A Verdade Importa. Sem a verdade da Palavra de Deus sobre toda questão na vida, seremos enganados! Acredito que a fraqueza na igreja hoje deve-se ao fato de as pessoas não aceitarem a verdade. Temos muitos "ouvintes" da Palavra, mas poucos "praticantes" da Palavra. Se não formos praticantes, enganamos a nós mesmos. Isso leva a um "coração dobre" (Tiago 1:8). Um homem de coração dobre não conhece as coisas de Deus; assim, ele é deixado nos caminhos do mundo, da carne e do Maligno. Isso é "Aprender sempre mas nunca chegar ao conhecimento da verdade!" Sem a verdade seremos enganados.
A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo esteja contigo
miércoles, 19 de julio de 2006
miércoles, 12 de julio de 2006
Lição 59
Lucas 1.57-80
57 A Isabel cumpriu-se o tempo de dar à luz, e teve um filho.
58 Ouviram os seus vizinhos e parentes que o Senhor usara de grande misericórdia para com ela e participaram do seu regozijo.
59 Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriamdar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.
60 De modo nenhum! Respondeu sua mãe. Pelo contrário, ele deve ser chamado João.
61 Disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que tenha este nome.
62 E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem.
63 Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram.
64 Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua,falava louvando a Deus.
65 Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas.
66 Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Quevirá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.
67 Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo:
68 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo,
69 e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seuservo,
70 como prometera, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas,
71 para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam;
72 para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança
73 e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai,
74 de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor,
75 em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias.
76 Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederáso Senhor, preparando-lhe os caminhos,
77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados,
78 graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,
79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, edirigir os nossos pés pelo caminho da paz.
80 O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel.
Isabel traz ao mundo aquele que será o profeta do Altíssimo (v. 76).Vizinhos e parentes se alegram com ela. Observem o quanto o gozo preenche estes capítulos (1:14,44,47,58; 2:10). Zacarias tem agora a oportunidade de demonstrar sua fé, ao confirmar o belo nome deste menino (João significa favor de Jeová). Imediatamente lhe é devolvida a fala e suas primeiras palavras são para louvar e bendizer a Deus.Cheio do Espírito Santo, ele louva a Deus pela grande libertação que Ele empreenderá a favor de Seu povo. E nós que somos cristãos podemos fazer subir ainda mais alto o nosso canto! Através da vinda de Cristo e de Sua obra na cruz, Deus nos tem livrado, não de nossos inimigos terrenos, mas do poder de Satanás. Sendo assim libertos, não é onosso privilégio servir ao Senhor "sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias" (vv. 74-75)?
Zacarias ainda fala da visita do "sol nascente das alturas". Desde osdias de Ezequiel, a glória tinha se afastado; mas eis que - mistériodigno de admiração - esta glória divina volta para visitar um povo impotente e necessitado (v. 79); porém, desta vez, não é sob o aspecto de uma nuvem esplendorosa, mas sim sob a condição de uma humilde criancinha.
57 A Isabel cumpriu-se o tempo de dar à luz, e teve um filho.
58 Ouviram os seus vizinhos e parentes que o Senhor usara de grande misericórdia para com ela e participaram do seu regozijo.
59 Sucedeu que, no oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriamdar-lhe o nome de seu pai, Zacarias.
60 De modo nenhum! Respondeu sua mãe. Pelo contrário, ele deve ser chamado João.
61 Disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que tenha este nome.
62 E perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem.
63 Então, pedindo ele uma tabuinha, escreveu: João é o seu nome. E todos se admiraram.
64 Imediatamente, a boca se lhe abriu, e, desimpedida a língua,falava louvando a Deus.
65 Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas.
66 Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Quevirá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.
67 Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo:
68 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo,
69 e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seuservo,
70 como prometera, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas,
71 para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam;
72 para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança
73 e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai,
74 de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor,
75 em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias.
76 Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederáso Senhor, preparando-lhe os caminhos,
77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados,
78 graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,
79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, edirigir os nossos pés pelo caminho da paz.
80 O menino crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel.
Isabel traz ao mundo aquele que será o profeta do Altíssimo (v. 76).Vizinhos e parentes se alegram com ela. Observem o quanto o gozo preenche estes capítulos (1:14,44,47,58; 2:10). Zacarias tem agora a oportunidade de demonstrar sua fé, ao confirmar o belo nome deste menino (João significa favor de Jeová). Imediatamente lhe é devolvida a fala e suas primeiras palavras são para louvar e bendizer a Deus.Cheio do Espírito Santo, ele louva a Deus pela grande libertação que Ele empreenderá a favor de Seu povo. E nós que somos cristãos podemos fazer subir ainda mais alto o nosso canto! Através da vinda de Cristo e de Sua obra na cruz, Deus nos tem livrado, não de nossos inimigos terrenos, mas do poder de Satanás. Sendo assim libertos, não é onosso privilégio servir ao Senhor "sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias" (vv. 74-75)?
Zacarias ainda fala da visita do "sol nascente das alturas". Desde osdias de Ezequiel, a glória tinha se afastado; mas eis que - mistériodigno de admiração - esta glória divina volta para visitar um povo impotente e necessitado (v. 79); porém, desta vez, não é sob o aspecto de uma nuvem esplendorosa, mas sim sob a condição de uma humilde criancinha.
Lição 58
Lucas 1.39-56
39 Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
40 entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.
41 Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo.
42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e benditoo fruto do teu ventre!
43 E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?
44 Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim.
45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras quelhe foram ditas da parte do Senhor.
46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
48 porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora,todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.
50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração,alimentavam pensamentos soberbos.
52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes.
53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.
54 Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia
55 a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.
56 Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa.
Desejosa de compartilhar a maravilhosa mensagem com Isabel, aquelaacerca de quem o anjo lhe acaba de falar, Maria vai a casa desta suaparente. Que conversação deve ter havido entre estas duas mulheres! Éuma ilustração de Malaquias 3:16: "Então os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros..." O que as ocupa é a glória de Deus, ocumprimento de Suas promessas, as bênçãos oferecidas à fé. Temos tais temas de conversação quando nos encontramos com outros filhos de Deus?
"Bem-aventurada a que creu..." exclama Isabel, e Maria responde: "O meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador..." (v. 47). Isso é o suficiente para demonstrar que Maria não foi salva de outra maneira que pela fé. Sendo uma pecadora, tinha necessidade, como todos os homens, do Salvador que ia nascer dela. Ela acrescenta: "Porquecontemplou na humildade da sua serva" (v. 48). Apesar da excepcional honra que Deus lhe concede, Maria permanece diante d'Ele na posiçãoque compete a ela: a de humildade. O que ela pensaria, então, da idolatria da qual se tornou objeto, na cristandade de hoje em dia?
Observemos a semelhança que há do lindo canto de Maria com o de Anaem 1 Samuel 2:1-10. Ambas falam de como Deus "exaltou os humildes...e despediu vazios os ricos". Deus despede vazios somente os que estão cheios de si mesmos.
39 Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
40 entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel.
41 Ouvindo esta a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo.
42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e benditoo fruto do teu ventre!
43 E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor?
44 Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim.
45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras quelhe foram ditas da parte do Senhor.
46 Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
48 porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora,todas as gerações me considerarão bem-aventurada,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.
50 A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração,alimentavam pensamentos soberbos.
52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes.
53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos.
54 Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia
55 a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais.
56 Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa.
Desejosa de compartilhar a maravilhosa mensagem com Isabel, aquelaacerca de quem o anjo lhe acaba de falar, Maria vai a casa desta suaparente. Que conversação deve ter havido entre estas duas mulheres! Éuma ilustração de Malaquias 3:16: "Então os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros..." O que as ocupa é a glória de Deus, ocumprimento de Suas promessas, as bênçãos oferecidas à fé. Temos tais temas de conversação quando nos encontramos com outros filhos de Deus?
"Bem-aventurada a que creu..." exclama Isabel, e Maria responde: "O meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador..." (v. 47). Isso é o suficiente para demonstrar que Maria não foi salva de outra maneira que pela fé. Sendo uma pecadora, tinha necessidade, como todos os homens, do Salvador que ia nascer dela. Ela acrescenta: "Porquecontemplou na humildade da sua serva" (v. 48). Apesar da excepcional honra que Deus lhe concede, Maria permanece diante d'Ele na posiçãoque compete a ela: a de humildade. O que ela pensaria, então, da idolatria da qual se tornou objeto, na cristandade de hoje em dia?
Observemos a semelhança que há do lindo canto de Maria com o de Anaem 1 Samuel 2:1-10. Ambas falam de como Deus "exaltou os humildes...e despediu vazios os ricos". Deus despede vazios somente os que estão cheios de si mesmos.
jueves, 6 de julio de 2006
Lição Bíblica 57
Lucas 1.18-38
18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu souvelho, e minha mulher, avançada em dias.
19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus,e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas.
20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estascoisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhaspalavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão.
21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto sedemorasse no santuário.
22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam quetivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos epermanecia mudo.
23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou paracasa.
24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-sepor cinco meses, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meuopróbrio perante os homens.
26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, parauma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nomeera José; a virgem chamava-se Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muitofavorecida! O Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se apensar no que significaria esta saudação.
30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graçadiante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelonome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, oSenhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado nãoterá fim.
34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenhorelação com homem algum?
35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e opoder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também oente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na suavelhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam serestéril.
37 Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suaspromessas.
38 Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra emmim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.
Quando Zacarias se defrontou com "estas boas novas" (v. 19), seucoração não creu nelas. E, contudo, não eram a resposta a suasorações (v. 13)? Desgraçadamente acontece o mesmo conosco, pois nãoesperamos do Senhor a resposta de nossas orações. Em resposta àpergunta "Como saberei isto?", o mensageiro celeste revela o seupróprio nome: Gabriel, que significa Deus é poderoso. Sim, sua palavra se cumprirá apesar das dúvidas com que foi recebida.Zacarias fica mudo até o nascimento da criança, enquanto sua esposa Isabel, objeto da graça divina, se oculta modestamente a fim de não chamar a atenção.Depois o anjo Gabriel é incumbido de uma missão mais extraordinária ainda: a de anunciar a Maria, a virgem de Israel, que será mãe do Salvador. Que maravilhoso acontecimento, quão infinitas suasconseqüências! Podemos entender a confusão e a emoção que se apoderam desta jovem mulher. Mas, apesar da aparente impossibilidade que ela suscita, sua pergunta no versículo 34 não é semelhante à de Zacarias no versículo18, quando ele pede um sinal (o qual denota incredulidade). Maria crê e se submete inteiramente à vontade divina: "Aqui está a servado Senhor...". Não é esta a mesma resposta que espera de nós Aqueleque nos redimiu?
18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu souvelho, e minha mulher, avançada em dias.
19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus,e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas.
20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estascoisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhaspalavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão.
21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto sedemorasse no santuário.
22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam quetivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos epermanecia mudo.
23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou paracasa.
24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-sepor cinco meses, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meuopróbrio perante os homens.
26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, parauma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nomeera José; a virgem chamava-se Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muitofavorecida! O Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se apensar no que significaria esta saudação.
30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graçadiante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelonome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, oSenhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado nãoterá fim.
34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenhorelação com homem algum?
35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e opoder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também oente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na suavelhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam serestéril.
37 Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suaspromessas.
38 Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra emmim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.
Quando Zacarias se defrontou com "estas boas novas" (v. 19), seucoração não creu nelas. E, contudo, não eram a resposta a suasorações (v. 13)? Desgraçadamente acontece o mesmo conosco, pois nãoesperamos do Senhor a resposta de nossas orações. Em resposta àpergunta "Como saberei isto?", o mensageiro celeste revela o seupróprio nome: Gabriel, que significa Deus é poderoso. Sim, sua palavra se cumprirá apesar das dúvidas com que foi recebida.Zacarias fica mudo até o nascimento da criança, enquanto sua esposa Isabel, objeto da graça divina, se oculta modestamente a fim de não chamar a atenção.Depois o anjo Gabriel é incumbido de uma missão mais extraordinária ainda: a de anunciar a Maria, a virgem de Israel, que será mãe do Salvador. Que maravilhoso acontecimento, quão infinitas suasconseqüências! Podemos entender a confusão e a emoção que se apoderam desta jovem mulher. Mas, apesar da aparente impossibilidade que ela suscita, sua pergunta no versículo 34 não é semelhante à de Zacarias no versículo18, quando ele pede um sinal (o qual denota incredulidade). Maria crê e se submete inteiramente à vontade divina: "Aqui está a servado Senhor...". Não é esta a mesma resposta que espera de nós Aqueleque nos redimiu?
Lição Bíblica 57
Lucas 1.18-38
18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu souvelho, e minha mulher, avançada em dias.
19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus,e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas.
20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estascoisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhaspalavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão.
21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto sedemorasse no santuário.
22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam quetivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos epermanecia mudo.
23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou paracasa.
24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-sepor cinco meses, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meuopróbrio perante os homens.
26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, parauma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nomeera José; a virgem chamava-se Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muitofavorecida! O Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se apensar no que significaria esta saudação.
30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graçadiante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelonome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, oSenhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado nãoterá fim.
34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenhorelação com homem algum?
35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e opoder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também oente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na suavelhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam serestéril.
37 Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suaspromessas.
38 Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra emmim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.
Quando Zacarias se defrontou com "estas boas novas" (v. 19), seucoração não creu nelas. E, contudo, não eram a resposta a suasorações (v. 13)? Desgraçadamente acontece o mesmo conosco, pois nãoesperamos do Senhor a resposta de nossas orações. Em resposta àpergunta "Como saberei isto?", o mensageiro celeste revela o seupróprio nome: Gabriel, que significa Deus é poderoso. Sim, sua palavra se cumprirá apesar das dúvidas com que foi recebida.Zacarias fica mudo até o nascimento da criança, enquanto sua esposa Isabel, objeto da graça divina, se oculta modestamente a fim de não chamar a atenção.Depois o anjo Gabriel é incumbido de uma missão mais extraordinária ainda: a de anunciar a Maria, a virgem de Israel, que será mãe do Salvador. Que maravilhoso acontecimento, quão infinitas suasconseqüências! Podemos entender a confusão e a emoção que se apoderam desta jovem mulher. Mas, apesar da aparente impossibilidade que ela suscita, sua pergunta no versículo 34 não é semelhante à de Zacarias no versículo18, quando ele pede um sinal (o qual denota incredulidade). Maria crê e se submete inteiramente à vontade divina: "Aqui está a servado Senhor...". Não é esta a mesma resposta que espera de nós Aqueleque nos redimiu?
18 Então, perguntou Zacarias ao anjo: Como saberei isto? Pois eu souvelho, e minha mulher, avançada em dias.
19 Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus,e fui enviado para falar-te e trazer-te estas boas-novas.
20 Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estascoisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhaspalavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão.
21 O povo estava esperando a Zacarias e admirava-se de que tanto sedemorasse no santuário.
22 Mas, saindo ele, não lhes podia falar; então, entenderam quetivera uma visão no santuário. E expressava-se por acenos epermanecia mudo.
23 Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou paracasa.
24 Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-sepor cinco meses, dizendo:
25 Assim me fez o Senhor, contemplando-me, para anular o meuopróbrio perante os homens.
26 No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, parauma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nomeera José; a virgem chamava-se Maria.
28 E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muitofavorecida! O Senhor é contigo.
29 Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se apensar no que significaria esta saudação.
30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graçadiante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelonome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, oSenhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai;
33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado nãoterá fim.
34 Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenhorelação com homem algum?
35 Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e opoder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também oente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.
36 E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na suavelhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam serestéril.
37 Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suaspromessas.
38 Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra emmim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela.
Quando Zacarias se defrontou com "estas boas novas" (v. 19), seucoração não creu nelas. E, contudo, não eram a resposta a suasorações (v. 13)? Desgraçadamente acontece o mesmo conosco, pois nãoesperamos do Senhor a resposta de nossas orações. Em resposta àpergunta "Como saberei isto?", o mensageiro celeste revela o seupróprio nome: Gabriel, que significa Deus é poderoso. Sim, sua palavra se cumprirá apesar das dúvidas com que foi recebida.Zacarias fica mudo até o nascimento da criança, enquanto sua esposa Isabel, objeto da graça divina, se oculta modestamente a fim de não chamar a atenção.Depois o anjo Gabriel é incumbido de uma missão mais extraordinária ainda: a de anunciar a Maria, a virgem de Israel, que será mãe do Salvador. Que maravilhoso acontecimento, quão infinitas suasconseqüências! Podemos entender a confusão e a emoção que se apoderam desta jovem mulher. Mas, apesar da aparente impossibilidade que ela suscita, sua pergunta no versículo 34 não é semelhante à de Zacarias no versículo18, quando ele pede um sinal (o qual denota incredulidade). Maria crê e se submete inteiramente à vontade divina: "Aqui está a servado Senhor...". Não é esta a mesma resposta que espera de nós Aqueleque nos redimiu?
miércoles, 5 de julio de 2006
Lição Bíblica 56
Lucas 1.1-17
1 Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram,
2 conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra,
3 igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo,uma exposição em ordem,
4 para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.
5 Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel.
6 Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor.
7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias.
8 Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte,
9 segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso;
10 e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando.
11 E eis que lhe apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso.
12 Vendo -o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor.
13 Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João.
14 Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento.
15 Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno.
16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.
17 E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.
Dentre os Evangelhos, este é o que, por assim dizer, nos aproxima mais do Senhor Jesus, pois no-LO apresenta especialmente em Sua perfeita humanidade. Deus escolheu a Lucas, o médico amado e fiel companheiro de Paulo (Colossenses 4:14; 2 Timóteo 4:11), para nos fazer esta revelação. Ela é apresentada sob a forma de uma narração dirigida a um certo Teófilo (o qual significa "o que ama a Deus"). O tema leva o evangelista a descrever, com certo esmero, como Jesus assumiu a forma de homem e entrou no mundo. Ele bem poderia ter vindo ao mundo na idade adulta; porém, Lhe aprouve viver inteiramente nossa história desde o nascimento até a morte, para glorificar Deus, como de fato o fez.A narração começa apresentando-nos Zacarias, um piedoso sacerdote,cumprindo o seu serviço no templo. Enquanto ele ministrava nesse lugar solene deu-se conta, repentinamente e com temor, de que não estava só. Um anjo estava ao lado do altar do incenso, portador de uma mensagem divina: um filho será dado a Zacarias e Isabel, sua mulher. Separado para Deus desde o seu nascimento, será um grande profeta, incumbido de preparar Israel para a vinda de Seu Messias,acerca do Qual mais tarde afirmou que "se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus 11:14; Compare v. 17 com Malaquías 4:5-6).
1 Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram,
2 conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares e ministros da palavra,
3 igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo,uma exposição em ordem,
4 para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído.
5 Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abias. Sua mulher era das filhas de Arão e se chamava Isabel.
6 Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor.
7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo eles avançados em dias.
8 Ora, aconteceu que, exercendo ele diante de Deus o sacerdócio na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte,
9 segundo o costume sacerdotal, entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso;
10 e, durante esse tempo, toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando.
11 E eis que lhe apareceu um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do incenso.
12 Vendo -o, Zacarias turbou-se, e apoderou-se dele o temor.
13 Disse-lhe, porém, o anjo: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João.
14 Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento.
15 Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno.
16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.
17 E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.
Dentre os Evangelhos, este é o que, por assim dizer, nos aproxima mais do Senhor Jesus, pois no-LO apresenta especialmente em Sua perfeita humanidade. Deus escolheu a Lucas, o médico amado e fiel companheiro de Paulo (Colossenses 4:14; 2 Timóteo 4:11), para nos fazer esta revelação. Ela é apresentada sob a forma de uma narração dirigida a um certo Teófilo (o qual significa "o que ama a Deus"). O tema leva o evangelista a descrever, com certo esmero, como Jesus assumiu a forma de homem e entrou no mundo. Ele bem poderia ter vindo ao mundo na idade adulta; porém, Lhe aprouve viver inteiramente nossa história desde o nascimento até a morte, para glorificar Deus, como de fato o fez.A narração começa apresentando-nos Zacarias, um piedoso sacerdote,cumprindo o seu serviço no templo. Enquanto ele ministrava nesse lugar solene deu-se conta, repentinamente e com temor, de que não estava só. Um anjo estava ao lado do altar do incenso, portador de uma mensagem divina: um filho será dado a Zacarias e Isabel, sua mulher. Separado para Deus desde o seu nascimento, será um grande profeta, incumbido de preparar Israel para a vinda de Seu Messias,acerca do Qual mais tarde afirmou que "se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus 11:14; Compare v. 17 com Malaquías 4:5-6).
martes, 4 de julio de 2006
Lição Bíblica 55
Marcos 16.9-20
9 Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana,apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios.
10 E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam.
11 Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram.
12 Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo.
13 E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito.
14 Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.
17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome,expelirão demônios; falarão novas línguas;
18 pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.
19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus.
20 E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.
A declaração de Pedro no começo do livro de Atos é um excelente resumo do Evangelho segundo Marcos. O apóstolo recorda "todo o tempo que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós (ações características de serviço), começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas" (Atos 1:21-22). A primeira cena no Evangelho de Marcos foi quando o céu se abriu sobre o Senhor Jesus no rio Jordão e a última é quando o mesmo céu se abre para recebê-LO. Entre as duas cenas, está a Sua vida de serviço e dedicação.Aprovado por Deus em Sua vida e em Sua morte, ocupa daqui em diante à destra da Majestade nas alturas, o lugar de glória que Lhe corresponde. A Sua obra está consumada. Agora cabe aos discípulos realizar a obra deles, seguindo tanto as instruções dos versículos 15 a 18 como o grande Exemplo que tiveram diante de seus olhos.Porém, eles não são abandonados a fazê-lo por conta própria. O Senhor é visto nas alturas como Aquele que dirige a obra dos Seus. O serviço é um privilégio eterno que Ele empreende com amor. Servo para sempre (vide Êxodo 21:6; Deuteronômio 15:17 e Lucas 12:37), Ele coopera com os Seus discípulos e os acompanha com Seu poder (v. 20;Atos 14:3 e Hebreus 2:4). Nós, cristãos, somos convocados a seguir as Suas pegadas e a testemunhar desse mesmo Evangelho (v. 15); poderemos também contar com os mesmos cuidados de Seu amor se tivermos em nosso coração o desejo de servi-LO enquanto esperamos por Sua volta.
9 Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana,apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios.
10 E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam.
11 Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram.
12 Depois disto, manifestou-se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo.
13 E, indo, eles o anunciaram aos demais, mas também a estes dois eles não deram crédito.
14 Finalmente, apareceu Jesus aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, porque não deram crédito aos que o tinham visto já ressuscitado.
15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.
17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome,expelirão demônios; falarão novas línguas;
18 pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.
19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus.
20 E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.
A declaração de Pedro no começo do livro de Atos é um excelente resumo do Evangelho segundo Marcos. O apóstolo recorda "todo o tempo que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós (ações características de serviço), começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas" (Atos 1:21-22). A primeira cena no Evangelho de Marcos foi quando o céu se abriu sobre o Senhor Jesus no rio Jordão e a última é quando o mesmo céu se abre para recebê-LO. Entre as duas cenas, está a Sua vida de serviço e dedicação.Aprovado por Deus em Sua vida e em Sua morte, ocupa daqui em diante à destra da Majestade nas alturas, o lugar de glória que Lhe corresponde. A Sua obra está consumada. Agora cabe aos discípulos realizar a obra deles, seguindo tanto as instruções dos versículos 15 a 18 como o grande Exemplo que tiveram diante de seus olhos.Porém, eles não são abandonados a fazê-lo por conta própria. O Senhor é visto nas alturas como Aquele que dirige a obra dos Seus. O serviço é um privilégio eterno que Ele empreende com amor. Servo para sempre (vide Êxodo 21:6; Deuteronômio 15:17 e Lucas 12:37), Ele coopera com os Seus discípulos e os acompanha com Seu poder (v. 20;Atos 14:3 e Hebreus 2:4). Nós, cristãos, somos convocados a seguir as Suas pegadas e a testemunhar desse mesmo Evangelho (v. 15); poderemos também contar com os mesmos cuidados de Seu amor se tivermos em nosso coração o desejo de servi-LO enquanto esperamos por Sua volta.
domingo, 2 de julio de 2006
Lição Bíblica 54
Marcos 15.42-47
42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que morrera.
45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu -o em um lençol quecomprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numarocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foiposto.
Marcos 16.1-8
1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé,compraram aromas para irem embalsamá-lo.
2 E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol,foram ao túmulo.
3 Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada dotúmulo?
4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muitogrande.
5 Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito,vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas.
6 Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, oNazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui;vede o lugar onde o tinham posto.
7 Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante devós para a Galiléia; lá o vereis, como ele vos disse.
8 E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas detemor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém.
Agora, passada a hora da cruz em que o Salvador ficou só, Deus secompraz em evidenciar a solicitude e a consideração de algumaspessoas devotas que honraram o Seu Filho. Em primeiro lugar é Joséde Arimatéia, quem pede a Pilatos o corpo do Senhor Jesus e seocupa, reverente, do Seu sepultamento. Depois vemos três mulheresindo apressadamente ao túmulo logo ao amanhecer do dia daressurreição. Elas eram daquelas que "o acompanhavam e serviam"antes de assistirem com grande tristeza à cena da cruz (15:40-41).Em seu desejo de realizar um último serviço Àquele que pensam terperdido, levam aromas especiais para embalsamar o corpo dEle. Porém,elas têm de aprender que esses preparativos são desnecessários, poisum anjo lhes anuncia a gloriosa nova: "Ele ressuscitou". Contudo,havia uma outra mulher que não se encontrava no túmulo: a que nocapítulo 14:3 havia ungido os pés do Senhor Jesus. Era por falta deafeição de sua parte? Não, ela havia dado prova do contrário - poissoube discernir o momento correto de derramar o seu perfume de nardopuro sobre o Senhor. Recordemos que a dedicação de nosso amor sempreé mais preciosa ao coração do Senhor quando acompanhada pelodiscernimento de Sua vontade e pela obediência a Sua Palavra.
42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 vindo José de Arimatéia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que morrera.
45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu -o em um lençol quecomprara e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto numarocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foiposto.
Marcos 16.1-8
1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé,compraram aromas para irem embalsamá-lo.
2 E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol,foram ao túmulo.
3 Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada dotúmulo?
4 E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muitogrande.
5 Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito,vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas.
6 Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, oNazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui;vede o lugar onde o tinham posto.
7 Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante devós para a Galiléia; lá o vereis, como ele vos disse.
8 E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas detemor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém.
Agora, passada a hora da cruz em que o Salvador ficou só, Deus secompraz em evidenciar a solicitude e a consideração de algumaspessoas devotas que honraram o Seu Filho. Em primeiro lugar é Joséde Arimatéia, quem pede a Pilatos o corpo do Senhor Jesus e seocupa, reverente, do Seu sepultamento. Depois vemos três mulheresindo apressadamente ao túmulo logo ao amanhecer do dia daressurreição. Elas eram daquelas que "o acompanhavam e serviam"antes de assistirem com grande tristeza à cena da cruz (15:40-41).Em seu desejo de realizar um último serviço Àquele que pensam terperdido, levam aromas especiais para embalsamar o corpo dEle. Porém,elas têm de aprender que esses preparativos são desnecessários, poisum anjo lhes anuncia a gloriosa nova: "Ele ressuscitou". Contudo,havia uma outra mulher que não se encontrava no túmulo: a que nocapítulo 14:3 havia ungido os pés do Senhor Jesus. Era por falta deafeição de sua parte? Não, ela havia dado prova do contrário - poissoube discernir o momento correto de derramar o seu perfume de nardopuro sobre o Senhor. Recordemos que a dedicação de nosso amor sempreé mais preciosa ao coração do Senhor quando acompanhada pelodiscernimento de Sua vontade e pela obediência a Sua Palavra.
jueves, 29 de junio de 2006
Lição Bíblica 53
Marcos 15.22-41
22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.
23 Deram-lhe a beber vinho com mirra; ele, porém, não tomou.
24 Então, o crucificaram e repartiram entre si as vestes dele,lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um.
25 Era a hora terceira quando o crucificaram.
26 E, por cima, estava, em epígrafe, a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado .
29 Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça edizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e, em três dias, o reedificas!
30 Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!
31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas,escarnecendo, entre si diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se;
32 desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
34 À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35 Alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Vede, chama por Elias!
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo -a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.
38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.
39 O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara,disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.
40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
41 as quais, quando Jesus estava na Galiléia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.
O homem realiza o mais infame crime de todos os tempos: Ele crucifica o Filho de Deus e não Lhe poupa nenhuma forma de sofrimento e humilhação. O Salvador está pendurado no madeiro amaldiçoado (Gálatas 3:13), e o Seu amor pelo Pai e pelos homens ali O mantém. O Senhor Jesus sendo "contado com os transgressores", como haviam profetizado as Escrituras (v. 28; Isaías 53:12), padecendo ainda todo tipo de insultos e provocações nesta cruz. O mundo O rejeita (e dessa maneira condena-se a si mesmo), mas agora também o céu se fecha para Ele, e isso fica expresso em Seu grito de indizível angústia: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"(v. 34; vide Amós 8:9-10). O céu está fechado para Ele a fim de que possa ser aberto para nós. Foi para conduzir "muitos filhos à glória" que o Autor de nossa salvação foi aperfeiçoado por meio de sofrimentos (Hebreus 2:10). Essa página da sagrada Escritura, sobre a qual a nossa fé repousa com adoração, constitui o incontestável documento que nos garante acesso à glória dos céus; e, como sinal de que esse acesso nos foi possibilitado, rasga-se o véu do santuário(v. 38) - que velava o lugar da habitação de Deus. O grito em alta voz do Salvador ao morrer é prova de que Ele mesmo deixou a Sua vida, voluntariamente, em plena posse de Sua força. É o último ato de obediência dAquele que havia vindo a Terra para servir, sofrer e morrer, entregando a Sua preciosa vida em resgate por muitos (10:45).
22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira.
23 Deram-lhe a beber vinho com mirra; ele, porém, não tomou.
24 Então, o crucificaram e repartiram entre si as vestes dele,lançando-lhes sorte, para ver o que levaria cada um.
25 Era a hora terceira quando o crucificaram.
26 E, por cima, estava, em epígrafe, a sua acusação: O REI DOS JUDEUS.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado .
29 Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça edizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e, em três dias, o reedificas!
30 Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!
31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas,escarnecendo, entre si diziam: Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se;
32 desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
34 À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
35 Alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Vede, chama por Elias!
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo -a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.
38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.
39 O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara,disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.
40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé;
41 as quais, quando Jesus estava na Galiléia, o acompanhavam e serviam; e, além destas, muitas outras que haviam subido com ele para Jerusalém.
O homem realiza o mais infame crime de todos os tempos: Ele crucifica o Filho de Deus e não Lhe poupa nenhuma forma de sofrimento e humilhação. O Salvador está pendurado no madeiro amaldiçoado (Gálatas 3:13), e o Seu amor pelo Pai e pelos homens ali O mantém. O Senhor Jesus sendo "contado com os transgressores", como haviam profetizado as Escrituras (v. 28; Isaías 53:12), padecendo ainda todo tipo de insultos e provocações nesta cruz. O mundo O rejeita (e dessa maneira condena-se a si mesmo), mas agora também o céu se fecha para Ele, e isso fica expresso em Seu grito de indizível angústia: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?"(v. 34; vide Amós 8:9-10). O céu está fechado para Ele a fim de que possa ser aberto para nós. Foi para conduzir "muitos filhos à glória" que o Autor de nossa salvação foi aperfeiçoado por meio de sofrimentos (Hebreus 2:10). Essa página da sagrada Escritura, sobre a qual a nossa fé repousa com adoração, constitui o incontestável documento que nos garante acesso à glória dos céus; e, como sinal de que esse acesso nos foi possibilitado, rasga-se o véu do santuário(v. 38) - que velava o lugar da habitação de Deus. O grito em alta voz do Salvador ao morrer é prova de que Ele mesmo deixou a Sua vida, voluntariamente, em plena posse de Sua força. É o último ato de obediência dAquele que havia vindo a Terra para servir, sofrer e morrer, entregando a Sua preciosa vida em resgate por muitos (10:45).
lunes, 26 de junio de 2006
Lição Bíblica 52
Marcos 15.1-21
1 Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes comos anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus,levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 Pilatos o interrogou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
3 Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!
5 Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, qualquer que eles pedissem.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com amotinadores, os quais em umtumulto haviam cometido homicídio.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que lhes fizesse como de costume.
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?
10 Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.
11 Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?
13 Eles, porém, clamavam: Crucifica -o!
14 Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica -o!
15 Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, após mandar açoitar a Jesus, entregou -o para ser crucificado.
16 Então, os soldados o levaram para dentro do palácio, que é o pretório, e reuniram todo o destacamento.
17 Vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
18 E o saudavam, dizendo: Salve, rei dos judeus!
19 Davam-lhe na cabeça com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e o vestiram com as suas próprias vestes. Então, conduziram Jesus para fora, com o fim de o crucificarem.
21 E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.
Como é característico da narrativa deste evangelho, até mesmo a obra de morte deve ser realizada "logo" (v. 1). Agitados pela aproximação da Páscoa e em sua pressa por acabar com este prisioneiro que lhes enche de temor, as autoridades do povo não perdem tempo. Conduzem oSenhor Jesus perante Pilatos, não sem antes amarrar aquelas mãos que haviam curado tantas enfermidades e nunca haviam feito senão o bem.Diante do governador romano, o Salvador novamente guardou silêncio,do qual os Salmos 38:1-15; 39:9 e Lamentações 3:28 revelam os maravilhosos motivos. A Sua oração neste momento é: "Pois em ti,Senhor, espero; tu me atenderás, Senhor Deus meu"; "porque tu fizeste isto".Pressionado pelos principais sacerdotes, todo o povo, em sua louca cegueira, reclama em coro a liberdade do assassino Barrabás e a crucificação de seu Rei. Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, liberta o criminoso e condena o Homem que sabe ser inocente. Veja até onde pode chegar o desejo de agradar aos homens!(João 19:12).Os cruéis soldados zombam dEle fingindo submeter-se Àquele que está em seu poder (porém Ele Se entregou voluntariamente). E o homem coroa o seu Criador com espinhos que a terra passou a produzir em conseqüência do pecado do homem (Gênesis 3:18).
1 Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes comos anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus,levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 Pilatos o interrogou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
3 Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!
5 Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, qualquer que eles pedissem.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com amotinadores, os quais em umtumulto haviam cometido homicídio.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que lhes fizesse como de costume.
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?
10 Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.
11 Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?
13 Eles, porém, clamavam: Crucifica -o!
14 Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica -o!
15 Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, após mandar açoitar a Jesus, entregou -o para ser crucificado.
16 Então, os soldados o levaram para dentro do palácio, que é o pretório, e reuniram todo o destacamento.
17 Vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
18 E o saudavam, dizendo: Salve, rei dos judeus!
19 Davam-lhe na cabeça com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e o vestiram com as suas próprias vestes. Então, conduziram Jesus para fora, com o fim de o crucificarem.
21 E obrigaram a Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar-lhe a cruz.
Como é característico da narrativa deste evangelho, até mesmo a obra de morte deve ser realizada "logo" (v. 1). Agitados pela aproximação da Páscoa e em sua pressa por acabar com este prisioneiro que lhes enche de temor, as autoridades do povo não perdem tempo. Conduzem oSenhor Jesus perante Pilatos, não sem antes amarrar aquelas mãos que haviam curado tantas enfermidades e nunca haviam feito senão o bem.Diante do governador romano, o Salvador novamente guardou silêncio,do qual os Salmos 38:1-15; 39:9 e Lamentações 3:28 revelam os maravilhosos motivos. A Sua oração neste momento é: "Pois em ti,Senhor, espero; tu me atenderás, Senhor Deus meu"; "porque tu fizeste isto".Pressionado pelos principais sacerdotes, todo o povo, em sua louca cegueira, reclama em coro a liberdade do assassino Barrabás e a crucificação de seu Rei. Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, liberta o criminoso e condena o Homem que sabe ser inocente. Veja até onde pode chegar o desejo de agradar aos homens!(João 19:12).Os cruéis soldados zombam dEle fingindo submeter-se Àquele que está em seu poder (porém Ele Se entregou voluntariamente). E o homem coroa o seu Criador com espinhos que a terra passou a produzir em conseqüência do pecado do homem (Gênesis 3:18).
martes, 20 de junio de 2006
Lição Bíblica 45
Marcos 14.1-16
1 Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o prenderiam, à traição, e o matariam.
2 Pois diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
3 Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus.
4 Indignaram-se alguns entre si e diziam: Para que este desperdício de bálsamo?
5 Porque este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos pobres. E murmuravam contra ela.
6 Mas Jesus disse: Deixai -a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo.
7 Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes.
8 Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura.
9 Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.
10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus.
11 Eles, ouvindo -o, alegraram-se e lhe prometeram dinheiro; nesse meio tempo, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.
12 E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa?
13 Então, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro de água;
14 segui -o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
15 E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei os preparativos.
16 Saíram, pois, os discípulos, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes tinha dito, prepararam a Páscoa.
À medida que a morte do Senhor vem se aproximando, tornam-se cada vez mais manifestos os sentimentos que há em cada coração. Há Ódio por parte das autoridades do povo que conspiram em Jerusalém. Há afeto na casa de Simão, o leproso, em Betânia, onde uma mulher, cujo nome não é revelado aqui, pratica uma "boa ação" para com Ele, o fruto de um amor concebido pela compreensão do que fazia. Esta é uma maravilhosa ilustração da adoração prestada pelos filhos de Deus! Eles reconhecem no Salvador desprezado pelo mundo Aquele que é digno de toda homenagem; expressam-Lhe pelo Espírito Santo e num sentimento de sua própria indignidade, esta adoração que é um perfume de inestimável valor para o Seu coração. Mas tais adoradores certamente estão expostos a críticas, até mesmo por parte de certos crentes que colocam as boas ações ou o serviço a favor das almas à frente de qualquer outra atividade cristã. Sem negligenciar essas coisas, não esqueçamos que o louvor é a mais importante das nossas obrigações para com o Senhor. Demo-nos por satisfeitos com a Sua aprovação ao exercermos com um espírito quebrantado (do qual o alabastro é um símbolo) o cumprimento desse santo serviço de adoração, o único que é exclusivo para Ele e para toda eternidade.
Os versículos 10 a 16 nos mostram as providências que os discípulos tomam para preparar a páscoa... e as de Judas para trair o seu Mestre.
1 Dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais sacerdotes e os escribas procuravam como o prenderiam, à traição, e o matariam.
2 Pois diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
3 Estando ele em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o alabastro, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus.
4 Indignaram-se alguns entre si e diziam: Para que este desperdício de bálsamo?
5 Porque este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos pobres. E murmuravam contra ela.
6 Mas Jesus disse: Deixai -a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo.
7 Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes.
8 Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura.
9 Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.
10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar Jesus.
11 Eles, ouvindo -o, alegraram-se e lhe prometeram dinheiro; nesse meio tempo, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.
12 E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa?
13 Então, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro de água;
14 segui -o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
15 E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei os preparativos.
16 Saíram, pois, os discípulos, foram à cidade e, achando tudo como Jesus lhes tinha dito, prepararam a Páscoa.
À medida que a morte do Senhor vem se aproximando, tornam-se cada vez mais manifestos os sentimentos que há em cada coração. Há Ódio por parte das autoridades do povo que conspiram em Jerusalém. Há afeto na casa de Simão, o leproso, em Betânia, onde uma mulher, cujo nome não é revelado aqui, pratica uma "boa ação" para com Ele, o fruto de um amor concebido pela compreensão do que fazia. Esta é uma maravilhosa ilustração da adoração prestada pelos filhos de Deus! Eles reconhecem no Salvador desprezado pelo mundo Aquele que é digno de toda homenagem; expressam-Lhe pelo Espírito Santo e num sentimento de sua própria indignidade, esta adoração que é um perfume de inestimável valor para o Seu coração. Mas tais adoradores certamente estão expostos a críticas, até mesmo por parte de certos crentes que colocam as boas ações ou o serviço a favor das almas à frente de qualquer outra atividade cristã. Sem negligenciar essas coisas, não esqueçamos que o louvor é a mais importante das nossas obrigações para com o Senhor. Demo-nos por satisfeitos com a Sua aprovação ao exercermos com um espírito quebrantado (do qual o alabastro é um símbolo) o cumprimento desse santo serviço de adoração, o único que é exclusivo para Ele e para toda eternidade.
Os versículos 10 a 16 nos mostram as providências que os discípulos tomam para preparar a páscoa... e as de Judas para trair o seu Mestre.
Lição Bíblica 44
Marcos 13.14-37
14 Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
15 quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa;
16 e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
18 Orai para que isso não suceda no inverno.
19 Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá.
20 Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.
21 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
22 pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos.
23 Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.
24 Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade,
25 as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
26 Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.
27 E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.
28 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.
29 Assim, também vós: quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo, às portas.
30 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
31 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.
32 Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.
33 Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.
34 É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie.
35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã;
36 para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo.
37 O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!
A Igreja não terá de passar pelas terríveis tribulações que o remanescente judeu irá experimentar (Apocalipse 3:10). Ao repousar sobre esta certeza, devemos, todavia, temer cair no sono espiritual, o qual é, realmente, um perigo enquanto vivemos na longa noite moral e de provas deste mundo. Pensemos no iminente retorno do Senhor e apropriemo-nos das sérias exortações deste capítulo. Uma curta parábola apresenta-nos o Senhor como o dono de uma casa que se ausentou do país depois de ter deixado os seus bens sob a responsabilidade de seus servos. Cada um recebe "a sua obrigação"... precisa e particular. E o Dono não faz qualquer restrição, nem mesmo quanto à diversidade das tarefas a serem feitas. Em algumas traduções desta passagem lemos "a cada um a sua obra"... sugerindo assim um número ilimitado de diferentes tarefas que o Senhor tem preparado para os Seus (conforme Romanos 12:6-8).
A breve instrução recebida pelo porteiro, ao qual foi ordenado vigiar (v. 34), é igualmente dirigida "a todos"... a saber, a você e a mim (v. 37). E (observem este detalhe) é com esta palavra "vigiai" que terminam os ensinamentos do Senhor Jesus no Evangelho de Marcos. Guardemos então esta palavra em nossos corações, como se conserva cuidadosamente a última recomendação de um ser amado que nos deixou, mas que voltará de novo.
14 Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
15 quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa;
16 e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
18 Orai para que isso não suceda no inverno.
19 Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá.
20 Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.
21 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
22 pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios, para enganar, se possível, os próprios eleitos.
23 Estai vós de sobreaviso; tudo vos tenho predito.
24 Mas, naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade,
25 as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
26 Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória.
27 E ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu.
28 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.
29 Assim, também vós: quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo, às portas.
30 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
31 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.
32 Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.
33 Estai de sobreaviso, vigiai e orai; porque não sabeis quando será o tempo.
34 É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie.
35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã;
36 para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo.
37 O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!
A Igreja não terá de passar pelas terríveis tribulações que o remanescente judeu irá experimentar (Apocalipse 3:10). Ao repousar sobre esta certeza, devemos, todavia, temer cair no sono espiritual, o qual é, realmente, um perigo enquanto vivemos na longa noite moral e de provas deste mundo. Pensemos no iminente retorno do Senhor e apropriemo-nos das sérias exortações deste capítulo. Uma curta parábola apresenta-nos o Senhor como o dono de uma casa que se ausentou do país depois de ter deixado os seus bens sob a responsabilidade de seus servos. Cada um recebe "a sua obrigação"... precisa e particular. E o Dono não faz qualquer restrição, nem mesmo quanto à diversidade das tarefas a serem feitas. Em algumas traduções desta passagem lemos "a cada um a sua obra"... sugerindo assim um número ilimitado de diferentes tarefas que o Senhor tem preparado para os Seus (conforme Romanos 12:6-8).
A breve instrução recebida pelo porteiro, ao qual foi ordenado vigiar (v. 34), é igualmente dirigida "a todos"... a saber, a você e a mim (v. 37). E (observem este detalhe) é com esta palavra "vigiai" que terminam os ensinamentos do Senhor Jesus no Evangelho de Marcos. Guardemos então esta palavra em nossos corações, como se conserva cuidadosamente a última recomendação de um ser amado que nos deixou, mas que voltará de novo.
lunes, 19 de junio de 2006
Lição Bíblica 43
Marcos 13.1-13
1 Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!
2 Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:
4 Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se.
5 Então, Jesus passou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane.
6 Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e enganarão a muitos.
7 Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.
9 Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas; sereis açoitados, e vos farão comparecer à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho.
10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.
11 Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
13 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
Os discípulos estão impressionados pela grandeza e pela beleza exterior das construções do templo. Mas "o Senhor não vê como vê o homem" (1 Samuel 16:7; Isaías 11:3). Ele já tinha entrado neste templo e constatado a iniqüidade que tomava conta dele (11:11). Agora também olhava para adiante, para os acontecimentos que poucos anos depois de Sua rejeição trariam a ruína sobre a cidade culpada. A história nos ensina que, em 70 A.D., Jerusalém foi objeto de um terrível cerco e depois foi quase totalmente destruída pelo exército de Tito. Esse terrível castigo provou grandemente a fé dos crentes que eram tão apegados à cidade santa. Mas o Senhor Jesus os havia encorajado de antemão com as palavras que temos aqui (vv. 2,11,13). Quantos filhos de Deus, ao passar por perseguições, tiveram, por meio delas experiências maravilhosas! No momento de testemunhar, o Espírito Santo lhes dava o que eles tinham a dizer. Foi o que aconteceu com Pedro ao ser intimado a depor diante das autoridades, dos anciãos e dos escribas em Atos 4:8 e com Estêvão em Atos 7:55. Nós também podemos, de acordo com a nossa medida e segundo as nossas necessidades, experimentar esse poder do Espírito Santo quando O deixamos operar em nós.
1 Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!
2 Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, defronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:
4 Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se.
5 Então, Jesus passou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane.
6 Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu; e enganarão a muitos.
7 Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
8 Porque se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores.
9 Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas; sereis açoitados, e vos farão comparecer à presença de governadores e reis, por minha causa, para lhes servir de testemunho.
10 Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações.
11 Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.
12 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
13 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
Os discípulos estão impressionados pela grandeza e pela beleza exterior das construções do templo. Mas "o Senhor não vê como vê o homem" (1 Samuel 16:7; Isaías 11:3). Ele já tinha entrado neste templo e constatado a iniqüidade que tomava conta dele (11:11). Agora também olhava para adiante, para os acontecimentos que poucos anos depois de Sua rejeição trariam a ruína sobre a cidade culpada. A história nos ensina que, em 70 A.D., Jerusalém foi objeto de um terrível cerco e depois foi quase totalmente destruída pelo exército de Tito. Esse terrível castigo provou grandemente a fé dos crentes que eram tão apegados à cidade santa. Mas o Senhor Jesus os havia encorajado de antemão com as palavras que temos aqui (vv. 2,11,13). Quantos filhos de Deus, ao passar por perseguições, tiveram, por meio delas experiências maravilhosas! No momento de testemunhar, o Espírito Santo lhes dava o que eles tinham a dizer. Foi o que aconteceu com Pedro ao ser intimado a depor diante das autoridades, dos anciãos e dos escribas em Atos 4:8 e com Estêvão em Atos 7:55. Nós também podemos, de acordo com a nossa medida e segundo as nossas necessidades, experimentar esse poder do Espírito Santo quando O deixamos operar em nós.
martes, 13 de junio de 2006
Lição Bíblica 42
Marcos 10.35-52
35 Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir.
36 E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça?
37 Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.
38 Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?
39 Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado;
40 quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado.
41 Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João.
42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.
43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;
44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
46 E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho
47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
49 Parou Jesus e disse: Chamai -o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.
50 Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.
52 Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.
Observemos a fé de Tiago e João. Eles sabiam que o seu Mestre era o Messias, o Herdeiro do reino e que eles teriam parte com Ele ali. Porém o pedido que eles fazem ao Senhor denuncia a ignorância e a vaidade de seus corações naturais. Cheio de graça, o Senhor reúne os Seus discípulos ao Seu redor e faz uso desta infeliz atitude dos dois irmãos para instruí-los (e isto serve também para nós). Não compreendiam que tinham diante de si o maior Exemplo de humildade? Aquele que tinha todos os direitos de ser servido quis voluntariamente fazer-Se servo para libertar a Sua criatura e pagar com a própria vida o resgate exigido pelo soberano Juiz. O maravilhoso versículo 45 poderia ser chamado de o versículo-chave do Evangelho, pois o resume muito bem.
O Espírito Santo nos mostra nesse capítulo três atitudes completamente distintas: o jovem rico que o Senhor convida a segui-LO, o qual Lhe dá as costas (vv. 21, 22); os discípulos, que também foram chamados, e que O seguem tomados de apreensões (v. 32) embora se vangloriando de sua renúncia (v. 28); e finalmente, este pobre cego, a quem o Senhor Jesus nada pede após curá-lo, mas que, sem dizer uma palavra e lançando de si a capa que podia detê-lo em sua marcha, segue-O "estrada fora" V. 52).
35 Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos concedas o que te vamos pedir.
36 E ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça?
37 Responderam-lhe: Permite-nos que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda.
38 Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com que eu sou batizado?
39 Disseram-lhe: Podemos. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que eu bebo e recebereis o batismo com que eu sou batizado;
40 quanto, porém, ao assentar-se à minha direita ou à minha esquerda, não me compete concedê-lo; porque é para aqueles a quem está preparado.
41 Ouvindo isto, indignaram-se os dez contra Tiago e João.
42 Mas Jesus, chamando-os para junto de si, disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio, e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade.
43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;
44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
46 E foram para Jericó. Quando ele saía de Jericó, juntamente com os discípulos e numerosa multidão, Bartimeu, cego mendigo, filho de Timeu, estava assentado à beira do caminho
47 e, ouvindo que era Jesus, o Nazareno, pôs-se a clamar: Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!
48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
49 Parou Jesus e disse: Chamai -o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.
50 Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.
52 Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora.
Observemos a fé de Tiago e João. Eles sabiam que o seu Mestre era o Messias, o Herdeiro do reino e que eles teriam parte com Ele ali. Porém o pedido que eles fazem ao Senhor denuncia a ignorância e a vaidade de seus corações naturais. Cheio de graça, o Senhor reúne os Seus discípulos ao Seu redor e faz uso desta infeliz atitude dos dois irmãos para instruí-los (e isto serve também para nós). Não compreendiam que tinham diante de si o maior Exemplo de humildade? Aquele que tinha todos os direitos de ser servido quis voluntariamente fazer-Se servo para libertar a Sua criatura e pagar com a própria vida o resgate exigido pelo soberano Juiz. O maravilhoso versículo 45 poderia ser chamado de o versículo-chave do Evangelho, pois o resume muito bem.
O Espírito Santo nos mostra nesse capítulo três atitudes completamente distintas: o jovem rico que o Senhor convida a segui-LO, o qual Lhe dá as costas (vv. 21, 22); os discípulos, que também foram chamados, e que O seguem tomados de apreensões (v. 32) embora se vangloriando de sua renúncia (v. 28); e finalmente, este pobre cego, a quem o Senhor Jesus nada pede após curá-lo, mas que, sem dizer uma palavra e lançando de si a capa que podia detê-lo em sua marcha, segue-O "estrada fora" V. 52).
domingo, 11 de junio de 2006
Lição Bíblica 41
Marcos 10.23-34
23 Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!
24 Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus!
25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
26 Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo?
27 Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.
28 Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos.
29 Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho,
30 que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.
31 Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.
32 Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo:
33 Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios;
34 hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.
No Antigo Testamento as bênçãos eram terrenas e as riquezas eram consideradas como uma prova do favor de Deus (vide Deuteronômio 8:18). Eis aqui o motivo do assombro dos discípulos. Eles acabavam de ver um homem próspero, aparentemente abençoado por Deus, amável, de conduta irrepreensível, disposto a fazer muitas coisas boas. E o Senhor o deixou partir. Que coisa! Se tais vantagens não davam acesso ao reino de Deis, quem então podia ser salvo? O Senhor Jesus lhes responde que a salvação realmente é algo impossível para o homem realizar. Só Deus pode salvar.
Note que o Senhor não condena aqui os ricos, mas "os que confiam nas riquezas". Ademais, seguir a Jesus implica inevitavelmente na renúncia de algumas coisas, o que para certas pessoas pode ser algo muito doloroso (v. 29). Mas se elas renunciam por amor ao Senhor e ao Evangelho, isto ao mesmo tempo será para elas uma fonte de incomparáveis alegrias, sendo que a primeira delas será a consciência da aprovação do Senhor. Sim, o penetrante olhar do Senhor (v. 21,23,27) lê os nossos corações para ver se a motivação pela qual agimos é boa - se há uma verdadeira resposta ao amor d'Aquele que tudo deixou por nós (vide Zacarias 7:5).
Neste capítulo encontramos várias características da carne: é atrativa (vv. 17-22); é presunçosa (v. 28); é temerosa (v. 32); e, finalmente, é egoísta (vv. 35-40).
23 Então, Jesus, olhando ao redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!
24 Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas riquezas entrar no reino de Deus!
25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
26 Eles ficaram sobremodo maravilhados, dizendo entre si: Então, quem pode ser salvo?
27 Jesus, porém, fitando neles o olhar, disse: Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível.
28 Então, Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós tudo deixamos e te seguimos.
29 Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho,
30 que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna.
31 Porém muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.
32 Estavam de caminho, subindo para Jerusalém, e Jesus ia adiante dos seus discípulos. Estes se admiravam e o seguiam tomados de apreensões. E Jesus, tornando a levar à parte os doze, passou a revelar-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, dizendo:
33 Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e o entregarão aos gentios;
34 hão de escarnecê-lo, cuspir nele, açoitá-lo e matá-lo; mas, depois de três dias, ressuscitará.
No Antigo Testamento as bênçãos eram terrenas e as riquezas eram consideradas como uma prova do favor de Deus (vide Deuteronômio 8:18). Eis aqui o motivo do assombro dos discípulos. Eles acabavam de ver um homem próspero, aparentemente abençoado por Deus, amável, de conduta irrepreensível, disposto a fazer muitas coisas boas. E o Senhor o deixou partir. Que coisa! Se tais vantagens não davam acesso ao reino de Deis, quem então podia ser salvo? O Senhor Jesus lhes responde que a salvação realmente é algo impossível para o homem realizar. Só Deus pode salvar.
Note que o Senhor não condena aqui os ricos, mas "os que confiam nas riquezas". Ademais, seguir a Jesus implica inevitavelmente na renúncia de algumas coisas, o que para certas pessoas pode ser algo muito doloroso (v. 29). Mas se elas renunciam por amor ao Senhor e ao Evangelho, isto ao mesmo tempo será para elas uma fonte de incomparáveis alegrias, sendo que a primeira delas será a consciência da aprovação do Senhor. Sim, o penetrante olhar do Senhor (v. 21,23,27) lê os nossos corações para ver se a motivação pela qual agimos é boa - se há uma verdadeira resposta ao amor d'Aquele que tudo deixou por nós (vide Zacarias 7:5).
Neste capítulo encontramos várias características da carne: é atrativa (vv. 17-22); é presunçosa (v. 28); é temerosa (v. 32); e, finalmente, é egoísta (vv. 35-40).
sábado, 10 de junio de 2006
Lição Bíblica 40
Marcos 10.1-22
1 Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume.
2 E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?
3 Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés?
4 Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar.
5 Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento;
6 porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
7 Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se -á a sua mulher,
8 e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.
9 Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
10 Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto.
11 E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.
12 E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.
13 Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.
14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.
15 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.
16 Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.
17 E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
18 Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.
19 Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.
20 Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude.
21 E Jesus, fitando -o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá -o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.
22 Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.
Os fariseus procuram fazer com que o Senhor Jesus contradiga a Moisés na questão do divórcio. Mas Ele os silencia ao recordar-lhes a ordem das coisas tal como Deus havia criado no princípio (ocasião, portanto, anterior à lei dada por Moisés). O mundo tem corrompido e estragado tudo o que Deus havia estabelecido em Sua bela criação e em particular a instituição do matrimônio.
A dureza de coração e o egoísmo têm conduzido os homens a menosprezar e a perverter tudo que diz respeito ao matrimônio; essa condição também se manifesta na falta de consideração pelas criancinhas. Até mesmo os discípulos deixam-se contagiar por este espírito. Os versículos 13 a 16 nos dão, em relação ao relato de Mateus, alguns detalhes suplementares que são comovedores: o Senhor começa por indignar-Se com a atitude dos discípulos. Daí toma carinhosamente essas crianças nos Seus braços, onde se acham em perfeita segurança. Por fim, é dito expressamente que Ele as abençoa (conforme Mateus 19:13-14).
No incidente que se segue, Marcos é novamente o único a mencionar um ponto de muita importância: o amor do Senhor por um jovem que veio ao Seu encontro. Mas este jovem permanece insensível e se vai, talvez para sempre, preferindo as suas vãs riquezas à companhia presente e eterna d'Aquele que o havia amado.
1 Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume.
2 E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?
3 Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés?
4 Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar.
5 Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento;
6 porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
7 Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se -á a sua mulher,
8 e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.
9 Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
10 Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto.
11 E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela.
12 E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.
13 Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.
14 Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.
15 Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.
16 Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.
17 E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
18 Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.
19 Sabes os mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás ninguém, honra a teu pai e tua mãe.
20 Então, ele respondeu: Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude.
21 E Jesus, fitando -o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá -o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me.
22 Ele, porém, contrariado com esta palavra, retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.
Os fariseus procuram fazer com que o Senhor Jesus contradiga a Moisés na questão do divórcio. Mas Ele os silencia ao recordar-lhes a ordem das coisas tal como Deus havia criado no princípio (ocasião, portanto, anterior à lei dada por Moisés). O mundo tem corrompido e estragado tudo o que Deus havia estabelecido em Sua bela criação e em particular a instituição do matrimônio.
A dureza de coração e o egoísmo têm conduzido os homens a menosprezar e a perverter tudo que diz respeito ao matrimônio; essa condição também se manifesta na falta de consideração pelas criancinhas. Até mesmo os discípulos deixam-se contagiar por este espírito. Os versículos 13 a 16 nos dão, em relação ao relato de Mateus, alguns detalhes suplementares que são comovedores: o Senhor começa por indignar-Se com a atitude dos discípulos. Daí toma carinhosamente essas crianças nos Seus braços, onde se acham em perfeita segurança. Por fim, é dito expressamente que Ele as abençoa (conforme Mateus 19:13-14).
No incidente que se segue, Marcos é novamente o único a mencionar um ponto de muita importância: o amor do Senhor por um jovem que veio ao Seu encontro. Mas este jovem permanece insensível e se vai, talvez para sempre, preferindo as suas vãs riquezas à companhia presente e eterna d'Aquele que o havia amado.
Lição Bíblica 39
Marcos 9.33-50
33 Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho?
34 Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior.
35 E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.
36 Trazendo uma criança, colocou -a no meio deles e, tomando -a nos braços, disse-lhes:
37 Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou.
38 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não seguia conosco.
39 Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim.
40 Pois quem não é contra nós é por nós.
41 Porquanto, aquele que vos der de beber um copo de água, em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.
42 E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar.
43 E, se tua mão te faz tropeçar, corta -a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível
44 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
45 E, se teu pé te faz tropeçar, corta -o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno
46 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
47 E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca -o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno,
48 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
49 Porque cada um será salgado com fogo.
50 Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros.
Pobres discípulos! Enquanto o Mestre lhes fala de Seus sofrimentos e de Sua morte, a única coisa que lhes interessa, a ponto de provocar uma disputa entre eles, é a de saber qual entre eles era o maior. Por meio de Sua pergunta o Senhor os sonda (v. 33), para então, com graça e paciência, lhes ensinar o que é humildade.
Esta lição é seguida por outra. Os discípulos tinham pensado que deviam impedir alguém de realizar milagres no nome do Senhor Jesus. Ele "não nos segue", é o pretexto que João apresenta. Mas o Senhor lhes mostra que também nessa questão eles estavam mesmo ocupados consigo mesmo e não com Ele. Vigiemos para não termos um espírito sectário! Muitos cristãos, embora não andem conosco, seguem fielmente e bem de perto ao Senhor no caminho da abnegação e da cruz (capítulo 8:34).
Encontramos em Mateus 5:29 e 18:8 o que corresponde aqui aos versículos 42 a 48. Mas, de uma maneira geral, notamos que no Evangelho de Marcos os ensinamentos do Senhor ocupam menos espaço em comparação com as Suas atividades. Por exemplo, não temos aqui o Sermão do Monte. Poucas palavras, mas muita devoção e abnegação, tal é o caráter do Servo fiel.
33 Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho?
34 Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior.
35 E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos.
36 Trazendo uma criança, colocou -a no meio deles e, tomando -a nos braços, disse-lhes:
37 Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou.
38 Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que, em teu nome, expelia demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não seguia conosco.
39 Mas Jesus respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e, logo a seguir, possa falar mal de mim.
40 Pois quem não é contra nós é por nós.
41 Porquanto, aquele que vos der de beber um copo de água, em meu nome, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.
42 E quem fizer tropeçar a um destes pequeninos crentes, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse lançado no mar.
43 E, se tua mão te faz tropeçar, corta -a; pois é melhor entrares maneta na vida do que, tendo as duas mãos, ires para o inferno, para o fogo inextinguível
44 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
45 E, se teu pé te faz tropeçar, corta -o; é melhor entrares na vida aleijado do que, tendo os dois pés, seres lançado no inferno
46 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
47 E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca -o; é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois seres lançado no inferno,
48 onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.
49 Porque cada um será salgado com fogo.
50 Bom é o sal; mas, se o sal vier a tornar-se insípido, como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros.
Pobres discípulos! Enquanto o Mestre lhes fala de Seus sofrimentos e de Sua morte, a única coisa que lhes interessa, a ponto de provocar uma disputa entre eles, é a de saber qual entre eles era o maior. Por meio de Sua pergunta o Senhor os sonda (v. 33), para então, com graça e paciência, lhes ensinar o que é humildade.
Esta lição é seguida por outra. Os discípulos tinham pensado que deviam impedir alguém de realizar milagres no nome do Senhor Jesus. Ele "não nos segue", é o pretexto que João apresenta. Mas o Senhor lhes mostra que também nessa questão eles estavam mesmo ocupados consigo mesmo e não com Ele. Vigiemos para não termos um espírito sectário! Muitos cristãos, embora não andem conosco, seguem fielmente e bem de perto ao Senhor no caminho da abnegação e da cruz (capítulo 8:34).
Encontramos em Mateus 5:29 e 18:8 o que corresponde aqui aos versículos 42 a 48. Mas, de uma maneira geral, notamos que no Evangelho de Marcos os ensinamentos do Senhor ocupam menos espaço em comparação com as Suas atividades. Por exemplo, não temos aqui o Sermão do Monte. Poucas palavras, mas muita devoção e abnegação, tal é o caráter do Servo fiel.
jueves, 8 de junio de 2006
Lição Bíblica 38
Marcos 9.14-32
14 Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles.
15 E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava.
16 Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles?
17 E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo;
18 e este, onde quer que o apanha, lança -o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam.
19 Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo.
20 E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando.
21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu;
22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.
24 E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!
25 Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele.
26 E ele, clamando e agitando -o muito, saiu, deixando -o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu.
27 Mas Jesus, tomando -o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.
28 Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
29 Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.
30 E, tendo partido dali, passavam pela Galiléia, e não queria que ninguém o soubesse;
31 porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará.
32 Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo.
Tendo descido do monte, o Senhor retoma o Seu serviço de amor, do qual o apóstolo Pedro, testemunha de todas essas coisas, faria mais tarde um excelente resumo em Atos 10. "Jesus de Nazaré", diz ele, "andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10:38). O Senhor encontra uma numerosa multidão falando e discutindo entre eles mesmos. O objeto de toda essa agitação é um pobre menino que, apesar de sua tenra idade, sofria de terríveis crises nervosas provocadas por um demônio. Em vão o pobre pai havia apresentado o caso de seu único filho aos discípulos, pois eles não puderam expulsar esse espírito imundo. Antes de o Senhor Jesus operar a libertação do garoto, Ele apresenta a razão do fracasso deles: incredulidade; porque "tudo é possível ao que crê". Então, com lágrimas, esse homem se entrega ao Senhor. Compreende que não se alcança a fé apenas com um esforço de vontade, e se reconhece incapaz. Precisamos da ajuda divina não somente para a libertação propriamente dita, mas até mesmo para pedir por ela.
No versículo 26, o poder demoníaco manifesta-se ainda uma vez, mas é apenas para que a vitória do Senhor seja evidente. "Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou" (v. 27).
14 Quando eles se aproximaram dos discípulos, viram numerosa multidão ao redor e que os escribas discutiam com eles.
15 E logo toda a multidão, ao ver Jesus, tomada de surpresa, correu para ele e o saudava.
16 Então, ele interpelou os escribas: Que é que discutíeis com eles?
17 E um, dentre a multidão, respondeu: Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo;
18 e este, onde quer que o apanha, lança -o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam.
19 Então, Jesus lhes disse: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo.
20 E trouxeram-lho; quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o agitou com violência, e, caindo ele por terra, revolvia-se espumando.
21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a infância, respondeu;
22 e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.
24 E imediatamente o pai do menino exclamou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!
25 Vendo Jesus que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai deste jovem e nunca mais tornes a ele.
26 E ele, clamando e agitando -o muito, saiu, deixando -o como se estivesse morto, a ponto de muitos dizerem: Morreu.
27 Mas Jesus, tomando -o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.
28 Quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
29 Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum.
30 E, tendo partido dali, passavam pela Galiléia, e não queria que ninguém o soubesse;
31 porque ensinava os seus discípulos e lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará.
32 Eles, contudo, não compreendiam isto e temiam interrogá-lo.
Tendo descido do monte, o Senhor retoma o Seu serviço de amor, do qual o apóstolo Pedro, testemunha de todas essas coisas, faria mais tarde um excelente resumo em Atos 10. "Jesus de Nazaré", diz ele, "andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10:38). O Senhor encontra uma numerosa multidão falando e discutindo entre eles mesmos. O objeto de toda essa agitação é um pobre menino que, apesar de sua tenra idade, sofria de terríveis crises nervosas provocadas por um demônio. Em vão o pobre pai havia apresentado o caso de seu único filho aos discípulos, pois eles não puderam expulsar esse espírito imundo. Antes de o Senhor Jesus operar a libertação do garoto, Ele apresenta a razão do fracasso deles: incredulidade; porque "tudo é possível ao que crê". Então, com lágrimas, esse homem se entrega ao Senhor. Compreende que não se alcança a fé apenas com um esforço de vontade, e se reconhece incapaz. Precisamos da ajuda divina não somente para a libertação propriamente dita, mas até mesmo para pedir por ela.
No versículo 26, o poder demoníaco manifesta-se ainda uma vez, mas é apenas para que a vitória do Senhor seja evidente. "Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou" (v. 27).
miércoles, 7 de junio de 2006
Lição Bíblica 37
Marcos 9.1-13
1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
2 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles;
3 as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar.
4 Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus.
5 Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias.
6 Pois não sabia o que dizer, por estarem eles aterrados.
7 A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi.
8 E, de relance, olhando ao redor, a ninguém mais viram com eles, senão Jesus.
9 Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos.
10 Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos.
11 E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?
12 Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as coisas; como, pois, está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado?
13 Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito.
Segundo a promessa do versículo 1, três discípulos agora têm a oportunidade de contemplar por antecipação a chegada do "reino de Deus com poder". Este reino lhes é apresentado na pessoa do próprio Rei, o qual eles reconhecem como o Senhor Jesus, seu Mestre, revestido de majestade real e de resplandecente glória. Ele, que habitualmente ocultou a Sua glória encobrindo-a sob a humilde "forma de servo" (Filipenses 2:6-7), desvenda-a por um momento à vista dos Seus discípulos, que fica assombrados e maravilhados (Salmo 104:1). A seguir uma voz vem da nuvem, cujo apelo também se dirige a nós: "Este é o meu Filho amado: a ele ouvi". Quanto mais grandeza e dignidade tem uma pessoa, tanto mais importância têm as suas palavras. A pessoa que somos convidados a escutar não é outra senão o Filho amado de Deus. Prestemos, pois, às Suas palavras e ensinamentos, uma atenção tanto maior! (Hebreus 12:25).
Por mais que fosse bom estar no alto monte (v. 5), eles tinham que descer outra vez, e o Senhor faz os três discípulos compreender que o que eles viram somente se cumprirá mais tarde. Visto que nem João Batista (representado por Elias, v. 13) foi aceito como seu precursor nem Ele mesmo como Messias, faz-se necessário agora que Ele passe pela cruz e sofra muito antes de entrar em Sua glória (vv. 12-13).
1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus.
2 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, Tiago e João e levou-os sós, à parte, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles;
3 as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar.
4 Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estavam falando com Jesus.
5 Então, Pedro, tomando a palavra, disse: Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: uma será tua, outra, para Moisés, e outra, para Elias.
6 Pois não sabia o que dizer, por estarem eles aterrados.
7 A seguir, veio uma nuvem que os envolveu; e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi.
8 E, de relance, olhando ao redor, a ninguém mais viram com eles, senão Jesus.
9 Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos.
10 Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos.
11 E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?
12 Então, ele lhes disse: Elias, vindo primeiro, restaurará todas as coisas; como, pois, está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado?
13 Eu, porém, vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está escrito.
Segundo a promessa do versículo 1, três discípulos agora têm a oportunidade de contemplar por antecipação a chegada do "reino de Deus com poder". Este reino lhes é apresentado na pessoa do próprio Rei, o qual eles reconhecem como o Senhor Jesus, seu Mestre, revestido de majestade real e de resplandecente glória. Ele, que habitualmente ocultou a Sua glória encobrindo-a sob a humilde "forma de servo" (Filipenses 2:6-7), desvenda-a por um momento à vista dos Seus discípulos, que fica assombrados e maravilhados (Salmo 104:1). A seguir uma voz vem da nuvem, cujo apelo também se dirige a nós: "Este é o meu Filho amado: a ele ouvi". Quanto mais grandeza e dignidade tem uma pessoa, tanto mais importância têm as suas palavras. A pessoa que somos convidados a escutar não é outra senão o Filho amado de Deus. Prestemos, pois, às Suas palavras e ensinamentos, uma atenção tanto maior! (Hebreus 12:25).
Por mais que fosse bom estar no alto monte (v. 5), eles tinham que descer outra vez, e o Senhor faz os três discípulos compreender que o que eles viram somente se cumprirá mais tarde. Visto que nem João Batista (representado por Elias, v. 13) foi aceito como seu precursor nem Ele mesmo como Messias, faz-se necessário agora que Ele passe pela cruz e sofra muito antes de entrar em Sua glória (vv. 12-13).
Lição Bíblica 36
Marcos 8.22-38
22 Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
23 Jesus, tomando o cego pela mão, levou -o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
24 Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.
25 Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.
26 E mandou -o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na aldeia.
27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando -o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la -á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la -á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Em Betsaida - essa cidade cuja incredulidade o Senhor condena (Mateus 11:21) -, Ele opera ainda um outro milagre em favor de um pobre cego. Foram necessárias duas intervenções do Senhor para curá-lo. Assim também ocorre que, às vezes, são necessários alguns passos até que cheguemos à luz de Deus (Filipenses 1:6).
Depois disso, o Senhor Jesus pergunta a Seus discípulos qual é a opinião das pessoas acerca dEle. A seguir dirige-lhes pessoalmente a questão fundamental: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Sim, sejam quais forem as opiniões que os demais possam ter acerca do Senhor Jesus, eu devo conhecê-LO pessoalmente. Porém, a estima de Sua pessoa é somente o ponto de partida no caminho em que Ele me convida a segui-LO: o caminho é de abnegação e da cruz onde eu morri juntamente com Ele. Algumas pessoas, quando provadas, falam com resignação da cruz que têm de carregar, ou do "Calvário" que devem aceitar. Mas isto não é o que o Senhor quer dizer aqui. Ele pede a cada crente que tome voluntariamente o fardo do desprezo e do sofrimento que o mundo sempre imporá ao crente que for fiel (Gálatas 6:14). "Por causa de mim", sublinha o Senhor, pois este é o grande segredo que permite ao cristão reconhecer-se como morto para o mundo e para os seus próprios interesses (v. 35; Romanos 8:36).
22 Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.
23 Jesus, tomando o cego pela mão, levou -o para fora da aldeia e, aplicando-lhe saliva aos olhos e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: Vês alguma coisa?
24 Este, recobrando a vista, respondeu: Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.
25 Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.
26 E mandou -o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na aldeia.
27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu?
28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.
29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.
30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito.
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse.
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando -o à parte, começou a reprová-lo.
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.
35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la -á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la -á.
36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
37 Que daria um homem em troca de sua alma?
38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.
Em Betsaida - essa cidade cuja incredulidade o Senhor condena (Mateus 11:21) -, Ele opera ainda um outro milagre em favor de um pobre cego. Foram necessárias duas intervenções do Senhor para curá-lo. Assim também ocorre que, às vezes, são necessários alguns passos até que cheguemos à luz de Deus (Filipenses 1:6).
Depois disso, o Senhor Jesus pergunta a Seus discípulos qual é a opinião das pessoas acerca dEle. A seguir dirige-lhes pessoalmente a questão fundamental: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Sim, sejam quais forem as opiniões que os demais possam ter acerca do Senhor Jesus, eu devo conhecê-LO pessoalmente. Porém, a estima de Sua pessoa é somente o ponto de partida no caminho em que Ele me convida a segui-LO: o caminho é de abnegação e da cruz onde eu morri juntamente com Ele. Algumas pessoas, quando provadas, falam com resignação da cruz que têm de carregar, ou do "Calvário" que devem aceitar. Mas isto não é o que o Senhor quer dizer aqui. Ele pede a cada crente que tome voluntariamente o fardo do desprezo e do sofrimento que o mundo sempre imporá ao crente que for fiel (Gálatas 6:14). "Por causa de mim", sublinha o Senhor, pois este é o grande segredo que permite ao cristão reconhecer-se como morto para o mundo e para os seus próprios interesses (v. 35; Romanos 8:36).
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