos. Abraão era homem de convicções e
qualidades de líder . Por certo deve Ter tirado cópias cuidadosas de
narraçòes e registros recebidos de seus ancestrais; a esses registros
acrescentou a historia de sua própria vida e das promessas que Deus
lhe fizera, em placas de barro, na língua cuneiforme, destinadas ao
anais da nação que ia fundar.
No Egito
Napoleào , em sua expediçào ao Egito (1798), levou consigo u;ma
centena de sábios. Estes trouxeram de volta relatórios que
despertaram o interesse dos homens de ciência . J.G. Wilkinson,
inglês , foi a Tebas, morou ali , e copiou inscrições dos grandes
monumentos (1821-33) . É chamado "Pai da Areuologia Egípcia". E
algumas de suas obras ainda são um padrão de autoridade no assunto.
Lepsius, alemão, produziu (1842) a primeira grande obra científica
sobre arqueologia egípcia. Desde então a iniciativa tem alcançado
proporções enormes.
A pedra de Roseta
É chave de língua egípcia antiga. A língua do antigo Egito era
hieroglífica, escrita de figuras, um símbolo para cada palavra. Pelo
ano 700 a.C. uma forma mais simples de escrita entrou em uso,
chamada "Demótica", mais aproximada do sistema alfabético, e que
continuou com língua do povo até aos tempos dos romanos. No quinto
século d.C. ambas caíram em desuso e foram esquecidas . De sorte que
tais inscrições se tornaram ininteligíveis, até que se achou a chave
de sua tradução. Essa chave foi a Pedra de Roseta.
Achou-a. M. Boussard, um dos sábios franceses Qua acompanharam
Napoleão ao Egito ( 1799), numa cidade sobre a foz mais ocidental do
Nilo , chamada Roseta. Encontra-se joje no Museu Britânico . É de
granito negro, cerca de 1,30 m de altura, 80 cm de largura , 30 de
espessura, com três incrições, uma acima da outra, em grego, egípcio
demótico e egípcio hieroglifico. O grego era conhecido . Tratava-se
de um decreto de Ptolomeu V, Epífanes, feito em 196 a. C., nas três
línguas usadas então em todo o pais, para ser colocado em várias
cidades. Um sábio francês, de nome Champollion, depois de quatro anos
(1818-22) de trabalho meticuloso e paciente, comparando os valores
conhecidos das letras gregas com os caracteres egípcios
desconhecidos, conseguiu deslindar os mistérios da língua egípcia
antiga.
A atividade Literária do Antigo Egito
Durante mil anos antes dos dias de Moisés, a profissão das letras já
era importante n ao só em Babilônia como também no Egito. Tudo o que
era de valor , era registrado. No Egito escrevia-se em pedra, pele e
papiro. Usava-se pele ao tempo da 4.ª dinastia. As proezas de tutmés
III (1500 a.C.), na Palestina, foram registradas em rolos de velo
muito delicado. Já na época de 3000 a.C. empregava-se o papiro. Mas
os registros em pedra eram os mais duráveis; cada Faraó tinha os
anais do seu reinado insculpidos nas paredes do seu palácio e em
monumentos. Havia amplas bibliotecas de documentos do governo; e
fartura de monumentos recobertos de inscrições requintadas. A.Fig. 14
mostra inscrições na base do famoso Obelisco da Rainha Hatsepsute, em
Tebas . A Fig. 15 é a estátua de u;m escriba profissional dia §ª
dinastia, séculos antes de Moisés nascer.
As Placas de Tel-el-Amarna
Em 1888 acharam-se nas ruínas de Amarna, a meio caminho de Mênfis a
Tebas, umas quatrocentas placas de barro, que tinham sido parte dos
arquivos reais de Amenotepe III e Amenotepe IV , os quais reinaram em
1400 a.C. mais ou menos. A maior parte dessas placas acha-se hoje nos
Museus de Londres e do Cairo. Medem de § a 8 cm de largura por 8 a 23
de comprimento, contendo inscrições de ambos os lados. Contêm
correspondência oficial de vários reis da Palestina e Síria, escrita
no sistema cuneiforme babilônico, para esses dois Faraós do Egito.
Quanto do volume Gênesis e Êxodo juntos . Tal como a placa de pedra
de Hamurabi, constituem uma das mais importantes descobertas
arqueológicas dos últimos tempos.
Na Palestina e Regiões Vizinhas
Quantidades enormes de inscrições cuneiformes da antiga Babilônia e
incrições hieroglíficas do antigo Egito têm sido descobertas, porém,
poucas, compratativamente, da antiga Palestina . Tem sido isto uma
das bases para a teoria da crítica moderna de que muitos dos livros
do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos acontecimentos
neles referidos, e, assim , encerram em si apenas tradição oral. Pode
Ter havido muitas razões pelas quais os reis hebreus não erigiam
grande número de monumentos com inscrições que perpetuassem sua
gloria, como os outros fizeram. Contudo , nos ultimos tempos,
apareceram muitas evidências de que os hebreus eram um povo que sabia
escrever.
Siquém. Aqui, Sellin achou placas cuneiformes cananéias do período
pré-israelita, documentos particulares, indicativos de que o comum do
povo conhecia e usava a escrita.
O Mais Primitivo Escrito Alfabético. Num templo semita, em Serabite,
próximo às minas de turquesas, no Sinai , Flinders Petrie, em 1905,
achou juntamente com inscrições hieroglíficas egípcias, uma inscrição
em linguagem alfabética, o mais primitivo escrito alfabético que se
conhece, feito aproximadamente em 1500 a.C. Isto aconteceu na região
onde Moisés passou 40 anos , e essa inscrição foi feita uns poucos
anos antes de Moisés.
Gezer. Aqui Garstang (1929) achou uma asa de jarro do período 2000
16000 a.C., com inscrição em letras da escrita sinaítica, indicando
assim que a escrita em alfabeto sinaítico, já nesse tempo, se usava
na Palestina.
Bete-Semes. O Prof. Elihu Grant, da Exedição Arqueológica do
Haberford College (1930),encontrou aí um fragmento de jarro de barro,
de cerca de 1800 a.C., usado como memorando, com cinco linhas no
sistema alfabético semítico, à tinta, similar à escrita sinaítica.
Laquis. Aí, em 1934 , J.L. Starkey , da Expedição Arqueológica
Wellcome, achou um jarro para água com inscriçào, datando de cerca de
15000 a.C., no mesmo sistema alfabético sinaítico . Laquis foi uma
das cidades que Josué destruiu ao tempo em que "o sol se deteve"., e
aí está um livro , escrito em cerâmica , desta cidade antes de ser
destruida por Josué.
Ras Shamra (Ugarite),ao norte de sidom, perto de antioquia, cidade
fenícia, porto de mar ligado o Eufrates ao Mediterrâneo, onde
civilizações se encontravam e se misturavam . Uma Expedição francesa,
em 1929, encontrou aí uma Biblioteca de templo, escola de escribas,
espécie de seminário teológico , com quantidade enormes de placas ,
dicionários e obras de consultas em 8 línguas; babilônio , hebraico,
egípcio, hitita, sumeriano antigo, algumas línguas desconhecidas, a
escrita sinaítica e um alfabeto de 27 letras muito mais antido do que
outro qualquer que se conheça; muitos datando do meado do segundo
milênio a.C.
Boghaz Jeui, na Ásia Menor , primitivo centro hitita. Achou-se aí
u;ma biblioteca em cuneiforme e outras placas, classificadas e
dispostas em compartimentos de arquivo; em sumeriano, acadiano,
hitita , midianita e outras linguas, com algumas placas bilíngües em
cuneiforeme e hitita. Assim sendo, é certo que a escrita era de uso
comum na Palestina, Sinai, S;iria e Fenícia durante séculos antes de
Moisés. O Dr. W.F. Albright, principal autoridade em arqueologia
palestinense, diz " Só uma pessoa muito ignorante pode propor hoje a
idéia de que a escrita ( em muitas formas ) não era conhecida na
Palestina e regiões imediatamente circunvizinhas durante todo o
segundo milênio a.C.," (Boletim n.º 60 das Escolas
Americanas de Pesquisas Orientais, dez. 1935 ). Em face disto , não
há razão para que os eventos dos primeiros livros da Bíblia deixassem
de ser registrados por seus contemporâneos. Por que, então se
perderam esses registros, enquanto vastas quantidades de registros
egípcios e babilônicos foram preservados ? Por causa da naturzea
deteriorável do material usado na escrita: papiro e pele. No Egito
também , os registros escritos em papiro e pele, com poucas exceções,
se deterioraram. O Pentateuco, mesmo se tivesse sido escrito
originalmente em placas de cuneiforem, como alguns têm sugerido , foi
logo transliterado para o hebraico e copiado em peles. Os dez
mandam;entos, nucleo da Lei, foram gravados em pedras, mas o resto
foi escrito em "livros", Êx. 17 14. Assim, logo cedo os hebreus
tomaram o hábito de empregar peles e papiro, que tinham de ser
copiados de novo, quando as cópias mais velhas se estragavam pelo
uso. A Autoria do Pentateuco A opinião tradicional é a de que Moisés
escreveu o Pentateuco substancialmente como o possuímos, exceto
poucos versos do final , onde se relata a sua morte, e interpolações
ocasionais feitas por copistas, para efeito de elucidação , e que é
fiel à verdade histórica.
A opinião da crítica moderna é a de que se trata de uma obra
heterogênea, produto de várias escolas de sacerdotes, feita desde o
8.º século a.C., com objetivos sectaristas, baseada em tradições
orais, sendo os principais documentos chamados "J" , "E" E "P" .
Embora os críticos, entre si , divirjam largamente quanto às secções
que devam ser atribuídas a cada um desses documentos, apresentam a
teoria capciosamente como sendo "o resultado certo" a que
chegaram "eruditos modernos" . Segundo esse parecer, não se trata de
história verdadeira, porém de uma "colcha de retalhos, coletados de
um saco de farrapos de lendas esparsas". Que Diz a Arqueologia ? A
Arqueologia , ultimamente, vem falando tão alto que está causando uma
reação decidida em prol do ponto de vista conservador. A teoria de
que a escrita era desconhecida nos dias de Moisés já foi pelos ares,
de modo completo . E cada ano, no Egito, Palestina e Mesopotâmia,
estão se excavando evidências, tanto em inscrições como em camadas de
terra , de que as narrativas do Antigo Testamento tratam de
verdadeiros fatos históricos. E os "eruditos" decididamente, estão
tomando atitude de maior respeito para com a tradição referente à
autoria de Moisés. O Mínimo que se Comprova : Moisés podia Ter
escrito o Pentateuco. Instruiu-se no palácio de Faraó; foi educado em
toda a ciência dos egípcios", a qual incluía a profissão das letras .
Provavelmente ele conhecia mais acerca da história universal anterior
do que qualquer pessoa hoje. Foi líder e organizador de um movimento
que ele cria ser de imensa importância para todas as gerações
futuras. Seria ele tão ESTÚPIDO para confiar os anais e princípios do
seu movimento unicamente à TRANSMISSÃO ORAL ? Moisés de fato, fez uso
da escrita . Quanto as Gênesis, parece que ele usou registros que
vieram de gerações anteriores. Quanto a Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio, todos estes se relacionavam com a própria vida dele e,
sem dúvida, foram escritos sob sua direção pessoal.Os fenômenos da
estratificação no relato se explicam abundantemente.
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Estudo de História
O Rochedo de Behistun, Chave de Língua Babilônica
Em 1835, Sir Henry Rawlinson, oficial do exército inglês, notou no
monte Behistun, 322 Kms, ao norderte de Babilônia, na estrada para
Ecbatana e na fronteira de Média, grande rocha isolada, que se erguia
abruptamente 520 ms. Acima da planície, e, na superfície desse
rochedo, num alcantil perpendicular, 132 ms. Acima da estrada, uma
superfície alisada, com gravações. Investigou e descobriu que era uma
inscrição esculpida em 516 a.C. por ordem de Dario, rei da Pérsia,
522-486 a.C., o mesmo Dario sob cujo governo o Templo de Jerusalém
foi reconstruído, como se diz no livro de Esdras, inscrição gravada
no mesmo ano em que o templo foi acabado.
A escrita entalhada, nas línguas persa, elamita e babilônica,
fornecia longo relato das conquistas de Dario e das glórias do seu
reinado. Rawlinson já possuía algum conhecimento da lígua persa e,
entendendo que se tratava de um relato só , em três linguas
diferentes, com admirável pertinácia e em constante perigo de vida,
durante mais de 4 anos galgava o rochedo e, de pé, numa beirada de
uns 30 cms. de largura na parte inferior da inscrição, com o auxílio
de escadas, lançadas de baixo, e de balanços, da parte de cima, tirou
moldes das inscrições.
Em mais 14 anos suas traduções, estavam concluídas. Havia achado a
chave do antigo idioma babilônico, desvendando assim para o mundo os
vastos tesouros da literatura da Babilônia antiga.
Até há poucos anos cria-se, geralmente, que a escrita fora
desconhecida nos primórdios da história do Antigo Testamento. Era
essa uma das bases da teoria da crítica moderna, segundo a qual
alguns livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos
fatos por eles relatados , de sorte que continham apenas tradição
oral. Hoje, porém, a pá dos arqueólogos vem-nos revelar que registros
ESCRITOS de importantes acontecimentos foram feitos desde a alvorada
da história.
A origem Antediluviana da Escrita
Beroso relatou uma tradição, segundo a qual Xisutro, o Noé
Babilônico, enterrou os Sagrados Escritos antes do dilúvio, em placas
de barro cozido, em Sipar, e depois os desenterrou. Havia uma
tradição entre árabes e judeus de que Enoque fora o inventor da
escrita, e que deixara alguns escritos. Antigo rei babilônico deixou
registrado que "gostava de ler os escritos da época do dilúvio."
Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de Nínive, referiu-se a "
escrições de antes do dilúvio".
Livros Antediluvianos
Têm sido encontradas algumas incrições de antes do dilúvio. A placa
pictográfica , encontrada pelo Dr. Langdon em Quis, sob um sedimento
do dilúvio. A sinetes encontrados pelo Dr. Schmidt, em Fara, sob uma
camada sedimentada do dilúvio. O Dr. Woolley achou em Ur sinetes de
antes do dilúvio.
Os sinetes foram as formas mais primitivas de escrita; representavam
o nome de uma pessoa, identificavam uma propriedade, serviam de
assinatura de cartas, contratos, recibos e várias espécies de
escritura. Cada pessoa possuía seu próprio sinete. Este era gravado
em pedacinhos de pedra ou metal pro meio de serras ou brocas
muitíssimo delicada. Usava-se para impressão em placas de barro,
enquanto ainda úmidas.
A Escrita Pictográfica
A escrita aparece pela primeira vez na narrativa bíblica quando Deus
pôs uma " marca " ou "sinal" em Caim. Essa marca representava uma
idéia. Assim, "marcas" , "sinais", "figura" passaram a ser usadas
para registrar idéias , palavras e combinações de palavras. Essas
figuras eram pintadas ou insculpidas em cerâmicas ou placas de barro.
De tal espécie é a escrita nas camadas mais profundas das cidades pré-
históricas da Babilônia. Os escritos mais antigos que se conhecem são
figuras em placas de barro.
O Âmbito Primitivo da Escrita
Parece que a escrita, quando quer que ela tenha sido inventada, foi
usada, a princípio, e por certo tempo, apenas pelos escribas nos
principais centros de população. Quando tribos e famílias migravam de
comunidades sedentárias para novos territórios não colonizados, aí se
desenvolvia, fora da esfera dos fatos anotados, nas nações a
crescerem e a se afastarem sempre das normas conhecidas, tôda espécie
de tradições grosseiras, panteísticas, idolátricas e absurdas,
baseadas no que tinha sido a verdade primitiva.
A Escrita Cuneiforme
A princípio, certa espécie de marca representava uma palavra inteira,
ou uma combinação de palavras. Desenvolvendo-se a arte de escrever,
passou a haver " marcas" que representavam partes de palavras, ou
sílabas. Era este o gênero de escrita em uso da Babilônia no
alvorecer do período histórico. Havia mais de 500 marcas diferentes,
com umas 30.000 combinações. Geralmente, essas marcas se faziam em
tijolos ou placas de barro macio ( úmido ) , medindo de dois a 50
centímentos de comprimentos, uns dois terços de largura, e escritos
de ambos os lados; depois eram secados ao sol ou cozidos no forno.
Por meio dessas inscrições cuneiformes, em placas de barro, é que
chegou até nós a vasta literatura dos primitivos babilônios.
A Escrita Alfabética
Já foi outro avanço: as "marcas " passaram a representar partes de
sílabas , ou letras, forma grandemente simplificada de escrita, na
qual, com 26 marcas diferentes podia-se expressar todas as diferentes
palavras que, no sistema cuneiforme , eram expressar por 500 marcas.
A escrita alfabética começou antes de 1500 a.C,.
Material de Escrita
Palavras tais como " escrita"., "livro", "tinta" são comuns a todos
os ramos da língua semítica , o que parece indicar que a escrita ,
num livro com tinta, devia ser sido conhecida dos primitivos semitas
antes de se separarem nas suas várias raças. Na Babilônia era , o
mais das vezes, em placas de barro que se escrevia. Os egípcios
usavam pedra, peles e papiro. Este, o precursor do papel, fazia-se de
canas de cresciam em brejos, de § a 7 centímetros de diâmetro , e de
3 a 4 m de altura. Tais canas eram abertas em fatias, que se punham
transversalmente, em camadas alternadas; eram umedecidas, prensadas e
reduzidas a folhas, ou rolos, comumente de uns 30 cm de largura, por
30 cm a 3 m de extensão. Algumas vezes se usava cerâmica quebrada
para escrever.
Livros Pré-Abraâmicos
Os centros de população mais antigos, após o dilúvio, como é dito nas
páginas 84 e 85, ficavam na Babilônia (país) , em Quis, Ereque,
Lagás, Acade, Ur, Babilônia (cidade) , Eridu, Nipur, Larsa e Fara.
Nas ruínas destas cidades encontram-se milhares de livros, escritos
em pedra ou em placas de barro, antes da época de Abraão. Cinco dos
mais famosos são aqui apresentados.
A Placa da Fundação de Anipada
É uma placa de mármore, 7 por 10 centímetros. Foi achada por Wooley
(1923) na pedra angular de um templo em Obeide, 6 Km a oeste de
Ur.Tem esta inscrição: Anipada, rei de Ur, filho de Messanipada,
construiu este para sua senhora Nin-Kharsag " (Deusa-Mãe). Essa placa
acha-se agora no Museu Britânico. Uma reprodução sua encontra-se no
Museu da Universidade de Pensilvânia.
A escrição foi proclamada como " O Documento Histórico mais Antigo"
que já se havia descoberto. Uma profusão de placas mais velhas tinha
sido descoberta, mas esse era o REGISTRO ESCRITO mais antigo de um
EVENTO COMTEMPORÂNEO. Assinala a linha divisória, nos anais
babilônicos, entre os períodos "histórico" e "pré-histórico'.
Retrato da Familia de Ur-Nina, o rei de Lagás, seus filhos e servos;
avô de Eanatum, com inscrições explicativas.
Estela de En-hedu-ana, filha de Sargão, com inscrição dizendo que era
sacerdotisa da deusa Lua em Ur.
Estela dos Abutres de Eanatum , Achada em Lagás, por Sarzec. Encontra-
se hoje no Louvre, em Paris. Registra suas vitórias sobre os elamitas
e descreve seu método de combate: comandava seus guerreiros formados
à maneira de cunha, armados de lanças , escudos e capacetes.
Estela de Ur-Namur, Uma lage de pedra calcária, 3,1 m de altura 1,65
m de largura. Achada no piso do Palácio da Justiça , em Ur. Está
agora no Museu da Universidade da Pensilvânia. Descreve a construção
do Zigurate, no auge da glória de Ur. É chamada "Estela dos Anjos
Voadores ", porque se vêem esculpidos anjos que adejam sobre a cabeça
do rei. Tudo isto tem sua relação com a autoria humana dos primeiros
livros da Bíblia. Mostra que a praxe de registrar eventos importantes
era comum desde o alvorecer da história, dando como certo que os
primeiros eventos de livro de Gênesis podiam Ter sido registrados em
documentos contemporâneos, o que é muitíssimo verossímil, tornando
mais e mais crível que, desde o principio, Deus preparou o núcleo de
Sua Palavra e superintendeu a sua transmissão e desenvolvimento
através das eras.
Livros e Bibliotecas da Primitiva Babilônia
A Babilônia foi o berço da raça humana, local do Jardim do Éden,
cenário do começo da história bíblica, centro da área do diluvio, lar
de Adão. Noé e Abraão. Os primórdios de sua história são do mais alto
interêsse para os estudantes da Bíblia.
Situava-se na foz do Tigre, e do Eufrates, media 402 km de extensão,
e 80 km de largura; formara-se de sedimentos aluviais dos dois rios;
terras de pântanos drenados,; de fertilidade incrível ; por muitos
séculos centro de população densa . Hoje , na maior parte, são terras
êrmas.
Acade
Também chamada Sipar, Akkad, Agade, Abu-Haba. Uma das cidades de
Ninrode, Gên. 10:10. Capital do 8.º rei de antes do dilúvio, Capital
do império de Sargão , 48 km a noroeste da Babilônia (cidade) . Um
dos lugares onde as leis de Hamurabi foram colocadas . "Sirpar", um
de seus nomes, significa "Cidade dos Livros"., a indicar que era
famosa por suas bibliotecas. Era a localidade onde, segundo a
tradição , os Sagrados Escritos foram enterrados antes do dilúvio e
depois desenterrados. Suas ruínas foram escavadas por Rassam ( 1881)
e por Scheil (1894) . 60.000 placas foram encontradas, entre as quais
tôda uma biblioteca de 30.000 volumes.
Lagás
Também chamada Telo , Shirpurla. A 80 kms. Ao norte de Ur. Capital de
um dos primeiros reinos de após o dilúvio. Escavada por Sarzec .
Centro de grandes bibliotecas. Encontraram-se mais inscrições aí do
que em qualquer outra parte.
Nipur
Chamou-se também Nufar, Calné . 80 kms. A sudeste de Babilônia (
cidade) . Uma das cidades de Ninrode. Escavada sob os auspícios da
Universidade da Pensilvânia e sob a direção de Peters, Haynes e
Hilprecht, a intervalos, entre 1888 e 1900 , os quais encontraram
50,000 placas com inscrições feitas no 3.º milênio a.C., inclusive
uma biblioteca de 20.000 volumes; arquivos reais ; escolas com
grandes cilindros de consultas montados em estantes giratórias,
dicionários, enciclopédias, obras completas de direito, ciência,
religião e literatura. A figura 9 mostra uma ruína onde se acharam
vastas bibliotecas.
Jemdet Nasr
Cidade anterior ao dilúvio, 40 kms. A nordeste de Babilônia (
cidade) . Destruída por incêndio cêrca de 3500 a.C., nunca foi
reconstruída. Escavada em 1926 pela expedição do Museu Field, da
Universidade de Oxford. Aí o Dr. Langdon encontrou inscrições
pictográficas, que lhe indicaram o primitivo monoteísmo.
O Prisma Dinástico de Weld
O Primeiro Esbôço conhecido da História Universal , Escrito em 2170
a. C. Por um escriba que se assinava Nur-Ninsubur, ao fim da dinastia
de Isin, fornece uma lista inteira de reis desde os primórdios da
raça até aos seus dias, incluindoos 10 reis longevos de antes do
dilúvio. É um belo prisma de barro cozido. Foi conseguido pela
Expedição Weld-Blundell (1922) , em Larsa, poucos kms. Ao norte de
Ur.Acha-se hoje no Museu Ashmoleano de Oxford,. Já existia há mais de
cem anos antes de Abraão, a poucos kms. Do seu lar.
Escritos do Tempo de Abraão
Foi em obeidem uns 7 kms a oeste de Ur, que Wololley achou
o "documento histórico mais antigo . E assim fica-se sabendo que a
comunidade de Abraão fora um centro de cultura literária durante
gerções, antes que o Patriarca nascessse.
O Código de Hamurabi
Foi esta uma das mais importantes descobertas ;arqueológicas que já
se fizeram. Hamurabi, rei da cidade de Babilônia, cuja data parece
ser 1972 - 1750 a.C., é comumente identificado pelos assiriólogos com
o "Anrafel" de Gên . 14 , um dos reis que Abraão perseguiu para
libertar Ló. Foi um dos maiores e mais célebres dos primitivos reis
babilônios.Fez seus ecribas coligir e codificar as leis do seu reino;
e fez que estas se gravassem em pedras para serem erigidas nas
principais cidades. Uma dessas pedras originalmente colocada na
Babilônia , foi achada em 1902, nas ruínas de Susa (levada para lá
por um rei elamita, que saqueara a cidade de Babilônia no século 12
a.C.) por uma expedição francesa dirigida Por M. J. De Morgan. Acha-
se hoje no Museu do Louvre , em Paris. Trata-se de um bloco
lindamente polido de duro e negro diorito, de 2 m 60 cm de altura,
60cm de largura, meio metro de espessura , um tanto oval na forma,
belamente talhado nas quatro faces, com gravações cuneiformes da
língua semito-babilônica ( a mesma que Abraão falava). Consta de
u;mas 4.000 linhas, equivalendo, quanto à matéria , ao volume médio
de um livro da Bíblia ; é a placa cuneiforme mais extensa que já se
descobriu. Representada Hamurabi recebendo as leis das mãos do rei
sol Chamás: leis sobre o culto dos deuses nos templos, a
adminsitração da justiça , impostos, salários, juros, empréstimos de
dinheiro, disputa sobre propriedades, casamento, sociedade comercial,
trabalho em obras públicas, iserção de impostos , construção de
canais, a manutenção dos mesmos, regulamentos de passageiros e
serviços de transporte pelos canais e em caravanas, comércio
internacional e muitos outros assuntos.
Temos aí um livro, escrito em pedra, não uma cópia, mas o próprio
autógrafo original , feito nos dias de Abraão, ainda existente hoje
para testemuunhar não só a favor de u;m sistema bem desenvolvido de
jurisprudência, senão, também , do fato de que já nos dias de Abraão
a capacidade literária do homem havia atingido um grau notável de
adiantamento.
Bibliotecas do Tempo de Abraão
Em Ur, cidade natal de Abraão, em Lagás, Nipur, Sipar, aliás em cada
cidade importante do país de Babilônia, havia , em conexão com
escolas e templos , bibliotecas com milhares de livros : dicionários,
gramáticas, obras de consultas, enciclopédias, anais oficiais,
compêmdios de matemática, astronomia , geografia, religião e
política. Foi aquele um período de grande atividade de literária;
produziu muitas das obras-primas que Assurbanipal mandou que fossem
copiadas por seus escribas, destinadas à sua grande biblioteca em
Nínive.
Quando Abraão visitou o Egito, havia aí , aos milhões, inscrições em
monumentos de pedra, em papiro e pele. Em Canaã, perto de Hebrom,
cidade de Abraão, havia uma cidade chamada "Quiriate-Séfer", que
significa " cidade de escribas", a indicar que seu povo tinha gosto
pelas letras.
Uma Escola do Tempo de Abraão
Em Ur, na camada subterrânea correspondente à época de Abraão Woolley
descobriu uma sala de aulas , com 150 placas de exercícios escolares,
textos sobre matemática, medicina, história e mitologia; uma grande
placa com colunas paralelas, apresentando a conjugação completa de um
verbo sumeriano e seu equivalente em semita; também uma placa com §
diferentes classes de temas verbais, com explicações. Abraão deve Ter
freqüentado uma escola deste tipo.
Abraão e os Escritos Sagrados
Sem dúvida, Abraão recebeu de Sem a história da criação , da queda do
homem e do dilúvio. Ele proprio recebera de Deus uma chamada direita
para tornar-se fundador de uma nação, mediante a qual um dia toda a
raça humana seria abençoada. Vivia numa sociedade de cultura, de
livros e bibliotecas. Reis contemporâneos conservavam os anis de suas
nações nos arquivos dos templos. Abraão era homem de convicções e
qualidades de líder . Por certo deve Ter tirado cópias cuidadosas de
narraçòes e registros recebidos de seus ancestrais; a esses registros
acrescentou a historia de sua própria vida e das promessas que Deus
lhe fizera, em placas de barro, na língua cuneiforme, destinadas ao
anais da nação que ia fundar.
No Egito
Napoleào , em sua expediçào ao Egito (1798), levou consigo u;ma
centena de sábios. Estes trouxeram de volta relatórios que
despertaram o interesse dos homens de ciência . J.G. Wilkinson,
inglês , foi a Tebas, morou ali , e copiou inscrições dos grandes
monumentos (1821-33) . É chamado "Pai da Areuologia Egípcia". E
algumas de suas obras ainda são um padrão de autoridade no assunto.
Lepsius, alemão, produziu (1842) a primeira grande obra científica
sobre arqueologia egípcia. Desde então a iniciativa tem alcançado
proporções enormes.
A pedra de Roseta
É chave de língua egípcia antiga. A língua do antigo Egito era
hieroglífica, escrita de figuras, um símbolo para cada palavra. Pelo
ano 700 a.C. uma forma mais simples de escrita entrou em uso,
chamada "Demótica", mais aproximada do sistema alfabético, e que
continuou com língua do povo até aos tempos dos romanos. No quinto
século d.C. ambas caíram em desuso e foram esquecidas . De sorte que
tais inscrições se tornaram ininteligíveis, até que se achou a chave
de sua tradução. Essa chave foi a Pedra de Roseta.
Achou-a. M. Boussard, um dos sábios franceses Qua acompanharam
Napoleão ao Egito ( 1799), numa cidade sobre a foz mais ocidental do
Nilo , chamada Roseta. Encontra-se joje no Museu Britânico . É de
granito negro, cerca de 1,30 m de altura, 80 cm de largura , 30 de
espessura, com três incrições, uma acima da outra, em grego, egípcio
demótico e egípcio hieroglifico. O grego era conhecido . Tratava-se
de um decreto de Ptolomeu V, Epífanes, feito em 196 a. C., nas três
línguas usadas então em todo o pais, para ser colocado em várias
cidades. Um sábio francês, de nome Champollion, depois de quatro anos
(1818-22) de trabalho meticuloso e paciente, comparando os valores
conhecidos das letras gregas com os caracteres egípcios
desconhecidos, conseguiu deslindar os mistérios da língua egípcia
antiga.
A atividade Literária do Antigo Egito
Durante mil anos antes dos dias de Moisés, a profissão das letras já
era importante n ao só em Babilônia como também no Egito. Tudo o que
era de valor , era registrado. No Egito escrevia-se em pedra, pele e
papiro. Usava-se pele ao tempo da 4.ª dinastia. As proezas de tutmés
III (1500 a.C.), na Palestina, foram registradas em rolos de velo
muito delicado. Já na época de 3000 a.C. empregava-se o papiro. Mas
os registros em pedra eram os mais duráveis; cada Faraó tinha os
anais do seu reinado insculpidos nas paredes do seu palácio e em
monumentos. Havia amplas bibliotecas de documentos do governo; e
fartura de monumentos recobertos de inscrições requintadas. A.Fig. 14
mostra inscrições na base do famoso Obelisco da Rainha Hatsepsute, em
Tebas . A Fig. 15 é a estátua de u;m escriba profissional dia §ª
dinastia, séculos antes de Moisés nascer.
As Placas de Tel-el-Amarna
Em 1888 acharam-se nas ruínas de Amarna, a meio caminho de Mênfis a
Tebas, umas quatrocentas placas de barro, que tinham sido parte dos
arquivos reais de Amenotepe III e Amenotepe IV , os quais reinaram em
1400 a.C. mais ou menos. A maior parte dessas placas acha-se hoje nos
Museus de Londres e do Cairo. Medem de § a 8 cm de largura por 8 a 23
de comprimento, contendo inscrições de ambos os lados. Contêm
correspondência oficial de vários reis da Palestina e Síria, escrita
no sistema cuneiforme babilônico, para esses dois Faraós do Egito.
Quanto do volume Gênesis e Êxodo juntos . Tal como a placa de pedra
de Hamurabi, constituem uma das mais importantes descobertas
arqueológicas dos últimos tempos.
Na Palestina e Regiões Vizinhas
Quantidades enormes de inscrições cuneiformes da antiga Babilônia e
incrições hieroglíficas do antigo Egito têm sido descobertas, porém,
poucas, compratativamente, da antiga Palestina . Tem sido isto uma
das bases para a teoria da crítica moderna de que muitos dos livros
do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos acontecimentos
neles referidos, e, assim , encerram em si apenas tradição oral. Pode
Ter havido muitas razões pelas quais os reis hebreus não erigiam
grande número de monumentos com inscrições que perpetuassem sua
gloria, como os outros fizeram. Contudo , nos ultimos tempos,
apareceram muitas evidências de que os hebreus eram um povo que sabia
escrever.
Siquém. Aqui, Sellin achou placas cuneiformes cananéias do período
pré-israelita, documentos particulares, indicativos de que o comum do
povo conhecia e usava a escrita.
O Mais Primitivo Escrito Alfabético. Num templo semita, em Serabite,
próximo às minas de turquesas, no Sinai , Flinders Petrie, em 1905,
achou juntamente com inscrições hieroglíficas egípcias, uma inscrição
em linguagem alfabética, o mais primitivo escrito alfabético que se
conhece, feito aproximadamente em 1500 a.C. Isto aconteceu na região
onde Moisés passou 40 anos , e essa inscrição foi feita uns poucos
anos antes de Moisés.
Gezer. Aqui Garstang (1929) achou uma asa de jarro do período 2000
16000 a.C., com inscrição em letras da escrita sinaítica, indicando
assim que a escrita em alfabeto sinaítico, já nesse tempo, se usava
na Palestina.
Bete-Semes. O Prof. Elihu Grant, da Exedição Arqueológica do
Haberford College (1930),encontrou aí um fragmento de jarro de barro,
de cerca de 1800 a.C., usado como memorando, com cinco linhas no
sistema alfabético semítico, à tinta, similar à escrita sinaítica.
Laquis. Aí, em 1934 , J.L. Starkey , da Expedição Arqueológica
Wellcome, achou um jarro para água com inscriçào, datando de cerca de
15000 a.C., no mesmo sistema alfabético sinaítico . Laquis foi uma
das cidades que Josué destruiu ao tempo em que "o sol se deteve"., e
aí está um livro , escrito em cerâmica , desta cidade antes de ser
destruida por Josué.
Ras Shamra (Ugarite),ao norte de sidom, perto de antioquia, cidade
fenícia, porto de mar ligado o Eufrates ao Mediterrâneo, onde
civilizações se encontravam e se misturavam . Uma Expedição francesa,
em 1929, encontrou aí uma Biblioteca de templo, escola de escribas,
espécie de seminário teológico , com quantidade enormes de placas ,
dicionários e obras de consultas em 8 línguas; babilônio , hebraico,
egípcio, hitita, sumeriano antigo, algumas línguas desconhecidas, a
escrita sinaítica e um alfabeto de 27 letras muito mais antido do que
outro qualquer que se conheça; muitos datando do meado do segundo
milênio a.C.
Boghaz Jeui, na Ásia Menor , primitivo centro hitita. Achou-se aí
u;ma biblioteca em cuneiforme e outras placas, classificadas e
dispostas em compartimentos de arquivo; em sumeriano, acadiano,
hitita , midianita e outras linguas, com algumas placas bilíngües em
cuneiforeme e hitita. Assim sendo, é certo que a escrita era de uso
comum na Palestina, Sinai, S;iria e Fenícia durante séculos antes de
Moisés. O Dr. W.F. Albright, principal autoridade em arqueologia
palestinense, diz " Só uma pessoa muito ignorante pode propor hoje a
idéia de que a escrita ( em muitas formas ) não era conhecida na
Palestina e regiões imediatamente circunvizinhas durante todo o
segundo milênio a.C.," (Boletim n.º 60 das Escolas
Americanas de Pesquisas Orientais, dez. 1935 ). Em face disto , não
há razão para que os eventos dos primeiros livros da Bíblia deixassem
de ser registrados por seus contemporâneos. Por que, então se
perderam esses registros, enquanto vastas quantidades de registros
egípcios e babilônicos foram preservados ? Por causa da naturzea
deteriorável do material usado na escrita: papiro e pele. No Egito
também , os registros escritos em papiro e pele, com poucas exceções,
se deterioraram. O Pentateuco, mesmo se tivesse sido escrito
originalmente em placas de cuneiforem, como alguns têm sugerido , foi
logo transliterado para o hebraico e copiado em peles. Os dez
mandam;entos, nucleo da Lei, foram gravados em pedras, mas o resto
foi escrito em "livros", Êx. 17 14. Assim, logo cedo os hebreus
tomaram o hábito de empregar peles e papiro, que tinham de ser
copiados de novo, quando as cópias mais velhas se estragavam pelo
uso. A Autoria do Pentateuco A opinião tradicional é a de que Moisés
escreveu o Pentateuco substancialmente como o possuímos, exceto
poucos versos do final , onde se relata a sua morte, e interpolações
ocasionais feitas por copistas, para efeito de elucidação , e que é
fiel à verdade histórica.
A opinião da crítica moderna é a de que se trata de uma obra
heterogênea, produto de várias escolas de sacerdotes, feita desde o
8.º século a.C., com objetivos sectaristas, baseada em tradições
orais, sendo os principais documentos chamados "J" , "E" E "P" .
Embora os críticos, entre si , divirjam largamente quanto às secções
que devam ser atribuídas a cada um desses documentos, apresentam a
teoria capciosamente como sendo "o resultado certo" a que
chegaram "eruditos modernos" . Segundo esse parecer, não se trata de
história verdadeira, porém de uma "colcha de retalhos, coletados de
um saco de farrapos de lendas esparsas". Que Diz a Arqueologia ? A
Arqueologia , ultimamente, vem falando tão alto que está causando uma
reação decidida em prol do ponto de vista conservador. A teoria de
que a escrita era desconhecida nos dias de Moisés já foi pelos ares,
de modo completo . E cada ano, no Egito, Palestina e Mesopotâmia,
estão se excavando evidências, tanto em inscrições como em camadas de
terra , de que as narrativas do Antigo Testamento tratam de
verdadeiros fatos históricos. E os "eruditos" decididamente, estão
tomando atitude de maior respeito para com a tradição referente à
autoria de Moisés. O Mínimo que se Comprova : Moisés podia Ter
escrito o Pentateuco. Instruiu-se no palácio de Faraó; foi educado em
toda a ciência dos egípcios", a qual incluía a profissão das letras .
Provavelmente ele conhecia mais acerca da história universal anterior
do que qualquer pessoa hoje. Foi líder e organizador de um movimento
que ele cria ser de imensa importância para todas as gerações
futuras. Seria ele tão ESTÚPIDO para confiar os anais e princípios do
seu movimento unicamente à TRANSMISSÃO ORAL ? Moisés de fato, fez uso
da escrita . Quanto as Gênesis, parece que ele usou registros que
vieram de gerações anteriores. Quanto a Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio, todos estes se relacionavam com a própria vida dele e,
sem dúvida, foram escritos sob sua direção pessoal.Os fenômenos da
estratificação no relato se explicam abundantemente.
Em 1835, Sir Henry Rawlinson, oficial do exército inglês, notou no
monte Behistun, 322 Kms, ao norderte de Babilônia, na estrada para
Ecbatana e na fronteira de Média, grande rocha isolada, que se erguia
abruptamente 520 ms. Acima da planície, e, na superfície desse
rochedo, num alcantil perpendicular, 132 ms. Acima da estrada, uma
superfície alisada, com gravações. Investigou e descobriu que era uma
inscrição esculpida em 516 a.C. por ordem de Dario, rei da Pérsia,
522-486 a.C., o mesmo Dario sob cujo governo o Templo de Jerusalém
foi reconstruído, como se diz no livro de Esdras, inscrição gravada
no mesmo ano em que o templo foi acabado.
A escrita entalhada, nas línguas persa, elamita e babilônica,
fornecia longo relato das conquistas de Dario e das glórias do seu
reinado. Rawlinson já possuía algum conhecimento da lígua persa e,
entendendo que se tratava de um relato só , em três linguas
diferentes, com admirável pertinácia e em constante perigo de vida,
durante mais de 4 anos galgava o rochedo e, de pé, numa beirada de
uns 30 cms. de largura na parte inferior da inscrição, com o auxílio
de escadas, lançadas de baixo, e de balanços, da parte de cima, tirou
moldes das inscrições.
Em mais 14 anos suas traduções, estavam concluídas. Havia achado a
chave do antigo idioma babilônico, desvendando assim para o mundo os
vastos tesouros da literatura da Babilônia antiga.
Até há poucos anos cria-se, geralmente, que a escrita fora
desconhecida nos primórdios da história do Antigo Testamento. Era
essa uma das bases da teoria da crítica moderna, segundo a qual
alguns livros do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos
fatos por eles relatados , de sorte que continham apenas tradição
oral. Hoje, porém, a pá dos arqueólogos vem-nos revelar que registros
ESCRITOS de importantes acontecimentos foram feitos desde a alvorada
da história.
A origem Antediluviana da Escrita
Beroso relatou uma tradição, segundo a qual Xisutro, o Noé
Babilônico, enterrou os Sagrados Escritos antes do dilúvio, em placas
de barro cozido, em Sipar, e depois os desenterrou. Havia uma
tradição entre árabes e judeus de que Enoque fora o inventor da
escrita, e que deixara alguns escritos. Antigo rei babilônico deixou
registrado que "gostava de ler os escritos da época do dilúvio."
Assurbanipal, fundador da grande biblioteca de Nínive, referiu-se a "
escrições de antes do dilúvio".
Livros Antediluvianos
Têm sido encontradas algumas incrições de antes do dilúvio. A placa
pictográfica , encontrada pelo Dr. Langdon em Quis, sob um sedimento
do dilúvio. A sinetes encontrados pelo Dr. Schmidt, em Fara, sob uma
camada sedimentada do dilúvio. O Dr. Woolley achou em Ur sinetes de
antes do dilúvio.
Os sinetes foram as formas mais primitivas de escrita; representavam
o nome de uma pessoa, identificavam uma propriedade, serviam de
assinatura de cartas, contratos, recibos e várias espécies de
escritura. Cada pessoa possuía seu próprio sinete. Este era gravado
em pedacinhos de pedra ou metal pro meio de serras ou brocas
muitíssimo delicada. Usava-se para impressão em placas de barro,
enquanto ainda úmidas.
A Escrita Pictográfica
A escrita aparece pela primeira vez na narrativa bíblica quando Deus
pôs uma " marca " ou "sinal" em Caim. Essa marca representava uma
idéia. Assim, "marcas" , "sinais", "figura" passaram a ser usadas
para registrar idéias , palavras e combinações de palavras. Essas
figuras eram pintadas ou insculpidas em cerâmicas ou placas de barro.
De tal espécie é a escrita nas camadas mais profundas das cidades pré-
históricas da Babilônia. Os escritos mais antigos que se conhecem são
figuras em placas de barro.
O Âmbito Primitivo da Escrita
Parece que a escrita, quando quer que ela tenha sido inventada, foi
usada, a princípio, e por certo tempo, apenas pelos escribas nos
principais centros de população. Quando tribos e famílias migravam de
comunidades sedentárias para novos territórios não colonizados, aí se
desenvolvia, fora da esfera dos fatos anotados, nas nações a
crescerem e a se afastarem sempre das normas conhecidas, tôda espécie
de tradições grosseiras, panteísticas, idolátricas e absurdas,
baseadas no que tinha sido a verdade primitiva.
A Escrita Cuneiforme
A princípio, certa espécie de marca representava uma palavra inteira,
ou uma combinação de palavras. Desenvolvendo-se a arte de escrever,
passou a haver " marcas" que representavam partes de palavras, ou
sílabas. Era este o gênero de escrita em uso da Babilônia no
alvorecer do período histórico. Havia mais de 500 marcas diferentes,
com umas 30.000 combinações. Geralmente, essas marcas se faziam em
tijolos ou placas de barro macio ( úmido ) , medindo de dois a 50
centímentos de comprimentos, uns dois terços de largura, e escritos
de ambos os lados; depois eram secados ao sol ou cozidos no forno.
Por meio dessas inscrições cuneiformes, em placas de barro, é que
chegou até nós a vasta literatura dos primitivos babilônios.
A Escrita Alfabética
Já foi outro avanço: as "marcas " passaram a representar partes de
sílabas , ou letras, forma grandemente simplificada de escrita, na
qual, com 26 marcas diferentes podia-se expressar todas as diferentes
palavras que, no sistema cuneiforme , eram expressar por 500 marcas.
A escrita alfabética começou antes de 1500 a.C,.
Material de Escrita
Palavras tais como " escrita"., "livro", "tinta" são comuns a todos
os ramos da língua semítica , o que parece indicar que a escrita ,
num livro com tinta, devia ser sido conhecida dos primitivos semitas
antes de se separarem nas suas várias raças. Na Babilônia era , o
mais das vezes, em placas de barro que se escrevia. Os egípcios
usavam pedra, peles e papiro. Este, o precursor do papel, fazia-se de
canas de cresciam em brejos, de § a 7 centímetros de diâmetro , e de
3 a 4 m de altura. Tais canas eram abertas em fatias, que se punham
transversalmente, em camadas alternadas; eram umedecidas, prensadas e
reduzidas a folhas, ou rolos, comumente de uns 30 cm de largura, por
30 cm a 3 m de extensão. Algumas vezes se usava cerâmica quebrada
para escrever.
Livros Pré-Abraâmicos
Os centros de população mais antigos, após o dilúvio, como é dito nas
páginas 84 e 85, ficavam na Babilônia (país) , em Quis, Ereque,
Lagás, Acade, Ur, Babilônia (cidade) , Eridu, Nipur, Larsa e Fara.
Nas ruínas destas cidades encontram-se milhares de livros, escritos
em pedra ou em placas de barro, antes da época de Abraão. Cinco dos
mais famosos são aqui apresentados.
A Placa da Fundação de Anipada
É uma placa de mármore, 7 por 10 centímetros. Foi achada por Wooley
(1923) na pedra angular de um templo em Obeide, 6 Km a oeste de
Ur.Tem esta inscrição: Anipada, rei de Ur, filho de Messanipada,
construiu este para sua senhora Nin-Kharsag " (Deusa-Mãe). Essa placa
acha-se agora no Museu Britânico. Uma reprodução sua encontra-se no
Museu da Universidade de Pensilvânia.
A escrição foi proclamada como " O Documento Histórico mais Antigo"
que já se havia descoberto. Uma profusão de placas mais velhas tinha
sido descoberta, mas esse era o REGISTRO ESCRITO mais antigo de um
EVENTO COMTEMPORÂNEO. Assinala a linha divisória, nos anais
babilônicos, entre os períodos "histórico" e "pré-histórico'.
Retrato da Familia de Ur-Nina, o rei de Lagás, seus filhos e servos;
avô de Eanatum, com inscrições explicativas.
Estela de En-hedu-ana, filha de Sargão, com inscrição dizendo que era
sacerdotisa da deusa Lua em Ur.
Estela dos Abutres de Eanatum , Achada em Lagás, por Sarzec. Encontra-
se hoje no Louvre, em Paris. Registra suas vitórias sobre os elamitas
e descreve seu método de combate: comandava seus guerreiros formados
à maneira de cunha, armados de lanças , escudos e capacetes.
Estela de Ur-Namur, Uma lage de pedra calcária, 3,1 m de altura 1,65
m de largura. Achada no piso do Palácio da Justiça , em Ur. Está
agora no Museu da Universidade da Pensilvânia. Descreve a construção
do Zigurate, no auge da glória de Ur. É chamada "Estela dos Anjos
Voadores ", porque se vêem esculpidos anjos que adejam sobre a cabeça
do rei. Tudo isto tem sua relação com a autoria humana dos primeiros
livros da Bíblia. Mostra que a praxe de registrar eventos importantes
era comum desde o alvorecer da história, dando como certo que os
primeiros eventos de livro de Gênesis podiam Ter sido registrados em
documentos contemporâneos, o que é muitíssimo verossímil, tornando
mais e mais crível que, desde o principio, Deus preparou o núcleo de
Sua Palavra e superintendeu a sua transmissão e desenvolvimento
através das eras.
Livros e Bibliotecas da Primitiva Babilônia
A Babilônia foi o berço da raça humana, local do Jardim do Éden,
cenário do começo da história bíblica, centro da área do diluvio, lar
de Adão. Noé e Abraão. Os primórdios de sua história são do mais alto
interêsse para os estudantes da Bíblia.
Situava-se na foz do Tigre, e do Eufrates, media 402 km de extensão,
e 80 km de largura; formara-se de sedimentos aluviais dos dois rios;
terras de pântanos drenados,; de fertilidade incrível ; por muitos
séculos centro de população densa . Hoje , na maior parte, são terras
êrmas.
Acade
Também chamada Sipar, Akkad, Agade, Abu-Haba. Uma das cidades de
Ninrode, Gên. 10:10. Capital do 8.º rei de antes do dilúvio, Capital
do império de Sargão , 48 km a noroeste da Babilônia (cidade) . Um
dos lugares onde as leis de Hamurabi foram colocadas . "Sirpar", um
de seus nomes, significa "Cidade dos Livros"., a indicar que era
famosa por suas bibliotecas. Era a localidade onde, segundo a
tradição , os Sagrados Escritos foram enterrados antes do dilúvio e
depois desenterrados. Suas ruínas foram escavadas por Rassam ( 1881)
e por Scheil (1894) . 60.000 placas foram encontradas, entre as quais
tôda uma biblioteca de 30.000 volumes.
Lagás
Também chamada Telo , Shirpurla. A 80 kms. Ao norte de Ur. Capital de
um dos primeiros reinos de após o dilúvio. Escavada por Sarzec .
Centro de grandes bibliotecas. Encontraram-se mais inscrições aí do
que em qualquer outra parte.
Nipur
Chamou-se também Nufar, Calné . 80 kms. A sudeste de Babilônia (
cidade) . Uma das cidades de Ninrode. Escavada sob os auspícios da
Universidade da Pensilvânia e sob a direção de Peters, Haynes e
Hilprecht, a intervalos, entre 1888 e 1900 , os quais encontraram
50,000 placas com inscrições feitas no 3.º milênio a.C., inclusive
uma biblioteca de 20.000 volumes; arquivos reais ; escolas com
grandes cilindros de consultas montados em estantes giratórias,
dicionários, enciclopédias, obras completas de direito, ciência,
religião e literatura. A figura 9 mostra uma ruína onde se acharam
vastas bibliotecas.
Jemdet Nasr
Cidade anterior ao dilúvio, 40 kms. A nordeste de Babilônia (
cidade) . Destruída por incêndio cêrca de 3500 a.C., nunca foi
reconstruída. Escavada em 1926 pela expedição do Museu Field, da
Universidade de Oxford. Aí o Dr. Langdon encontrou inscrições
pictográficas, que lhe indicaram o primitivo monoteísmo.
O Prisma Dinástico de Weld
O Primeiro Esbôço conhecido da História Universal , Escrito em 2170
a. C. Por um escriba que se assinava Nur-Ninsubur, ao fim da dinastia
de Isin, fornece uma lista inteira de reis desde os primórdios da
raça até aos seus dias, incluindoos 10 reis longevos de antes do
dilúvio. É um belo prisma de barro cozido. Foi conseguido pela
Expedição Weld-Blundell (1922) , em Larsa, poucos kms. Ao norte de
Ur.Acha-se hoje no Museu Ashmoleano de Oxford,. Já existia há mais de
cem anos antes de Abraão, a poucos kms. Do seu lar.
Escritos do Tempo de Abraão
Foi em obeidem uns 7 kms a oeste de Ur, que Wololley achou
o "documento histórico mais antigo . E assim fica-se sabendo que a
comunidade de Abraão fora um centro de cultura literária durante
gerções, antes que o Patriarca nascessse.
O Código de Hamurabi
Foi esta uma das mais importantes descobertas ;arqueológicas que já
se fizeram. Hamurabi, rei da cidade de Babilônia, cuja data parece
ser 1972 - 1750 a.C., é comumente identificado pelos assiriólogos com
o "Anrafel" de Gên . 14 , um dos reis que Abraão perseguiu para
libertar Ló. Foi um dos maiores e mais célebres dos primitivos reis
babilônios.Fez seus ecribas coligir e codificar as leis do seu reino;
e fez que estas se gravassem em pedras para serem erigidas nas
principais cidades. Uma dessas pedras originalmente colocada na
Babilônia , foi achada em 1902, nas ruínas de Susa (levada para lá
por um rei elamita, que saqueara a cidade de Babilônia no século 12
a.C.) por uma expedição francesa dirigida Por M. J. De Morgan. Acha-
se hoje no Museu do Louvre , em Paris. Trata-se de um bloco
lindamente polido de duro e negro diorito, de 2 m 60 cm de altura,
60cm de largura, meio metro de espessura , um tanto oval na forma,
belamente talhado nas quatro faces, com gravações cuneiformes da
língua semito-babilônica ( a mesma que Abraão falava). Consta de
u;mas 4.000 linhas, equivalendo, quanto à matéria , ao volume médio
de um livro da Bíblia ; é a placa cuneiforme mais extensa que já se
descobriu. Representada Hamurabi recebendo as leis das mãos do rei
sol Chamás: leis sobre o culto dos deuses nos templos, a
adminsitração da justiça , impostos, salários, juros, empréstimos de
dinheiro, disputa sobre propriedades, casamento, sociedade comercial,
trabalho em obras públicas, iserção de impostos , construção de
canais, a manutenção dos mesmos, regulamentos de passageiros e
serviços de transporte pelos canais e em caravanas, comércio
internacional e muitos outros assuntos.
Temos aí um livro, escrito em pedra, não uma cópia, mas o próprio
autógrafo original , feito nos dias de Abraão, ainda existente hoje
para testemuunhar não só a favor de u;m sistema bem desenvolvido de
jurisprudência, senão, também , do fato de que já nos dias de Abraão
a capacidade literária do homem havia atingido um grau notável de
adiantamento.
Bibliotecas do Tempo de Abraão
Em Ur, cidade natal de Abraão, em Lagás, Nipur, Sipar, aliás em cada
cidade importante do país de Babilônia, havia , em conexão com
escolas e templos , bibliotecas com milhares de livros : dicionários,
gramáticas, obras de consultas, enciclopédias, anais oficiais,
compêmdios de matemática, astronomia , geografia, religião e
política. Foi aquele um período de grande atividade de literária;
produziu muitas das obras-primas que Assurbanipal mandou que fossem
copiadas por seus escribas, destinadas à sua grande biblioteca em
Nínive.
Quando Abraão visitou o Egito, havia aí , aos milhões, inscrições em
monumentos de pedra, em papiro e pele. Em Canaã, perto de Hebrom,
cidade de Abraão, havia uma cidade chamada "Quiriate-Séfer", que
significa " cidade de escribas", a indicar que seu povo tinha gosto
pelas letras.
Uma Escola do Tempo de Abraão
Em Ur, na camada subterrânea correspondente à época de Abraão Woolley
descobriu uma sala de aulas , com 150 placas de exercícios escolares,
textos sobre matemática, medicina, história e mitologia; uma grande
placa com colunas paralelas, apresentando a conjugação completa de um
verbo sumeriano e seu equivalente em semita; também uma placa com §
diferentes classes de temas verbais, com explicações. Abraão deve Ter
freqüentado uma escola deste tipo.
Abraão e os Escritos Sagrados
Sem dúvida, Abraão recebeu de Sem a história da criação , da queda do
homem e do dilúvio. Ele proprio recebera de Deus uma chamada direita
para tornar-se fundador de uma nação, mediante a qual um dia toda a
raça humana seria abençoada. Vivia numa sociedade de cultura, de
livros e bibliotecas. Reis contemporâneos conservavam os anis de suas
nações nos arquivos dos templos. Abraão era homem de convicções e
qualidades de líder . Por certo deve Ter tirado cópias cuidadosas de
narraçòes e registros recebidos de seus ancestrais; a esses registros
acrescentou a historia de sua própria vida e das promessas que Deus
lhe fizera, em placas de barro, na língua cuneiforme, destinadas ao
anais da nação que ia fundar.
No Egito
Napoleào , em sua expediçào ao Egito (1798), levou consigo u;ma
centena de sábios. Estes trouxeram de volta relatórios que
despertaram o interesse dos homens de ciência . J.G. Wilkinson,
inglês , foi a Tebas, morou ali , e copiou inscrições dos grandes
monumentos (1821-33) . É chamado "Pai da Areuologia Egípcia". E
algumas de suas obras ainda são um padrão de autoridade no assunto.
Lepsius, alemão, produziu (1842) a primeira grande obra científica
sobre arqueologia egípcia. Desde então a iniciativa tem alcançado
proporções enormes.
A pedra de Roseta
É chave de língua egípcia antiga. A língua do antigo Egito era
hieroglífica, escrita de figuras, um símbolo para cada palavra. Pelo
ano 700 a.C. uma forma mais simples de escrita entrou em uso,
chamada "Demótica", mais aproximada do sistema alfabético, e que
continuou com língua do povo até aos tempos dos romanos. No quinto
século d.C. ambas caíram em desuso e foram esquecidas . De sorte que
tais inscrições se tornaram ininteligíveis, até que se achou a chave
de sua tradução. Essa chave foi a Pedra de Roseta.
Achou-a. M. Boussard, um dos sábios franceses Qua acompanharam
Napoleão ao Egito ( 1799), numa cidade sobre a foz mais ocidental do
Nilo , chamada Roseta. Encontra-se joje no Museu Britânico . É de
granito negro, cerca de 1,30 m de altura, 80 cm de largura , 30 de
espessura, com três incrições, uma acima da outra, em grego, egípcio
demótico e egípcio hieroglifico. O grego era conhecido . Tratava-se
de um decreto de Ptolomeu V, Epífanes, feito em 196 a. C., nas três
línguas usadas então em todo o pais, para ser colocado em várias
cidades. Um sábio francês, de nome Champollion, depois de quatro anos
(1818-22) de trabalho meticuloso e paciente, comparando os valores
conhecidos das letras gregas com os caracteres egípcios
desconhecidos, conseguiu deslindar os mistérios da língua egípcia
antiga.
A atividade Literária do Antigo Egito
Durante mil anos antes dos dias de Moisés, a profissão das letras já
era importante n ao só em Babilônia como também no Egito. Tudo o que
era de valor , era registrado. No Egito escrevia-se em pedra, pele e
papiro. Usava-se pele ao tempo da 4.ª dinastia. As proezas de tutmés
III (1500 a.C.), na Palestina, foram registradas em rolos de velo
muito delicado. Já na época de 3000 a.C. empregava-se o papiro. Mas
os registros em pedra eram os mais duráveis; cada Faraó tinha os
anais do seu reinado insculpidos nas paredes do seu palácio e em
monumentos. Havia amplas bibliotecas de documentos do governo; e
fartura de monumentos recobertos de inscrições requintadas. A.Fig. 14
mostra inscrições na base do famoso Obelisco da Rainha Hatsepsute, em
Tebas . A Fig. 15 é a estátua de u;m escriba profissional dia §ª
dinastia, séculos antes de Moisés nascer.
As Placas de Tel-el-Amarna
Em 1888 acharam-se nas ruínas de Amarna, a meio caminho de Mênfis a
Tebas, umas quatrocentas placas de barro, que tinham sido parte dos
arquivos reais de Amenotepe III e Amenotepe IV , os quais reinaram em
1400 a.C. mais ou menos. A maior parte dessas placas acha-se hoje nos
Museus de Londres e do Cairo. Medem de § a 8 cm de largura por 8 a 23
de comprimento, contendo inscrições de ambos os lados. Contêm
correspondência oficial de vários reis da Palestina e Síria, escrita
no sistema cuneiforme babilônico, para esses dois Faraós do Egito.
Quanto do volume Gênesis e Êxodo juntos . Tal como a placa de pedra
de Hamurabi, constituem uma das mais importantes descobertas
arqueológicas dos últimos tempos.
Na Palestina e Regiões Vizinhas
Quantidades enormes de inscrições cuneiformes da antiga Babilônia e
incrições hieroglíficas do antigo Egito têm sido descobertas, porém,
poucas, compratativamente, da antiga Palestina . Tem sido isto uma
das bases para a teoria da crítica moderna de que muitos dos livros
do Antigo Testamento foram escritos muito depois dos acontecimentos
neles referidos, e, assim , encerram em si apenas tradição oral. Pode
Ter havido muitas razões pelas quais os reis hebreus não erigiam
grande número de monumentos com inscrições que perpetuassem sua
gloria, como os outros fizeram. Contudo , nos ultimos tempos,
apareceram muitas evidências de que os hebreus eram um povo que sabia
escrever.
Siquém. Aqui, Sellin achou placas cuneiformes cananéias do período
pré-israelita, documentos particulares, indicativos de que o comum do
povo conhecia e usava a escrita.
O Mais Primitivo Escrito Alfabético. Num templo semita, em Serabite,
próximo às minas de turquesas, no Sinai , Flinders Petrie, em 1905,
achou juntamente com inscrições hieroglíficas egípcias, uma inscrição
em linguagem alfabética, o mais primitivo escrito alfabético que se
conhece, feito aproximadamente em 1500 a.C. Isto aconteceu na região
onde Moisés passou 40 anos , e essa inscrição foi feita uns poucos
anos antes de Moisés.
Gezer. Aqui Garstang (1929) achou uma asa de jarro do período 2000
16000 a.C., com inscrição em letras da escrita sinaítica, indicando
assim que a escrita em alfabeto sinaítico, já nesse tempo, se usava
na Palestina.
Bete-Semes. O Prof. Elihu Grant, da Exedição Arqueológica do
Haberford College (1930),encontrou aí um fragmento de jarro de barro,
de cerca de 1800 a.C., usado como memorando, com cinco linhas no
sistema alfabético semítico, à tinta, similar à escrita sinaítica.
Laquis. Aí, em 1934 , J.L. Starkey , da Expedição Arqueológica
Wellcome, achou um jarro para água com inscriçào, datando de cerca de
15000 a.C., no mesmo sistema alfabético sinaítico . Laquis foi uma
das cidades que Josué destruiu ao tempo em que "o sol se deteve"., e
aí está um livro , escrito em cerâmica , desta cidade antes de ser
destruida por Josué.
Ras Shamra (Ugarite),ao norte de sidom, perto de antioquia, cidade
fenícia, porto de mar ligado o Eufrates ao Mediterrâneo, onde
civilizações se encontravam e se misturavam . Uma Expedição francesa,
em 1929, encontrou aí uma Biblioteca de templo, escola de escribas,
espécie de seminário teológico , com quantidade enormes de placas ,
dicionários e obras de consultas em 8 línguas; babilônio , hebraico,
egípcio, hitita, sumeriano antigo, algumas línguas desconhecidas, a
escrita sinaítica e um alfabeto de 27 letras muito mais antido do que
outro qualquer que se conheça; muitos datando do meado do segundo
milênio a.C.
Boghaz Jeui, na Ásia Menor , primitivo centro hitita. Achou-se aí
u;ma biblioteca em cuneiforme e outras placas, classificadas e
dispostas em compartimentos de arquivo; em sumeriano, acadiano,
hitita , midianita e outras linguas, com algumas placas bilíngües em
cuneiforeme e hitita. Assim sendo, é certo que a escrita era de uso
comum na Palestina, Sinai, S;iria e Fenícia durante séculos antes de
Moisés. O Dr. W.F. Albright, principal autoridade em arqueologia
palestinense, diz " Só uma pessoa muito ignorante pode propor hoje a
idéia de que a escrita ( em muitas formas ) não era conhecida na
Palestina e regiões imediatamente circunvizinhas durante todo o
segundo milênio a.C.," (Boletim n.º 60 das Escolas
Americanas de Pesquisas Orientais, dez. 1935 ). Em face disto , não
há razão para que os eventos dos primeiros livros da Bíblia deixassem
de ser registrados por seus contemporâneos. Por que, então se
perderam esses registros, enquanto vastas quantidades de registros
egípcios e babilônicos foram preservados ? Por causa da naturzea
deteriorável do material usado na escrita: papiro e pele. No Egito
também , os registros escritos em papiro e pele, com poucas exceções,
se deterioraram. O Pentateuco, mesmo se tivesse sido escrito
originalmente em placas de cuneiforem, como alguns têm sugerido , foi
logo transliterado para o hebraico e copiado em peles. Os dez
mandam;entos, nucleo da Lei, foram gravados em pedras, mas o resto
foi escrito em "livros", Êx. 17 14. Assim, logo cedo os hebreus
tomaram o hábito de empregar peles e papiro, que tinham de ser
copiados de novo, quando as cópias mais velhas se estragavam pelo
uso. A Autoria do Pentateuco A opinião tradicional é a de que Moisés
escreveu o Pentateuco substancialmente como o possuímos, exceto
poucos versos do final , onde se relata a sua morte, e interpolações
ocasionais feitas por copistas, para efeito de elucidação , e que é
fiel à verdade histórica.
A opinião da crítica moderna é a de que se trata de uma obra
heterogênea, produto de várias escolas de sacerdotes, feita desde o
8.º século a.C., com objetivos sectaristas, baseada em tradições
orais, sendo os principais documentos chamados "J" , "E" E "P" .
Embora os críticos, entre si , divirjam largamente quanto às secções
que devam ser atribuídas a cada um desses documentos, apresentam a
teoria capciosamente como sendo "o resultado certo" a que
chegaram "eruditos modernos" . Segundo esse parecer, não se trata de
história verdadeira, porém de uma "colcha de retalhos, coletados de
um saco de farrapos de lendas esparsas". Que Diz a Arqueologia ? A
Arqueologia , ultimamente, vem falando tão alto que está causando uma
reação decidida em prol do ponto de vista conservador. A teoria de
que a escrita era desconhecida nos dias de Moisés já foi pelos ares,
de modo completo . E cada ano, no Egito, Palestina e Mesopotâmia,
estão se excavando evidências, tanto em inscrições como em camadas de
terra , de que as narrativas do Antigo Testamento tratam de
verdadeiros fatos históricos. E os "eruditos" decididamente, estão
tomando atitude de maior respeito para com a tradição referente à
autoria de Moisés. O Mínimo que se Comprova : Moisés podia Ter
escrito o Pentateuco. Instruiu-se no palácio de Faraó; foi educado em
toda a ciência dos egípcios", a qual incluía a profissão das letras .
Provavelmente ele conhecia mais acerca da história universal anterior
do que qualquer pessoa hoje. Foi líder e organizador de um movimento
que ele cria ser de imensa importância para todas as gerações
futuras. Seria ele tão ESTÚPIDO para confiar os anais e princípios do
seu movimento unicamente à TRANSMISSÃO ORAL ? Moisés de fato, fez uso
da escrita . Quanto as Gênesis, parece que ele usou registros que
vieram de gerações anteriores. Quanto a Êxodo, Levítico, Números e
Deuteronômio, todos estes se relacionavam com a própria vida dele e,
sem dúvida, foram escritos sob sua direção pessoal.Os fenômenos da
estratificação no relato se explicam abundantemente.
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